Quais cuidados devo ter ao usar o Gelafundin?
É necessário monitorar o ionograma sérico e o balanço de líquidos nos casos de hipernatremia, estados de desidratação e insuficiência renal.
Nos casos de distúrbio da coagulação sanguínea e hepatopatia crônica, os parâmetros de coagulação e albumina sérica devem ser monitorados.
Gelafundin® como outros substitutos plasmáticos, podem produzir reações anafiláticas de severidade variável. Com objetivo de se detectar a aparição de reações anafiláticas, deve-se observar o paciente atentamente durante a infusão e particularmente durante a administração dos primeiros 20-30 mL.
A infusão de ser imediatamente interrompida quando surgir o primeiro indício de efeito colateral.
Equipamentos e medicamentos de reanimação devem sempre estar disponíveis.
Não se conhece nenhum teste que identifique antecipadamente os pacientes que possam ter reações anafiláticas ou anafilactóides.
Não é possível prognosticar o curso de uma reação de intolerância.
Reações alérgicas (anafiláticas/anafilactóides) à solução de gelatina pode ser medida tanto pela histamina como independente dela. A liberação de histamina pode ser inibida profilaticamente com bloqueadores H1 e H2.
A administração profilática de corticosteróide não mostrou ser útil.
Reações adversas podem ocorrer tanto em pacientes conscientes quanto em pacientes anestesiados, embora na fase aguda do choque hipovolêmico não tenham sido observadas até agora reações alérgicas (anafiláticas/anafilactóides).
Efeitos sobre os parâmetros clínico-químicos
Os parâmetros clínico-químicos podem ser afetados.
Os resultados laboratoriais dos seguintes itens podem ser elevados:
Taxa de sedimentação sanguínea, peso específico da urina e determinação inespecífica das proteínas. Não há experiência comprovada referente a administração a menores de 1 ano.
Uso em crianças, idosos e outros grupos de risco
Uso em Idosos
Não há uma dose diferenciada da recomendada para adultos, porém deve-se obsevar as necessidades individuais de cada paciente.
Em caso de pacientes com distúrbios na coagulação, insuficiência renal e hepatopatias crônicas é recomendado um ajuste da dosagem conforme o estado clínico do paciente, considerando os resultados dos testes clínico-químicos.
Gravidez e Lactação
Não há indícios de efeito embriotóxico para Gelafundin®. Porém, a possibilidade de uma reação alérgica (anafilática/anafilactóide), não deve ser descartada. Só se deve efetuar a administração durante a gravidez após avaliação crítica dos riscos e benefícios.
Não existe até o momento informação referente a passagem de Gelafundin® para o leite materno.
Categoria de risco na gravidez: categoria C.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Advertências do Gelafundin
Deve-se repor os eletrólitos à medida que for necessário.
Gelafundin® deve ser administrado com muito cuidado nos casos:
- Hipernatremia, desde que o sódio adicional seja administrado com Gelafundin®.
- Estados de desidratação, neste caso é necessário primeiramente fazer correção do balanço hídrico.
- Distúrbios da coagulação sanguínea, pois a administração do produto leva a uma diluição dos fatores de coagulação.
- Insuficiência renal, pois a via de excreção normal poderia estar afetada.
- Hepatopatia crônica, pois neste caso a síntese de albumina e dos fatores de coagulação podem ser afetados e a administração do produto leva a uma posterior diluição.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)