Precauções e advertências
Geral
Pacientes devem ser monitorados cuidadosamente quanto à toxicidade. A maioria dos efeitos adversos é reversível, mas pode exigir interrupção ou ajuste de dose. Constipação, boca seca e gases são comuns em terapia combinada.
Diarreia
Pode causar diarreia grave. Monitorar e hidratar se necessário. Usar medicamentos antidiarreicos. Reduzir dose se necessário.
Desidratação
Evitar ou corrigir desidratação precocemente. Pacientes com falta de apetite, fraqueza, náuseas, vômitos ou diarreia podem desidratar rapidamente.
Desidratação pode levar a problemas renais, especialmente em pacientes com função renal comprometida ou usando medicamentos tóxicos para os rins. Casos fatais foram relatados.
Se ocorrer desidratação moderada ou grave, interromper imediatamente e corrigir. Reiniciar após reidratação e controle da causa. Ajustar dose conforme o efeito adverso causador.
Deficiência de DPD
Toxicidade grave rara (como estomatite, diarreia, inflamação das mucosas, redução de glóbulos brancos e neurotoxicidade) pode ocorrer em pacientes com deficiência da enzima diidropirimidina desidrogenase (DPD).
Pacientes com mutações que causam ausência total de atividade da DPD não devem usar. Pacientes com deficiência parcial podem usar com extrema cautela, dose reduzida e monitoramento frequente. Teste para deficiência de DPD pode ser considerado.
Em caso de toxicidade grave, interromper imediatamente. Descontinuar definitivamente conforme avaliação clínica.
Problemas cardíacos similares a outras fluoropirimidinas podem ocorrer (infarto, angina, arritmias, insuficiência cardíaca), principalmente em pacientes com histórico de doença coronariana.
Pode causar reações graves na pele como síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica. Descontinuar permanentemente se ocorrer.
Síndrome mão-pé (vermelhidão, dor e descamação nas palmas e solas) é comum. Casos persistentes ou graves podem levar à perda das impressões digitais. Interromper se ocorrer grau 2 ou 3 e reiniciar com dose reduzida após melhora. Não usar vitamina B6 em combinação com cisplatina. Dexpantenol pode ajudar na prevenção.
Pode causar aumento da bilirrubina. Interromper se bilirrubina ultrapassar 3 vezes o limite normal ou enzimas hepáticas (TGO/TGP) ultrapassarem 2,5 vezes. Reiniciar quando normalizarem.
Cuidado ao usar com medicamentos metabolizados pelo citocromo P450 2C9 (ex: varfarina, fenitoína). Monitorar parâmetros de coagulação ou níveis de fenitoína.
Dirigir e operar máquinas
Pode causar tontura, cansaço ou náusea. Tenha cuidado ao dirigir ou operar máquinas se ocorrerem esses efeitos.
Grupos especiais
Fertilidade
Estudos em animais sugerem que pode prejudicar a fertilidade.
Mulheres
Mulheres em idade fértil devem evitar gravidez durante o tratamento e por 6 meses após a última dose. Usar método contraceptivo eficaz.
Homens
Homens com parceiras em idade fértil devem usar contraceptivos durante o tratamento e por 3 meses após a última dose.
Gravidez
Categoria de risco na gravidez: D. Não usar sem orientação médica. Informe imediatamente se suspeitar de gravidez.
Estudos em animais mostram risco para o feto. Potencialmente teratogênico em humanos. Não usar durante a gravidez.
Amamentação
Não se sabe se é excretado no leite materno. Suspender a amamentação durante o tratamento e por 2 semanas após a última dose.
Uso pediátrico
Segurança e eficácia não estabelecidas em menores de 18 anos.
Uso em idosos
Pacientes com 80 anos ou mais podem ter mais efeitos gastrointestinais. Em combinação, idosos (≥65 anos) podem ter mais efeitos adversos graves e descontinuação.
Problemas nos rins
Usar com cautela em pacientes com função renal comprometida. Efeitos adversos graves podem ser mais frequentes em insuficiência renal moderada.
Problemas no fígado
Monitorar cuidadosamente em pacientes com disfunção hepática. Efeito em insuficiência hepática grave não relacionada a metástases é desconhecido.
Não há informações sobre risco de doping.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)