Quais cuidados devo ter ao usar o Genvoya?
Toxicidade de dose única
O elvitegravir demonstrou toxicidade aguda mínima depois da dosagem oral administrada em ratos e cães (dose letal > 2000 mg/kg e > 1000 mg/kg em ratos e cães, respectivamente; JTK303-TX-001, JTK303-TX-002).
A toxicidade de dose única de cobicistate foi baixa; a dose máxima tolerada (MTD) foi 100 mg/kg em camundongos (ocorreu eutanásia de moribundos em 300 mg/kg), e o NOAEL foi 500 mg/kg em ratos (PC-216-2013, TX-216-2003).
A entricitabina demonstrou toxicidade aguda mínima nos roedores (LD50 oral > 4000 mg/kg e LD50 IV > 200 mg/kg; TTEP/93/0020; TTEP/93/0023; TTEP/93/0021; TTEP/93/0024).
O NOAEL de dose única para uma única dose oral de TAF como GS-7340-02 em ratos foi determinado como > 1000 mg/kg (m2.6.7, Seção 5.4, R990200). O nível de efeito não observado (NOEL) em cães que receberam uma única dose de TAF foi 30 mg/kg (sinais clínicos relacionados ao tratamento, lesões renais em 90 e 270 mg/kg D990181).
Não foram realizados estudos de toxicidade de dose única com a CDF Hemifumarato de Tenofovir Alafenamida + Cobicistate + Elvitegravir + Entricitabina.
Toxicidade de doses repetidas
Em camundongos não foram encontrados efeitos adversos por 13 semanas em doses até 2000 mg/kg/dia por gavagem oral. Em ratos tratados por via oral por 4, 13 e 26 semanas foram observados vacúolos lipídicos médios a grandes (em doses ≥ 100 mg/kg/dia) na lâmina própria, principalmente no intestino delgado superior, mas não houve alterações tóxicas ou reativas associadas a esses vacúolos. Resultado semelhante foi observado no estudo de 39 semanas com cães.
Observações de aumento do peso do ceco e dilatação com conteúdo esbranquiçado e solto, sem alterações histopatológicas foram notadas nos estudos de dose repetida com ratos nas doses ≥ 300 mg/kg/dia. Na parte de toxicidade juvenil do estudo perinatal/pós-natal com ratos, aumentos no peso do ceco foram observados após doses de 2000 mg/kg/dia em machos e doses de 1000 e 2000 mg/kg/dia em fêmeas (TX-183-2006). Essas alterações no ceco foram consideradas provocadas pela atividade antibacteriana de EVG.
Os NOAELs dos estudos de combinação foram de 1000mg/kg/dia de EVG e 30 mg/kg/dia de COBI, isolados ou em combinação. No estudo em combinação com RTV, nenhum efeito adverso significativo foi observado com EVG, apenas com RTV ou a combinação dos dois. Os NOAELs foram 1000 mg/kg/dia de EVG e 10 mg/kg/dia de RTV, isolados ou em combinação.
Os NOAELs para o EVG são considerados 2000 mg/kg/dia para camundongos e ratos e 100 mg/kg/dia para cães. As exposições baseadas nos valores plasmáticos da AUC nas doses de NOAEL, nos animais, foram de aproximadamente 2 a 3 vezes (camundongos), 20 a 36 vezes (ratos) e 2 a 3 vezes (cães) maiores do que a AUC em pacientes tratados uma vez ao dia com 150 mg de EVG na CDF de Hemifumarato de Tenofovir Alafenamida + Cobicistate + Elvitegravir + Entricitabina.
Nos estudos de dose repetida (até 13 semanas em camundongos, até 26 semanas em ratos, até 39 semanas em cães), os órgãos alvo identificados foram fígado (camundongo, rato e cão) e tireoide (rato).
Alterações hematológicas leves foram observadas em ratos, e alterações bioquímicas clínicas leves foram observadas em camundongos, ratos e cães, além disso, alterações na urinálise/química da urina foram observadas principalmente em altas doses em ratos e cães. No estudo de 13 semanas em ratos, elevações leves a acentuadas na alanina aminotransferase (ALT) e aspartato aminotransferase (AST) foram observadas em machos que receberam 15 e 50 mg/kg/dia. As fêmeas foram menos sensíveis. Os NOAELs foram considerados 5 mg/kg/dia em machos e 50 mg/kg/dia em fêmeas. O NOAEL em um estudo de 4 semanas em camundongos foi de 100 mg/kg/dia.
Nos estudos de 4 a 26 semanas em ratos, aumentos nos pesos hepático e tireoidiano foram associados à indução da enzima CYP3A, hipertrofia hepatocelular e alterações no hormônio da tireoide. O NOAEL para o COBI no estudo de 26 semanas com ratos é de 30 mg/kg/dia, com base em diminuições significativas de peso corporal e ingestão de alimentos, pequenas alterações nos parâmetros hematológicos e aumento no volume da urina, com dose de 100 mg/kg/dia.
Em cães, além de salivação e vômitos associados à dosagem, o tratamento com COBI foi bem tolerado em doses de até 15 mg/kg/dia, no estudo de quatro semanas, (TX-216-2005) e até 10 mg/kg/dia, no
estudo de 39 semanas (TX-216-2016). O NOAEL para COBI, quando administrado diariamente por gavagem oral para cães por até 39 semanas, é de 10 mg/kg/dia.
Nos estudos de COBI em combinação com ATV, Os NOAELs foram 30 mg/kg/dia de COBI e 50 mg/kg/dia de AVT, isoladamente ou em combinação.
As exposições baseadas nos valores plasmáticos da AUC nas doses de NOAEL, nos estudos de maior duração, foram de aproximadamente 0,1 a 7,2 vezes (camundongos), 1,2 a 1,6 vezes (ratos) e 2,1 a 2,4 vezes (cães) maiores do que a AUC em pacientes tratados uma vez ao dia com 150 mg de COBI na CDF de EVG/COBI/FTC/TDF.
No estudo de qualificação de impurezas de quatro semanas com comprimidos esmagados não degradados e degradados da camada de EVG/COBI do comprimido de EVG/COBI/FTC/TDF de duas camadas (TX-236-2002) em ratos fêmeas, o NOAEL foi a maior dose testada, 50/50 mg/kg/dia para EVG/COBI para comprimidos não degradados e degradados.
Alterações nos parâmetros de glóbulos vermelhos (RBC) ocorreram na dose mais alta em estudos de 1 e 6 meses com camundongos, 3 meses com ratos e 12 meses com macacos.
Os NOELs para o período de tratamento mais longo em cada espécie foram 500 mg/kg/dia em camundongos (6 meses), 600 mg/kg/dia em ratos (3 meses) e 200 mg/kg/dia em macacos (12 meses).
As exposições baseadas nos valores da AUC plasmática nas doses de NOEL nos animais foram de aproximadamente 27 vezes (camundongos), 27 vezes (ratos) e 7,5 vezes (macacos) maiores do que a AUC em pacientes tratados com FTC uma vez ao dia com 200 mg na CDF de EVG/COBI/FTC/TDF.
Cariomegalia tubular renal foi observada em ratos e cães que receberam TAF por via oral. Áreas focais de basofilia tubular cortical renal mínima e cariomegalia nuclear mínima associada estavam presentes em ratos que receberam 400 mg/kg/dia durante 4 semanas e 100 mg/kg/dia durante 26 semanas.
Cariomegalia e/ou basofilia tubular renal foram observadas em cães que receberam 3 e 10 mg/kg/dia durante 4 semanas e cães que receberam 6 ou 18/12 mg/kg/dia por pelo menos 13 semanas.
A atrofia da metáfise do osso canceloso foi observada em ratos que receberam 100 mg/kg/dia de TAF por 26 semanas. TAF também aumentou os marcadores bioquímicos de metabolização óssea e diminuição de 1,25-diidróxi e 25-hidroxivitamina D3 séricos em ratos (≥ 25 mg/kg/dia) e cães (≥ 37,5 mg/kg/dia por 6 dias).
Carcinogenicidade
De acordo com o Comitê dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) (EMA/CHMP/SAWP/629722/2012; EMEA/H/SA/2410/1/2012/1) e com o FDA (ID de referência 3161161), nenhum estudo de carcinogenicidade com TAF está planejado, devido à falta de exposição ao TAF em ratos e em camundongos TgRasH2 e à baixa exposição ao TFV em ratos e camundongos, em comparação aos mesmos estudos nos quais o TDF foi administrado. Os dados de carcinogenicidade foram fornecidos com o TDF. Nos estudos de carcinogenicidade de elvitegravir a longo prazo, nenhum aumento na incidência do tumor relacionado ao medicamento foi encontrado em camundongos em doses de até 2000 mg/kg/dia (2,4 a 3,8 vezes a exposição sistêmica humana na dose terapêutica de 150 mg/dia; TX-183-2011) ou em ratos em doses de até 2000 mg/kg/dia (12 a 27 vezes a exposição sistêmica humana na dose terapêutica; TX-183-2012).
Em um estudo de carcinogenicidade a longo prazo de cobicistate em camundongos (TX-216-2030), nenhum aumento na incidência do tumor relacionado ao medicamento foi observado em doses de até 50 e 100 mg/kg/dia (machos e fêmeas, respectivamente). As exposições ao cobicistate nessas doses foram de aproximadamente 7 (macho) e 16 (fêmea) vezes, respectivamente, a exposição sistêmica humana na dose terapêutica diária.
Em um estudo de carcinogenicidade a longo prazo de cobicistate em ratos (TX-216-2031), um aumento na incidência de adenomas e/ou carcinomas de célula folicular na glândula da tireoide foi observado nas doses de 25 e 50 mg/kg/dia em machos, e em 30 mg/kg/dia em fêmeas. Os achados de célula folicular são considerados específicos de ratos, secundários a uma indução da enzima microssomal hepática e desequilíbrio do hormônio da tireoide, e não são relevantes para humanos. As exposições sistêmicas das maiores doses testadas foram de aproximadamente 2 vezes a exposição sistêmica em humanos na dose terapêutica diária.
Nos estudos de carcinogenicidade de entricitabina a longo prazo, nenhum aumento na incidência do tumor relacionado ao medicamento foi encontrado em camundongos em doses de até 750 mg/kg/dia (23 vezes a exposição sistêmica humana na dose terapêutica TOX109) ou em ratos em doses de até 600 mg/kg/dia (28 vezes a exposição sistêmica humana na dose terapêutica; TOX108).
Estudos de carcinogenicidade oral a longo prazo de tenofovir desoproxila em camundongos e ratos foram realizados em exposições de até aproximadamente 10 vezes (camundongos) e 4 vezes (ratos) às observadas em humanos com a dose terapêutica de 300 mg na CDF de EVG/COBI/FTC/TDF (m2.6.7, Seção 10.7, M990205; m2.6.7, Seção 10.8, R990204). Os camundongos fêmeas apresentaram baixa incidência de adenomas hepáticos na dose mais alta de 600 mg/kg/dia. Os ratos não demonstraram nenhum potencial carcinogênico no estudo a longo prazo.
Estudos de carcinogenicidade com a CDF Hemifumarato de Tenofovir Alafenamida + Cobicistate + Elvitegravir + Entricitabina não foram realizados, tendo em vista que foi considerado improvável que a administração da combinação mudasse os perfis de segurança dos ativos estudados isoladamente.
Toxicidade reprodutiva e de desenvolvimento
Nenhum estudo peri/pós-natal com TAF está planejado com base no aconselhamento científico adotado pelo CHMP (EMA/CHMP/SAWP/214541/2013; EMEA/H/SA/2410/1/FU/1/2013/1) e pelo FDA (ID de referência: 3231054). Assim como ocorre com a justificativa para o estudo de carcinogenicidade, existe a impossibilidade de medir concentrações plasmáticas de TAF em ratos e a exposição ao TFV depois que a administração de TAF diminuiu em relação ao que já foi testado no estudo peri/pós-natal do TDF. Os estudos peri/pós-natal com TDF caracterizaram, de forma clara, a possível toxicidade pósnatal do TFV.
Com elvitegravir, nenhum efeito adverso significativo foi observado em estudos de fertilidade em ratos machos e fêmeas (JTK303-TX-019; TX-183-2003), em estudos de desenvolvimento embriofetal (EFD) em ratos e coelhos (JTK303-TX-020; TX-183-2008; TX-183-2002), ou em um estudo pré-natal/pósnatal (PPND) em ratos (TX-183-2006). O NOEL para parâmetros reprodutivos nos estudos de fertilidade foi 2000 mg/kg/dia em exposições aproximadamente 16 a 30 vezes maiores do que as exposições terapêuticas humanas. O NOAEL/NOEL de EFD para EVG foi 2000 mg/kg/dia para ratos e 450 mg/kg/dia para coelhos, nas doses mais altas testadas, em exposições aproximadamente 23 e 0,2 vezes maiores, respectivamente, do que a exposição terapêutica humana. No estudo PPND, o NOEL materno para a toxicidade geral, o NOEL para a reprodução nas fêmeas, a viabilidade e o crescimento da prole foi de 2000 mg/kg/dia (exposições no dia de lactação 14 foram aproximadamente 18 vezes mais altas do que as exposições terapêuticas humanas). O elvitegravir foi secretado no leite das ratas em cuidado no estudo PPND e, no NOEL de 2000 mg/kg/dia, a proporção leite:plasma do EVG foi de 0,1.
Na parte de avaliação da toxicidade juvenil do estudo pré/pós-natal em ratos (TX-183-2006), a administração por gavagem oral diária de EVG para filhotes da geração F1 do dia pós-natal (PND) 22 a 49 foi bem tolerada em doses de até 2000 mg/kg/dia. A única observação relacionada ao artigo em teste foi o aumento nos pesos dos cecos em 1000 e 2000 mg/kg/dia, de acordo com os achados em outros estudos com ratos. O NOAEL para a toxicidade do EVG é de 2000 mg/kg/dia para ratos jovens, em que as exposições foram sete vezes maiores do que as exposições terapêuticas em humanos na dose de 150 mg.
Nos estudos de toxicidade reprodutiva com cobicistate, nenhum efeito adverso foi observado em um estudo de fertilidade em ratos; o NOEL para parâmetros reprodutivos foi 100 mg/kg/dia em exposições aproximadamente 4 vezes maiores do que as exposições terapêuticas humanas (TX-216-2023). Nenhum efeito teratogênico foi observado nos estudos EFD em ratos e coelhos (TX-216-2020; TX-216-2021).
Em ratos recebendo 125 mg/kg/dia, aumentos na perda pós-implantação e redução no peso fetal foram associados a toxicidade materna significativa (sinais clínicos adversos, diminuição do peso corporal e do consumo de alimentos). O NOEL/NOAELs nos estudos com ratos e coelhos foram 50 e 100 mg/kg/dia, respectivamente, em que as exposições eram aproximadamente 1,8 e 4,3 vezes maiores, respectivamente, do que as exposições terapêuticas humanas. No estudo PPND (TX-216-2033), o NOAEL materno para a toxicidade geral foi 30 mg/kg/dia, e o NOAEL para a reprodução nas fêmeas, a viabilidade e o crescimento da prole foi de 75 mg/kg/dia, a maior dose testada (as exposições no dia de lactação 10 foram aproximadamente 1,2 vezes mais altas do que as exposições terapêuticas humanas). O cobicistate foi secretado no leite das ratas em cuidado no estudo PPND, com as proporções leite:plasma do COBI de 1,3 a 1,9.
Na fase de toxicidade juvenil do estudo PPND em ratos (TX-216-2033), a administração por gavagem oral diária de COBI para filhotes da geração F1 do dia pós-natal 22 a 49 foi bem tolerada em doses de até 75 mg/kg/dia, com alterações adaptativas no fígado e na tireoide observadas em níveis de dose e exposições semelhantes a animais adultos. O NOAEL para a toxicidade do COBI é de 75 mg/kg/dia para ratos jovens, em que as exposições foram 2,5 vezes maiores do que as exposições terapêuticas humanas na dose de 150 mg. A entricitabina não afetou a fertilidade em ratos machos em aproximadamente 140 vezes ou em camundongos machos e fêmeas em exposições aproximadamente 60 vezes maiores que a dose terapêutica em humanos (TTEP/95/0028; TOX036). Não houve nenhum efeito adverso nos estudos de EFD em camundongos em exposições aproximadamente 60 vezes maiores e em coelhos em exposições aproximadamente 120 vezes maiores do que as exposições na dose terapêutica humana (TOX037; TOX038). No estudo PPND em camundongos, as fêmeas F1 que receberam 1000 mg/kg/dia tiveram ciclos estrais ligeiramente maiores do que os controles, mas a fertilidade foi normal na prole exposta diariamente desde antes do nascimento (no útero) até a maturação sexual em exposições diárias aproximadamente 60 vezes maiores do que as exposições na dose terapêutica humana (TOX039). O NOAEL para estudos EFD em camundongos e coelhos foi de 1000 mg/kg/dia, o mesmo que o NOAEL dos estudos PPND em camundongos.
Os estudos de dose repetida com FTC não afetaram o desenvolvimento dos sistemas de órgãos, e os NOELs reprodutivo e de desenvolvimento para FTC alcançaram níveis de exposição bem acima das exposições humanas. FTC é aprovada para uso em bebês (a partir dos quatro meses de idade), crianças, adolescentes e adultos. Nenhum estudo específico de toxicidade juvenil é considerado justificado com FTC.
Os dados do estudo de fertilidade em ratos com a administração oral de TAF fumarato (GS-7340-03) (TX-120-2012) indicam diminuição de peso corporal em machos e fêmeas relacionada à dose, mas nenhuma alteração relacionada ao medicamento nos desfechos de fertilidade masculina ou feminina, incluindo índice de acasalamento, índice de fertilidade, movimentação de espermas, concentração de espermas, número de corpos lúteos, locais de implantação, reabsorções precoces e tardias e fetos vivos em doses de até 160 mg sem equivalentes de base/kg/dia. O NOAEL do TAF para toxicidade reprodutiva e embrionária precoce foi 160 mg/kg/dia.
Não houve nenhum efeito na viabilidade fetal ou no desenvolvimento fetal em ratas prenhes que receberam doses de até 250 mg/kg/dia de GS-7340-02 (TX-120-2002), ou em coelhas prenhes que receberam até 100 mg/kg/dia de GS-7340-02 (TX-120-2005). As doses mais altas foram maternalmente tóxicas. Nos ratos, a diminuição do peso corporal fetal associada a alguns pequenos atrasos transitórios na taxa de ossificação foi observada em 250 mg/kg/dia, uma dose maternalmente tóxica. No NOAEL para desenvolvimento embriofetal de aproximadamente 100 mg/kg/dia em ratos, os valores de AUCtau para TAF e TFV, no Dia 17, foram 0,2 e 17,4 μg h/kg, respectivamente. No NOAEL para desenvolvimento embriofetal de 100 mg/kg/dia em coelhos, os valores de AUCtau para TAF e TFV, no Dia 20, foram 11,0 e 27,3 μg·h/kg, respectivamente.
No estudo PPND com tenofovir DF, houve uma alteração no ciclo estral nas ratas no estudo perinatal em ratos (R990202). O NOEL para toxicidade comportamental, reprodutiva e de desenvolvimento foi 150 mg/kg/dia. As doses maternalmente tóxicas (≥ 450 mg/kg/dia) tiveram efeitos na sobrevida dos filhotes, no peso corporal dos filhotes e no amadurecimento sexual.
Embora nenhum estudo de toxicidade juvenil específico tenha sido realizado com TAF ou TDF, existem dados disponíveis de estudos de eficácia de TFV em macacos rhesus infectados e não infectados com SIV, que incluíram 12 macacas rhesus grávidas e mais de 85 macacos rhesus bebês e jovens tratados com idades que variam de 1 dia a 7,5 anos no início da dosagem. A duração do tratamento variou de 12 semanas a 13 anos. Patologia renal e óssea clinicamente relevante (incluindo redução da densidade mineral óssea, inchaço nas articulações e fraturas ósseas) ocorreu somente nos animais em que TFV foi administrado cronicamente em 30 mg/kg/dia por injeção subcutânea diária. Os níveis de exposição de TFV nessa dose foram mais de 564 vezes maiores do que os de adultos depois de uma dose de 25 mg de TAF. Os efeitos nos macacos rhesus foram reversíveis com a diminuição ou interrupção da exposição. A administração de doses mais baixas de TFV (10 mg/kg/dia, ~15 μg·h/mL) não causou disfunção renal, alterações na densidade óssea ou crescimento anormal.
O tenofovir administrado em macacos rhesus recém-nascidos ou bebês em doses de 4 a 30 mg/kg/dia não causou efeitos adversos nos estudos de curto prazo (até 12 semanas), enquanto o tratamento prolongado com TFV (geralmente mais de quatro meses de tratamento diário com administração subcutânea de 30 mg/kg/dia) resultou em uma síndrome tipo Fanconi com glicosúria, aminoacidúria, hipofosfatemia, restrição de crescimento e patologia óssea (osteomalácia). Resolução/melhora clínica, bioquímica e radiográfica ocorreram com a redução da dose (de 30 a ≤ 10 mg/kg/dia) ou descontinuação do tratamento.
Sem interações toxicológicas esperadas com a CDF de Hemifumarato de Tenofovir Alafenamida + Cobicistate + Elvitegravir + Entricitabina nos estudos de fertilidade e desenvolvimento embriogênico inicial, estudos adicionais com a CDF de Hemifumarato de Tenofovir Alafenamida + Cobicistate + Elvitegravir + Entricitabina não são considerados necessários.
Tolerabilidade local e outros estudos de toxicidade
O elvitegravir não foi irritante para a pele, não é um irritante grave para os olhos, e não demonstrou nenhum potencial de fototoxicidade.
O cobicistate foi levemente irritante para a pele, não é um irritante grave para os olhos, e não demonstrou nenhum potencial de fototoxicidade.
Não foram conduzidos estudos de tolerância local com a entricitabina.
Estudos de toxicidade local concluíram que o TAF possivelmente seria um irritante não corrosivo/não grave para os olhos, e não irritante/não corrosivo na pele de coelhos em condições semiobstruídas.
O comprimido de Hemifumarato de Tenofovir Alafenamida + Cobicistate + Elvitegravir + Entricitabina é indicado para uso oral. Estudos da tolerância local não foram conduzidos para a combinação de Hemifumarato de Tenofovir Alafenamida + Cobicistate + Elvitegravir + Entricitabina. A avaliação da tolerância local no trato GI foi conduzida durante os estudos de toxicidade de dose repetida oral com cada agente individual. Embora EVG e COBI tenham demonstrado alterações no estômago, estas ocorreram em altos níveis de dose associados a altas concentrações locais, ou foram ocorrências isoladas não observadas em outros estudos de longo prazo e não consideradas clinicamente relevantes para a CDF de Hemifumarato de Tenofovir Alafenamida + Cobicistate + Elvitegravir + Entricitabina.
Elvitegravir, COBI e TAF não demonstraram nenhum potencial de sensibilização nos estudos de antigenicidade.
A imunotoxicidade do elvitegravir foi avaliada em um estudo de 28 dias em ratos em doses de até 1000 mg/kg/dia. Não houve nenhum efeito adverso do EVG durante o período de administração, e o EVG não afetou as titulações de anticorpos dos RBCs de ovelhas em nenhuma dose administrada. O EVG não foi considerado imunotóxico em doses de até 2000 mg/kg/dia.
A imunotoxicidade do cobicistate foi avaliada em um estudo de 28 dias com TDAR em ratos em doses de até 150 mg/kg/dia. Os efeitos imunossupressores foram observados em fêmeas que receberam 50 e 150 mg/kg/dia, machos não atingiram significância estatística com a dose de 150 mg/kg/dia. O NOEL para TDAR é considerado 20 mg/kg/dia em fêmeas e 50 mg/kg/dia em machos, e o NOAEL foi 20 mg/kg/dia em ambos os sexos.
Os NOAELs para o COBI, nos estudos de 4 semanas e 26 semanas, foram de 50 e 30 mg/kg/dia, respectivamente. O NOAEL após 39 semanas da dosagem diária por gavagem oral em cães é 10 mg/kg/dia.
A imunotoxicidade da entricitabina foi avaliada em um estudo de 28 dias em ratos em doses de até 1000 mg/kg/dia. O NOEL de imunotoxicidade foi 1000 mg/kg/dia.
Uso na Gravidez e lactação
Não foram conduzidos estudos adequados e devidamente controlados sobre Hemifumarato de Tenofovir Alafenamida + Cobicistate + Elvitegravir + Entricitabina ou seus componentes em mulheres gestantes. Estudos em animais não indicaram efeitos nocivos diretos ou indiretos do EVG, COBI, FTC ou TAF com relação à gestação, desenvolvimento embrionário e fetal, parto ou desenvolvimento pós-natal.
O comprimido de CDF de Hemifumarato de Tenofovir Alafenamida + Cobicistate + Elvitegravir + Entricitabina é classificado como Categoria B para gravidez.
Por causa do potencial de transmissão do HIV, do potencial de reações adversas graves e do risco de desenvolvimento de resistência viral a FTC em bebês amamentados, as mães deverão ser instruídas a não amamentarem se estiverem recebendo o Hemifumarato de Tenofovir Alafenamida + Cobicistate + Elvitegravir + Entricitabina.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)