Como usar o Gelafundin?
Via de administração intravenosa.
A solução deve ser aquecida à temperatura corporal antes da infusão.
Quando administrar Gelafundin® por infusão sob pressão (por exemplo, pressão do manguito ou bomba de infusão), todo ar deve ser removido dos recipientes com o ar espacial interior e a partir do equipo de infusão antes da solução ser administrada.
Risco de uso por via de administração não recomendada
Não há estudos dos efeitos de Gelafundin® (succinilgelatina) administrado por vias não recomendadas. Portanto, para segurança e eficácia deste medicamento, a administração deve ser realizada somente por via intravenosa.
Posologia do Gelafundin
A dosagem, velocidade de infusão e duração da administração dependem das necessidades individuais de cada paciente e deve ser ajustada em função dos requisitos usuais mediante vigilância dos parâmetros principais da circulação (ex.: pressão arterial).
A fim de se identificar o quanto antes uma reação alérgica (anafilática/anafilactóide), a infusão dos primeiros 20 – 30 mL deve ser feita lentamente com o paciente sendo observado atentamente.
As seguintes recomendações posológicas abaixo, devem se aplicadas para adultos:
- Na profilaxia da hipovolemia e hipotensão. Tratamento de hipovolemia leve (ex.: perdas leves de sangue e plasma).
- Dose média: 500 – 1000 mL.
- Tratamento da hipovolemia grave, em situações de emergência com risco de vida.
- Dose média: infusão rápida de 500 mL (a baixa pressão), e depois da melhora dos parâmetros da circulação, deve-se mensurar o volume de infusão conforme o déficit de volume..
- Hemodiluição (isovôlemica).
- Dose média: a administração de Gelafundin® corresponde ao volume de sangue extraído. No entanto, a administração não deve exceder 20 mL/Kg peso corporal/dia.
- Circulação extracorpórea.
- Dose média: depende do sistema circulatório utilizado, mas usualmente administra-se 500 a 1500 mL.
- Aumento do número de leucócitos na leucoferese.
- Dose média: 500 – 1000 mL por leucoferese
- Em caso de pacientes com distúrbios na coagulação, insuficiência renal e hepatopatias crônicas é recomendado um ajuste da dosagem conforme o estado clínico do paciente, considerando os resultados dos testes clínico-químicos.
- Dose diária máxima: o limite terapêutico é estabelecido pelo efeito de diluição. A substituição eritrocitária ou a administração de sangue deve ser considerada quando o hematócrito diminuir abaixo de 25% (30% nos casos de pacientes com riscos cardiovasculares ou pulmonar).
- Taxa de infusão máxima: a taxa de infusão máxima depende em particular da situação cardiocirculatória.
Nota: Gelafundin® deve estar na temperatura corporal se for administrado mediante infusão sob pressão (manguito de pressão, bomba de infusão).
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)