Interação Medicamentosa - Rinvoq

Bula Rinvoq

Princípio ativo: Upadacitinibe

Classe Terapêutica: Agentes Anti-Reumáticos Específicos

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Rinvoq com outros remédios?

Inibidores potentes de CYP3A4

A exposição ao upadacitinibe é aumentada quando coadministrado com inibidores potentes de CYP3A4 (por exemplo, cetoconazol, claritromicina e toranja). Rinvoq® (upadacitinibe) 15 mg, uma vez ao dia, deverá ser utilizado com cautela em pacientes que recebem tratamento crônico com inibidores potentes de CYP3A4. Rinvoq® (upadacitinibe) 30 mg, uma vez ao dia, não é recomendado para pacientes que estão em tratamento crônico com inibidores potentes da CYP3A4. Alimentos e bebidas que contenham toranja (grapefruit) devem ser evitados durante o tratamento com Rinvoq® (upadacitinibe). Para pacientes com colite ou retocolite ulcerativa (RCU) que usam inibidores potentes de CYP3A4, a dose de indução recomendada é de 30 mg uma vez ao dia (por até 16 semanas) e a dose de manutenção recomendada é de 15 mg uma vez ao dia.

Indutores potentes de CYP3A4

A exposição ao upadacitinibe é reduzida quando coadministrado com indutores potentes de CYP3A4 (por exemplo, rifampicina), o que poderá causar redução do efeito terapêutico de Rinvoq® (upadacitinibe). Os pacientes deverão ser monitorados quanto às alterações na atividade da doença caso Rinvoq® (upadacitinibe) seja administrado concomitantemente com indutores potentes de CYP3A4.

Parâmetros laboratoriais

  • Neutropenia (diminuição de um tipo de células de defesa no sangue: neutrófilos): o tratamento com Rinvoq® (upadacitinibe) foi associado a uma maior incidência de neutropenia (contagem absoluta de neutrófilos (CAN) <1000 células/mm3). Não houve associação clara entre as baixas contagens de neutrófilos e a ocorrência de infecções graves.
  • Linfopenia (diminuição do número de linfócitos no sangue): as contagens de linfócitos <500 células/mm3 foram reportadas em estudos clínicos com Rinvoq® (upadacitinibe). Não houve associação clara entre as baixas contagens de linfócitos e a ocorrência de infecções graves.
  • Anemia (diminuição do número de glóbulos vermelhos no sangue): foram reportadas reduções nos níveis de hemoglobina para <8 g/dL em estudos clínicos com Rinvoq® (upadacitinibe).
    • A maior parte das alterações laboratoriais hematológicas mencionadas anteriormente foi temporária e se resolveu com interrupção temporária do tratamento.
    • Seu médico deve realizar esta avaliação na visita inicial e posteriormente de acordo com o tratamento de rotina. O tratamento não deverá ser iniciado ou deverá ser temporariamente interrompido em pacientes que atendem aos critérios descritos na Tabela 1.
  • Lipídios (gorduras no sangue): o tratamento com Rinvoq® (upadacitinibe) foi associado a aumentos nos parâmetros lipídicos, incluindo colesterol total, colesterol da lipoproteína de baixa densidade (LDL) e colesterol da lipoproteína de alta densidade (HDL). Aumentos no colesterol LDL foram reduzidos aos níveis prétratamento em resposta à terapia com estatina. O efeito destas elevações nos parâmetros lipídicos na morbidade e mortalidade cardiovasculares não foi determinado.
    • Os pacientes deverão ser monitorados por 12 semanas após o início do tratamento e posteriormente, de acordo com as diretrizes clínicas internacionais para hiperlipidemia.
  • Elevações de enzimas hepáticas (enzimas do fígado): o tratamento com Rinvoq® (upadacitinibe) foi associado com um aumento da incidência de elevação das enzimas hepáticas em comparação ao placebo.
    • Seu médico deve realizar essa avaliação na visita inicial e posteriormente de acordo com o tratamento de rotina. Recomenda-se a investigação da causa da elevação de enzimas hepáticas para identificar possíveis causas de lesão hepática induzida pelo medicamento.
    • Caso sejam observados aumentos de alanina transaminase (ALT) ou aspartato transaminase (AST) durante o tratamento de rotina do paciente e haja suspeita de lesão hepática induzida por droga, seu médico deverá interromper o uso de Rinvoq® (upadacitinibe) até que este diagnóstico seja descartado.
  • Tromboembolismo venoso: foram relatados eventos de trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP) em pacientes que receberam inibidores de JAK, incluindo upadacitinibe. O upadacitinibe deve ser usado com cautela em pacientes com alto risco de TVP / EP. Em um grande estudo randomizado com controle ativo de tofacitinibe (um outro inibidor de JAK), em pacientes com artrite reumatoide com 50 anos ou mais e, com pelo menos um fator de risco cardiovascular adicional, foi observada uma incidência aumentada de tromboembolismo venoso dependente da dose de tofacitinibe em comparação com bloqueadores de TNF.
    • Se ocorrerem características clínicas da TVP/EP, o tratamento com upadacitinibe deve ser temporariamente interrompido e os pacientes devem ser avaliados imediatamente, seguido de tratamento apropriado.
  • Toxicidade embrio-fetal: Rinvoq® (upadacitinibe) pode causar danos ao feto com base em estudos realizados em animais. Mulheres com potencial reprodutivo devem ser informadas do potencial risco ao feto e devem ser aconselhadas a usar contracepção efetiva.
  • Reações de hipersensibilidade: reações graves de hipersensibilidade, como anafilaxia e angioedema, foram relatadas em pacientes que receberam Rinvoq® (upadacitinibe) em estudos clínicos. Se ocorrer uma reação de hipersensibilidade clinicamente significativa, descontinuar Rinvoq® (upadacitinibe) e instituir a terapia apropriada.
  • Perfurações gastrointestinais: eventos de perfurações gastrointestinais foram relatados em estudos clínicos e em fontes póscomercialização. Rinvoq® (upadacitinibe) deve ser usado com cautela em pacientes que possam estar em risco de perfuração gastrointestinal (por exemplo, pacientes com doença diverticular, história de diverticulite ou que estejam tomando medicamentos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), corticosteroides ou opioides). Pacientes que apresentam sinais e sintomas abdominais de início recente devem ser avaliados imediatamente para identificação precoce de perfuração gastrointestinal.
  • Medicamentos imunossupressores: a combinação com outros potentes imunossupressores como azatioprina, ciclosporina, tacrolimo e DMARDs biológicas ou inibidores de JAK não foi avaliada em estudos clínicos e não é recomendada uma vez que o risco de imunossupressão aditiva não pode ser excluído.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

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