Quais cuidados devo ter ao usar o Xeljanz XR?
Infecções Graves
Infecções graves e algumas vezes fatais devido a patógenos bacterianos, micobacterianos, fúngicos invasivos, virais ou outros patógenos oportunistas foram relatadas em pacientes que estavam recebendo agentes imunomoduladores, incluindo DMARDs biológicos e Citrato de Tofacitinibe. As infecções graves mais comuns relatadas com Citrato de Tofacitinibe incluíram pneumonia, celulite, herpes zoster, infecção do trato urinário, diverticulite e apendicite. Entre as infecções oportunistas, tuberculose e outras infecções micobacterianas, criptococos, histoplasmose, candidíase esofágica, herpes zoster em múltiplos dermátomos, infecção por citomegalovírus, infecção por vírus BK e listeriose foram relatadas com Citrato de Tofacitinibe. Alguns pacientes apresentaram doença disseminada ao invés de localizada, e pacientes com artrite reumatoide estavam frequentemente tomando agentes imunomoduladores concomitantes, tais como metotrexato ou corticosteroides que, em adição à artrite reumatoide, podem predispor os pacientes a infecções. Outras infecções graves, que não foram relatadas em estudos clínicos, também podem ocorrer (por exemplo: coccidioidomicose).
Citrato de Tofacitinibe não deve ser iniciado em pacientes com uma infecção grave ativa, incluindo infecções localizadas. Os riscos e benefícios do tratamento devem ser considerados antes de iniciar Citrato de Tofacitinibe em pacientes com infecções crônicas ou recorrentes, ou naqueles que foram expostos à tuberculose, ou com uma história de infecção grave ou oportunista, ou residiram em áreas de tuberculose endêmica ou micoses endêmicas ou viajaram para tais áreas; ou têm condições subjacentes que podem predispô-los à infecção.
Os pacientes devem ser cuidadosamente monitorados quanto ao desenvolvimento de sinais e sintomas de infecção durante e após o tratamento com Citrato de Tofacitinibe. Citrato de Tofacitinibe deve ser interrompido se um paciente desenvolver uma infecção grave, uma infecção oportunista ou sepse. Um paciente que desenvolver uma nova infecção durante o tratamento com Citrato de Tofacitinibe deve ser submetido a testes diagnósticos imediatos e completos apropriados para um paciente com comprometimento imunológico; a terapia antimicrobiana apropriada deve ser iniciada e o paciente deve ser cuidadosamente monitorado.
Como há uma incidência mais alta de infecções na população idosa e diabéticos em geral, deve-se usar de cautela ao tratar idosos e pacientes com diabetes. Cautela também é recomendada em pacientes com histórico de doença pulmonar crônica já que eles podem estar mais propensos a infecções. Eventos de doença pulmonar intersticial (alguns dos quais tiveram um resultado fatal) foram reportados em pacientes tratados com Citrato de Tofacitinibe, um inibidor da Janus-kinase (JAK), em testes clínicos e na póscomercialização, embora a função da inibição de JAK nestes eventos seja desconhecida.
O risco de infecção pode ser maior com altos graus de linfopenia e considerações devem ser dadas às contagens de linfócitos ao se avaliar o risco individual de infecções do paciente. Os critérios de descontinuação e monitoramento para a linfopenia são discutidos no item Como usar o Citrato de Tofacitinibe?.
Tuberculose
Os pacientes devem ser avaliados e testados quanto à infecção latente ou ativa antes e por diretrizes aplicáveis durante a administração de Citrato de Tofacitinibe.
Pacientes com tuberculose latente devem ser tratados com terapia antimicobacteriana padrão antes da administração de Citrato de Tofacitinibe.
A terapia antituberculose também deve ser considerada antes da administração de Citrato de Tofacitinibe em pacientes com uma história de tuberculose latente ou ativa, nos quais um curso adequado de tratamento não pode ser confirmado, e para pacientes com um teste negativo para tuberculose latente mas que possuem fatores de risco para uma infecção por tuberculose. Uma consulta com um profissional da área médica especializado no tratamento de tuberculose é recomendada para auxiliar a decidir se iniciar a terapia antituberculose é apropriado para um determinado paciente.
Os pacientes devem ser cuidadosamente monitorados quanto ao desenvolvimento de sinais e sintomas de tuberculose, incluindo pacientes que apresentaram um teste negativo para infecção por tuberculose latente antes de iniciar a terapia.
Reativação Viral
Foi relatada reativação viral com o tratamento com DMARD e casos de reativação do vírus do herpes (por exemplo, herpes zoster) foram observados em estudos clínicos com Citrato de Tofacitinibe. Foram relatados casos póscomercialização de reativação de hepatite B em pacientes tratados com Citrato de Tofacitinibe. O impacto de Citrato de Tofacitinibe na reativação de hepatite viral crônica é desconhecido. Pacientes que apresentaram um resultado positivo para hepatite B ou C foram excluídos dos estudos clínicos. A triagem para hepatite viral deve ser realizada de acordo com diretrizes clínicas antes de iniciar a terapia com tofacitinibe.
O risco de herpes zoster parece ser maior em pacientes japoneses e coreanos tratados com Citrato de Tofacitinibe.
Malignidade e Distúrbio Linfoproliferativo (Excluindo Câncer de Pele não Melanoma [CPNM])
Considerar os riscos e os benefícios do tratamento com Citrato de Tofacitinibe antes de iniciar a terapia em pacientes com uma malignidade atual ou um histórico de malignidade que não seja um câncer de pele não melanoma (CPNM) tratado com êxito ou ao considerar continuar o Citrato de Tofacitinibe em pacientes que desenvolvam uma malignidade. Existe a possibilidade de Citrato de Tofacitinibe afetar as defesas do hospedeiro contra malignidades.
Linfomas foram observados em pacientes tratados com Citrato de Tofacitinibe. Pacientes com artrite reumatoide, particularmente aqueles com doença altamente ativa, podem estar em um risco maior (até diversas vezes) de desenvolvimento de linfoma do que a população em geral. O papel de Citrato de Tofacitinibe no desenvolvimento de linfoma é incerto.
Outras malignidades foram observadas em estudos clínicos e de pós-comercialização, incluindo, mas não limitado a câncer do pulmão, câncer da mama, melanoma, câncer da próstata e câncer do pâncreas.
O papel do tratamento com Citrato de Tofacitinibe sobre o desenvolvimento e o curso de malignidades não é conhecido.
Recomendações para o câncer de pele não-melanoma são apresentados abaixo.
Artrite Reumatoide
Em estudos clínicos controlados de Fase 3 em pacientes com artrite reumatoide, 26 malignidades (excluindo CPNM) incluindo 5 linfomas foram diagnosticadas em 26 pacientes que estavam recebendo Citrato de Tofacitinibe/Citrato de Tofacitinibe mais DMARD, em comparação com 0 malignidade (excluindo CPNM) em pacientes no grupo de placebo/placebo mais DMARD e 2 em 2 pacientes no grupo do adalimumabe, 1 em 1 paciente no grupo do metotrexato. 3.800 pacientes (3.942 pacientes-ano de observação) foram tratados com Citrato de Tofacitinibe por períodos de até 2 anos enquanto 681 pacientes (203 pacientes-ano de observação) foram tratados com placebo por um máximo de 6 meses e 204 pacientes (179 pacientes-ano de observação) foram tratados com adalimumabe por 12 meses. A taxa de incidência para malignidade e linfoma ajustada pela exposição foi de 0,66 e 0,13 eventos por 100 pacientes-ano, respectivamente nos grupos de Citrato de Tofacitinibe.
Na população de segurança em longo prazo (4.867 pacientes), em estudos com artrite reumatoide, a taxa de malignidades (excluindo CPNM) e linfoma foi de 0,97 e 0,09 evento por 100 pacientes-ano, respectivamente, consistente com a taxa observada no período controlado.
Artrite psoriásica
Em 2 ensaios clínicos Fase 3 controlados em pacientes com artrite psoriásica ativa, houve 3 malignidades (excluindo CPNM) em 474 pacientes (298 pacientes-ano de observação) recebendo Citrato de Tofacitinibe mais csDMARD (6 a 12 meses de exposição) em comparação com 0 malignidades em 236 pacientes (52,3 anos-paciente) no grupo placebo mais csDMARD (exposição de 3 meses) e 0 malignidades em 106 pacientes (91 pacientes-ano) no grupo adalimumabe mais csDMARD (exposição de 12 meses). Nenhum linfoma foi relatado. A taxa de incidência de ajustada pela exposição para malignidades (excluindo CPNM) foi de 1,95 pacientes com eventos e 0 pacientes com eventos por 100 pacientes-ano nos grupos de Citrato de Tofacitinibe que receberam 5 mg duas vezes ao dia e 10 mg de Citrato de Tofacitinibe duas vezes ao dia, respectivamente.
Na população de segurança composta pelos 2 ensaios clínicos Fase 3 controlados e o teste de extensão de longo prazo (783 pacientes), a taxa de malignidade (excluindo CPNM) foi de 0,63 pacientes com eventos por 100 pacientes-ano.
Colite ulcerativa
Nos estudos controlados com placebo de indução e manutenção para colite ulcerativa, não houve malignidade (excluindo CPNM) em qualquer grupo de Citrato de Tofacitinibe. Em toda a experiência de tratamento com Citrato de Tofacitinibe para colite ulcerativa, foram reportadas malignidades (excluindo CPNM) com uma taxa de incidência global de 0,5 eventos por 100 pacientes-ano.
Câncer de Pele Não Melanoma
Cânceres de pele não melanoma foram reportados em pacientes tratados com tofacitinibe. Exame periódico da pele é recomendado para pacientes que tem maior risco para o câncer de pele.
Embolia Pulmonar
Embolia pulmonar (EP) foi observada em pacientes que tomam Citrato de Tofacitinibe em ensaios clínicos e relatórios póscomercialização. Em um grande estudo randomizado de vigilância de segurança pós-autorização (PASS), em andamento, em pacientes com artrite reumatoide com 50 anos ou mais, com pelo menos um fator de risco cardiovascular, os eventos tromboembólicos venosos (TEV) manifestados como eventos de EP foram observados com maior incidência em pacientes tratados com 10 mg de tofacitinibe duas vezes ao dia em comparação com 5mg de tofacitinibe duas vezes ao dia ou inibidores do TNF, particularmente em pacientes obesos (índice de massa corporal [IMC] ≥ 30). Muitos desses eventos de EP foram graves e alguns resultaram em morte. Esses eventos de EP foram relatados com mais frequência em pacientes que tomaram 10 mg de Citrato de Tofacitinibe duas vezes ao dia em relação a outros estudos no programa de artrite reumatoide de tofacitinibe. Avalie os pacientes quanto a fatores de risco para TEV. Use 10 mg de Citrato de Tofacitinibe duas vezes ao dia com cautela em pacientes para os quais 10 mg duas vezes ao dia é a dose recomendada e nos quais os fatores de risco são identificados.
Avalie urgentemente pacientes com sinais e sintomas de EP e descontinue o tofacitinibe em pacientes com suspeita de EP, independentemente da dose ou indicação.
Perfurações Gastrintestinais
Eventos de perfuração gastrintestinal foram relatados em estudos clínicos, embora o papel da inibição da JAK nesses eventos não seja conhecido. Os eventos foram primariamente relatados como perfuração de divertículo, peritonite, abscesso abdominal e apendicite. Em estudos clínicos com artrite reumatoide, a taxa de incidência de perfuração gastrintestinal entre todos os estudos (Fase 1, Fase 2, Fase 3 e extensão de longo prazo) para todas as doses de todos os grupos de tratamento foi de 0,11 evento por 100 pacientes-ano com a terapia com Citrato de Tofacitinibe. Pacientes com artrite reumatoide que desenvolveram perfuração gastrintestinal estavam tomando antiinflamatórios não esteroides (AINEs) e/ou corticosteroides. A contribuição relativa dessas medicações concomitantes vs. Citrato de Tofacitinibe para o desenvolvimento de perfurações gastrintestinais não é conhecido. A taxa de incidência nos ensaios clínicos de artrite psoriásica (Fase 3 e extensão a longo prazo) foi de 0,13 pacientes com eventos por 100 pacientes-ano com terapia com Citrato de Tofacitinibe.
Em estudos de indução controlados por placebo para colite ulcerativa, a perfuração gastrointestinal (todos os casos) ocorreu em 2 (0,2%) pacientes tratados com 10 mg de Citrato de Tofacitinibe duas vezes ao dia e em 2 (0,9%) pacientes que receberam placebo. No estudo Fase 3 de manutenção para colite ulcerativa, perfuração gastrointestinal (todos os casos) não foi relatada em pacientes tratados com Citrato de Tofacitinibe e foi relatada em 1 paciente tratado com placebo.
Citrato de Tofacitinibe deve ser administrado com cautela em pacientes que podem estar em um risco maior de perfuração gastrintestinal (por exemplo, pacientes com uma história de diverticulite). Pacientes que apresentarem nova manifestação de sintomas abdominais devem ser avaliados imediatamente para identificação precoce de perfuração gastrintestinal.
Hipersensibilidade
Reações como angioedema e urticária que podem refletir a hipersensibilidade ao medicamento foram observadas em pacientes que receberam Citrato de Tofacitinibe. Alguns eventos foram graves. Muitos desses eventos ocorreram em pacientes com histórico de alergias múltiplas. Se ocorrer uma reação de hipersensibilidade grave, interrompa prontamente o uso de tofacitinibe enquanto avalia a causa ou as causas potenciais da reação.
Parâmetros Laboratoriais
Linfócitos
As contagens de linfócitos <500 células/mm3 foram associadas a uma maior incidência de infecções tratadas e graves. Não é recomendado iniciar o tratamento com Citrato de Tofacitinibe em pacientes com contagem baixa de linfócitos (ou seja, <500 células/mm3 ). Em pacientes que desenvolvem uma contagem de linfócitos absoluta confirmada <500 células/mm3 , o tratamento com Citrato de Tofacitinibe não é recomendado. Os linfócitos devem ser monitorados na visita basal e a cada 3 meses a partir de então. Para modificações recomendadas com base em contagens de linfócitos, consulte o item Como usar o Citrato de Tofacitinibe?.
Neutrófilos
O tratamento com Citrato de Tofacitinibe foi associado a um aumento na incidência de neutropenia (1.000 células/mm3 . Para pacientes que recebem Citrato de Tofacitinibe 5 mg duas vezes ao dia que desenvolverem CAN persistente de 500-1.000 células/mm3 , interromper a administração de Citrato de Tofacitinibe até que CAN seja >1.000 células/mm3 . Em pacientes que desenvolverem uma contagem absoluta confirmada de neutrófilos <500 células por mm3 , o tratamento não é recomendado. Os neutrófilos devem ser monitorados na visita basal e após 4 a 8 semanas de tratamento e a cada 3 meses a partir de então.
Hemoglobina
Não é recomendado iniciar o tratamento com Citrato de Tofacitinibe em pacientes com valores baixos de hemoglobina (ou seja, 2 g/dL durante o tratamento. A taxa de hemoglobina deve ser monitorada na visita basal e após 4 a 8 semanas de tratamento e a cada 3 meses a partir de então .
Lipídios
O tratamento com Citrato de Tofacitinibe foi associado a aumentos nos parâmetros lipídicos, tais como colesterol total, fração de colesterol da lipoproteína de baixa densidade (LDL) e fração de colesterol da lipoproteína de alta densidade (HDL). Efeitos máximos foram geralmente observados dentro de 6 semanas. A avaliação dos parâmetros lipídicos deve ser realizada aproximadamente 4 a 8 semanas após o início da terapia com Citrato de Tofacitinibe. Os pacientes devem ser tratados de acordo com as diretrizes clínicas (por exemplo, National Cholesterol Educational Program [Programa Nacional Educacional de Colesterol]) para o controle de hiperlipidemia. Aumentos no colesterol total e LDL associados a Citrato de Tofacitinibe podem ser reduzidos aos níveis pré-tratamento com terapia de estatinas.
Elevação das Enzimas Hepáticas
O tratamento com Citrato de Tofacitinibe foi associado com um aumento da incidência de elevação das enzimas hepáticas comparado ao placebo. A maioria destas anormalidades ocorreu em estudos com base na terapia DMARD (primariamente metotrexato).
A monitorização de rotina de testes hepáticos e pronta investigação das causas da elevação das enzimas são recomendadas para identificar casos potenciais de lesão hepática induzida por drogas. Se houver suspeita de lesão induzida por drogas, a administração de Citrato de Tofacitinibe deve ser interrompida até que o diagnóstico tenha sido excluído.
Vacinações
Não há dados disponíveis sobre a transmissão secundária de infecção por vacinas vivas atenuadas a pacientes que estão recebendo Citrato de Tofacitinibe. É recomendado que vacinas vivas não sejam administradas concomitantemente com Citrato de Tofacitinibe. Recomenda-se que todos os pacientes tenham todas as imunizações atualizadas de acordo com as diretrizes atuais de imunização antes de iniciar a terapia com Citrato de Tofacitinibe. O intervalo entre as vacinações vivas e o início da terapia com o tofacitinibe deve estar de acordo com as diretrizes atuais de vacinação referentes aos agentes imunomoduladores. Consistente com essas diretrizes, se a vacina zoster viva for administrada, ela deve ser apenas administrada em pacientes com um histórico conhecido de varicela ou naqueles que são soropositivos ao vírus varicela zoster. A vacinação deve ocorrer pelo menos 2 semanas, mas preferencialmente 4 semanas antes de iniciar agentes imunomodulares, como o tofacitinibe.
Em um estudo clínico controlado, foi avaliada a resposta humoral à vacinação simultânea com vacina influenza e vacina pneumocócica polissacarídea em pacientes com artrite reumatoide que iniciaram 10 mg de Citrato de Tofacitinibe duas vezes ao dia ou placebo. Uma porcentagem similar de pacientes alcançou uma resposta humoral satisfatória para a vacina influenza (aumento ≥4 –vezes em ≥ 2 de 3 antígenos) nos grupos de tratamento com tofacitinibe (57%) e placebo (62%). Uma modesta redução na porcentagem de pacientes que alcançaram uma resposta humoral satisfatória com a vacina pneumocócica polissacarídea (aumento ≥2 vezes em ≥ 6 de 12 sorotipos) foi observada em pacientes tratados com tofacitinibe em monoterapia (62%) e metotrexato em monoterapia (62%) quando comparados com placebo (77%), com uma grande redução na taxa de resposta de pacientes recebendo a combinação de tofacitinibe e metotrexato (32%). A significância clínica deste achado não é conhecida.
Um outro estudo de vacina avaliou a resposta humoral à vacinação simultânea com vacina influenza e vacina pneumocócica polissacarídea em pacientes recebendo tofacitinibe 10 mg duas vezes ao dia por uma mediana de aproximadamente 22 meses. Mais de 60% dos pacientes tratados com tofacitinibe (com ou sem metotrexato) tiveram uma resposta satisfatória para vacinas influenza e pneumocócica. Consistente com o estudo controlado, pacientes que receberam tofacitinibe e metotrexato em combinação tiveram uma baixa taxa de resposta para vacina pneumocócica polissacarídea quando comparada com tofacitinibe em monoterapia (66% vs 89%).
Um estudo controlado em pacientes com artrite reumatoide experiência com metotrexato avaliou as respostas humoral e mediadas por células para imunização com uma vacina de vírus vivo atenuado (Zostavax) indicada para prevenção da herpes zoster. A imunização ocorreu de 2 a 3 semanas antes do início do tratamento de 12 semanas com 5 mg de tofacitinibe duas vezes ao dia ou placebo. Seis semanas após a imunização com a vacina para zoster, os recebedores de tofacitinibe e placebo exibiram respostas humoral e mediada por células similares (média de titulação de anticorpos VZV IgG de 2,11 em 5mg de tofacitinibe duas vezes ao dia e de 1,74 em placebo duas vezes ao dia; aumento ≥ 1,5 vezes de VZV IgG em 57% dos recebedores de tofacitinibe e em 43% de recebedores de placebo; alteração média em vezes de células-T V ZV ELISPOT Spot Forming 1,5 em 5 mg de tofacitinibe duas vezes ao dia e 1,29 em placebo duas vezes ao dia). Essas respostas foram similares àquelas observadas em voluntários saudáveis com idade de 50 anos e mais velhos.
Neste estudo, um paciente experimentou a disseminação da cepa da vacina do vírus varicela zoster, 16 dias após a vacinação. O paciente sem contato prévio com varicela, conforme evidenciado por nenhum histórico prévio de infecção por varicela e pela ausência de anticorpos anti-varicela visita basal. O tofacitinibe foi descontinuado e o paciente recuperado após tratamento com doses padrão de medicação antiviral. Testes subsequentes mostraram que este paciente teve respostas robustas para a célula T anti-varicela e respostas aos anticorpos para a vacina aproximadamente 6 semanas após a vacinação, mas não em 2 semanas após a vacinação, conforme esperado para uma infecção primária.
Pacientes com Insuficiência Renal
Pacientes tratados com Citrato de Tofacitinibe com insuficiência renal grave e moderada tem altos níveis sanguíneos de tofacitinibe comparado a pacientes tratados com Citrato de Tofacitinibe com função renal normal, portanto, a dose de Citrato de Tofacitinibe deve ser ajustada em pacientes com insuficiência renal grave e moderada (incluindo, mas não se limitando àqueles com insuficiência grave submetidos a hemodiálise). Para recomendações específicas de ajuste de dose para cada indicação vide item 8. Posologia e Modo de Usar. Em estudos clínicos, Citrato de Tofacitinibe não foi avaliado em pacientes com artrite reumatoide com valores de clearance de creatinina na visita basal (estimados pela equação de Cockroft-Gault) < 40 mL/min. Nenhum ajuste de dose é necessário para pacientes com insuficiência renal leve.
Pacientes com Insuficiência Hepática
Pacientes tratados com Citrato de Tofacitinibe com insuficiência hepática moderada tem níveis sanguíneos de tofacitinibe superiores em comparação a pacientes tratados com Citrato de Tofacitinibe com função hepática normal. Altos níveis de tofacitinibe no sangue podem aumentar o risco de alguma reação adversa, portanto a dose de Citrato de Tofacitinibe deve ser ajustada em pacientes com insuficiência hepática moderada (vide item 8. Posologia e Modo de Usar). Citrato de Tofacitinibe não foi estudado em pacientes com insuficiência hepática grave, portanto, o uso de Citrato de Tofacitinibe em pacientes com insuficiência hepática grave não é recomendado. Nenhum ajuste de dose é necessário em pacientes com insuficiência hepática leve. Para recomendações específicas de ajuste de dose para cada indicação vide item Como usar o Citrato de Tofacitinibe?.
A segurança e eficácia de Citrato de Tofacitinibe não foram avaliadas em pacientes com sorologia positiva para o vírus da Hepatite B ou vírus da Hepatite C.
Combinação com Outras Terapias
Artrite reumatoide
Citrato de Tofacitinibe não foi estudado e deve ser evitado em combinação com DMARDs biológicos tais como anti-TNF, bloqueador do receptor de interleucina-1(IL-1), bloqueador do receptor de interleucina-6 (IL-6), anticorpos monoclonais anti-CD20 e moduladores seletivos da coestimulação e imunossupressores potentes tais como azatioprina e ciclosporina devido à possibilidade de imunossupressão aumentada e risco aumentado de infecção.
Artrite psoriásica
Citrato de Tofacitinibe não foi estudado e seu uso deve ser evitado em pacientes com artrite psoriásica ativa em combinação com DMARDs biológicos, como inibidores de TNF, antagonistas de IL 17 e antagonistas de IL-12 / IL-23, e imunossupressores potentes como azatioprina e ciclosporina devido à possibilidade de aumento da imunossupressão e aumento do risco de infecção.
O uso de Citrato de Tofacitinibe em combinação com inibidores de fosfodiesterase 4 não foi estudado em ensaios clínicos com Citrato de Tofacitinibe.
Colite ulcerativa
Citrato de Tofacitinibe não foi estudado e seu uso deve ser evitado em pacientes com colite ulcerativa em combinação com agentes biológicos, como antagonistas de TNF e vedolizumabe e/ou potentes imunossupressores, como azatioprina, 6 mercaptopurina, tacrolimo e ciclosporina, devido à possibilidade de aumento da imunossupressão e aumento do risco de infecção.
Uso Pediátrico
Foram realizados estudos apenas em adultos.
Fertilidade, gravidez e lactação
Não há estudos adequados e bem controlados sobre o uso de Citrato de Tofacitinibe em mulheres grávidas. Citrato de Tofacitinibe demonstrou ser teratogênico em ratos e coelhos e possui efeitos em ratos sobre a fertilidade feminina, parto e desenvolvimento peri/pós-natal. Citrato de Tofacitinibe não deve ser usado durante a gravidez a menos que seja claramente necessário.
Mulheres com potencial reprodutivo devem ser aconselhadas a usar contracepção efetiva durante o tratamento com Citrato de Tofacitinibe e por pelo menos 4 semanas após a última dose.
Citrato de Tofacitinibe é um medicamento classificado na categoria C de risco de gravidez. Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Citrato de Tofacitinibe foi excretado no leite de ratas lactantes. Não se sabe se Citrato de Tofacitinibe é excretado no leite humano. Mulheres não devem amamentar durante o tratamento com Citrato de Tofacitinibe.
Efeitos na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas
Não foram realizados estudos sobre os efeitos do uso de Citrato de Tofacitinibe na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas.
Este medicamento contém lactose.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)