Precauções - Aracytin

Bula Aracytin

Princípio ativo: Citarabina

Classe Terapêutica: Agentes Antineoplásicos Antimetabólitos

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Precauções ao usar o Aracytin

Use apenas sob supervisão de médicos experientes em quimioterapia.

No início do tratamento, devem estar disponíveis recursos para monitorar efeitos e tratar toxicidades.

Avalie os benefícios frente aos riscos conhecidos. Antes de começar, o médico deve conhecer:

Efeitos no sangue

O Aracytin reduz a atividade da medula óssea; a gravidade depende da dose. Use com cuidado se já houver redução da medula por outros remédios.

Monitore glóbulos brancos e plaquetas diariamente no início. Faça exames da medula após desaparecimento de células cancerosas no sangue.

Considere parar ou ajustar se plaquetas caírem abaixo de 50.000 ou glóbulos brancos abaixo de 1.000/mm3.

As contagens podem continuar caindo por 12-24 dias após parar o tratamento. Reinicie apenas quando houver recuperação. Tenha recursos para tratar infecções ou sangramentos.

Ocorreram reações alérgicas graves, incluindo parada cardíaca e pulmonar exigindo reanimação, logo após injeção na veia.

Doses altas

Doses altas (2-3 g/m2) podem causar toxicidade grave pulmonar, intestinal e no sistema nervoso, às vezes fatal, diferente de doses normais. Inclui:

  • Problemas reversíveis nos olhos (evitáveis com colírio de corticoide)
  • Disfunção cerebral reversível (mudanças de personalidade, sonolência, convulsões, coma)
  • Úlceras graves no intestino, podendo levar à infecção abdominal
  • Líquido nos pulmões
  • Danos no fígado
  • Morte de tecidos intestinais

Após doses altas, ocorreram problemas pulmonares graves. Em alguns casos, aumento do coração foi visto em exames.

Lesão no músculo cardíaco foi relatada após doses altas com ciclofosfamida antes de transplante de medula.

Danos nos nervos periféricos ocorreram após combinação com daunorrubicina e asparaginase. Monitore para evitar problemas neurológicos permanentes.

Vermelhidão grave na pele levando a descamação foi raro. Queda de cabelo total é mais comum com doses altas.

Náuseas e vômitos por horas são comuns após injeção rápida na veia; menos graves em infusão.

Doses normais

Dor abdominal por inflamação abdominal e sangramento oculto nas fezes ocorreram com doses normais combinadas com outros remédios. Pacientes responderam a tratamentos não cirúrgicos.

Paralisia progressiva fatal ocorreu em crianças com leucemia tratadas com injeção no líquido espinhal e na veia.

Fígado e rins

O fígado elimina parte do remédio. Pacientes com problemas hepáticos ou renais podem ter maior risco de toxicidade no sistema nervoso com doses altas.

Use com cuidado e doses reduzidas nesses pacientes. Faça exames regulares de medula, fígado e rins durante o tratamento.

Neurológicos

Reações neurológicas graves (dor de cabeça a paralisia, coma e sintomas de AVC) foram relatadas, principalmente em jovens tratados com injeção na veia e metotrexato no líquido espinhal.

Síndrome da lise tumoral

Como outros remédios para câncer, pode aumentar ácido úrico no sangue devido à destruição de células cancerosas. Monitore os níveis e trate se necessário.

Pancreatite

Inflamação do pâncreas foi relatada com combinação de remédios.

Risco de infecções

Vacinas com vírus vivos ou atenuados em pacientes com defesa baixa por quimioterapia podem causar infecções graves. Evite vacinas vivas. Vacinas inativadas podem ser dadas, mas a resposta pode ser menor.

Síndrome do Gasping

O diluente contém álcool benzílico, associado a problemas respiratórios graves e morte em bebês prematuros ou com baixo peso.

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