Interações medicamentosas: o que acontece se tomar com outros remédios?
Efeito de outros remédios na apixabana
Inibidores de CYP3A4 e glicoproteína P
Coadministração com cetoconazol (inibidor forte) aumentou a AUC de apixabana em 2 vezes. Não é recomendado com antifúngicos azólicos ou inibidores da protease do HIV.
Substâncias não consideradas inibidores potentes (ex: diltiazem, naproxeno) causam aumentos menores. Não é necessário ajuste.
Indutores de CYP3A4 e glicoproteína P
Coadministração com rifampicina reduziu AUC de apixabana em ~54%. Uso com indutores potentes (ex: fenitoína, erva de São João) pode reduzir concentração plasmática.
Anticoagulantes, antiplaquetários e anti-inflamatórios
Enoxaparina e apixabana mostraram efeito aditivo. Não foram observadas interações farmacocinéticas com AAS. Uso com AINEs requer cautela devido ao risco de sangramento.
Não é recomendado combinar com outros anticoagulantes orais, inibidores diretos da trombina, ou agentes trombolíticos.
Outros remédios usados juntos
Não foram observadas interações clinicamente significativas com atenolol ou famotidina.
Exames de laboratório
Testes de coagulação (TP, RNI, TTPA) podem apresentar alterações pequenas e variáveis. O teste anti-FXa pode ser útil para avaliar exposição.
Crianças e adolescentes
Estudos de interação foram realizados somente em adultos.
Efeito da apixabana em outros remédios
Estudos in vitro não demonstraram efeitos inibitórios relevantes sobre enzimas CYP. Não altera clearance de fármacos metabolizados por estas enzimas.
Em estudos com indivíduos sadios:
Digoxina:
Não afetou farmacocinética da digoxina.
Naproxeno:
Não afetou farmacocinética do naproxeno.
Atenolol:
Não alterou farmacocinética do atenolol.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)