Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Torval CR?
A seguinte taxa de frequência é utilizada, quando aplicável:
- Muito comum ≥ 1%;
- Comum ≥ 1 e ≤ 10%;
- Incomum ≥ 0,1 e ≤ 1%;
- Raro ≥ 0,01 e ≤ 0,1%;
- Muito raro ≥ 0,01%;
- Desconhecido (não pode ser estimado a partir dos dados disponíveis).
Distúrbios hepato-biliares
- Comum: problemas do fígado.
- Danos hepáticos graves, incluindo insuficiência hepática por vezes resultando em fatalidade, foram relatados. O aumento de enzimas hepáticas é comum, especialmente no início do tratamento, e pode ser transitório.
Distúrbios gastrintestinais
- Muito comum: enjoo.
- Comum: dor no estômago, diarreia.
- Os três eventos adversos supracitados ocorrem com frequência no início do tratamento, mas normalmente desaparecem após alguns dias sem a interrupção do tratamento. Esses problemas em geral podem ser resolvidos ingerindo Torval® CR juntamente ou após a alimentação.
- Incomum: pancreatite (inflamação no pâncreas), por vezes letal.
Distúrbios do sistema nervoso
- Muito comum: tremor.
- Comum: sintomas extrapiramidais (síndrome que provoca falta de coordenação motora, desequilíbrio e perda do controle sobre o movimento muscular), estupor* (níveis anormais de consciência), sonolência, convulsão*, prejuízo da memória, dor de cabeça, nistagmo (movimentação involuntária dos olhos).
- Incomum: coma*, encefalopatia (conjunto de sintomas incapacitantes permanentes, resultantes de danos a áreas do cérebro), letargia* (vide abaixo), parkinsonismo reversível, ataxia (falta de coordenação nos movimentos voluntários), parestesia (sensações anormais).
- Raro: demência reversível associada à atrofia cerebral reversível, disfunção cognitiva.
Sedação foi ocasionalmente relatada, em geral quando em combinação com outros anticonvulsivos. Na monoterapia a sedação ocorreu no início do tratamento ou em raras ocasiões e geralmente é transitório.
*Foram relatados casos raros de letargia (moleza), ocasionalmente progredindo ao estupor e algumas vezes associados a alucinações ou convulsões. Encefalopatia e coma foram observados apenas muito raramente. Esses casos foram frequentemente associados a uma dose inicial muito alta ou a um aumento muito rápido da dose, ou ainda ao uso concomitante de outros anticonvulsivantes, especialmente o fenobarbital ou topiramato. Em geral, foram reversíveis com a interrupção do tratamento ou redução da dosagem.
Pode ocorrer um aumento do estado de alerta; isso em geral é benéfico, mas ocasionalmente foram relatadas agressão, hiperatividade e deterioração comportamental.
Distúrbios psiquiátricos
- Comum: estado confusional, agressão*, agitação*, distúrbio na atenção*.
- Raro: comportamento anormal*, hiperatividade psicomotora*, disfunção de aprendizado*.
*Estes eventos adversos são principalmente observados na população pediátrica.
Distúrbios metabólicos
- Comum: hiponatremia (redução do sódio sanguíneo).
- Raro: hiperamonemia* (excesso de amônia no organismo).
*Casos de hiperamonemia isolada e moderada sem alteração em testes de função hepática podem ocorrer, estes são geralmente transitórios e não devem levar à interrupção do tratamento. Entretanto, podem se manifestar clinicamente como vômito, ataxia e diminuição gradual de consciência. Hiperamonemia associada a sintomas neurológicos também foi relatada.
Distúrbios endócrinos
- Incomum: Síndrome da Secreção inapropriada de ADH (alteração na liberação do hormônio antidiurético).
- Raro: hipotireoidismo (diminuição da função da glândula tireoide).
Distúrbios do sistema linfático e sanguíneo
- Comum: anemia, trombocitopenia (diminuição das plaquetas do sangue).
- Incomum: pancitopenia (diminuição de todas as células do sangue), leucopenia (redução de células de defesa no sangue). O quadro sanguíneo retornou ao normal quando o uso do medicamento foi interrompido.
- Raro: insuficiência da medula óssea, incluindo aplasia de células vermelhas, agranulocitose (ausência de células de defesa), anemia macrocítica, macrocitose.
Reduções isoladas de fibrinogênio ou aumentos reversíveis de tempo de sangramento foram relatadas, em geral sem sinais clínicos associados e especialmente com doses altas (Torval® CR) tem um efeito inibitório sobre a segunda fase da agregação de plaquetas. Contusões ou sangramentos espontâneos são indicações de que o uso do medicamento deve ser suspenso até que se realizem maiores investigações.
Distúrbios da pele e de tecidos subcutâneos
- Comum: hipersensibilidade, alopecia (perda de cabelo) transitória e ou dose relacionada. O cabelo torna a crescer normalmente em seis meses, ainda que possa se tornar mais enrolado que anteriormente. Perda capilar transitória, que pode algumas vezes ser relacionada à dosagem, foi relatada com frequência.
- Incomum: angioedema (inchaço das partes mais profundas da pele ou da mucosa, geralmente de origem alérgica), rash (vermelhidão da pele).
- Hirsutismo (excesso de pelos) e acne foram relatados apenas muito raramente.
- Raro: necrólise epidérmica tóxica (descamação grave da camada superior da pele), síndrome de Stevens-Johnson e eritema multiforme (lesões avermelhadas na pele e mucosas, às vezes com bolhas e ulcerações), rash medicamentoso com eosinofilia e síndrome de sintomas sistêmicos (DRESS).
Distúrbios do sistema reprodutor e das mamas
- Comum: dismenorreia (menstruação dolorosa).
- Incomum: amenorreia (ausência da menstruação).
- Raro: infertilidade masculina, ovários policísticos.
- Muito raramente ocorreu ginecomastia.
Distúrbios vasculares
- Comum: hemorragia.
- Incomum: vasculite (inflamação dos vasos).
Distúrbios do ouvido e labirinto
- Comum: surdez, entretanto uma relação de causa e efeito não foi estabelecida.
Distúrbios urinários e renais
- Raro: enurese (incontinência urinária), síndrome de Falconi reversível (defeito na função tubular renal proximal levando a glicosúria, amino acidúria, fosfatúria e uricosúria) associada à terapia com Torval® CR, porém o modo de ação ainda não foi elucidado.
Distúrbios gerais e condições do local de administração
- Incomum: edema periférico não severo (inchaço nas extremidades).
Distúrbios musculoesqueléticos e tecido conectivo
- Incomum: diminuição da densidade mineral óssea, osteopenia (perda de massa óssea), osteoporose (afinamento e enfraquecimento dos ossos) e fraturas em pacientes em tratamento em longo prazo com valproato de sódio. O mecanismo pelo qual o valproato afeta o metabolismo ósseo não foi elucidado.
- Raro: lúpus eritematoso sistêmico (tipo de reumatismo).
Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais
- Incomum: efusão pleural.
Investigacional
- Comum: aumento de peso*.
- Raro: diminuição dos fatores de coagulação (pelo menos um), teste de coagulação anormal (tais como tempo de protrombina prolongado, prolongamento do tempo da tromboplastina parcial ativada, tempo de trombina prolongada, INR prolongada).
*Aumento de peso deve ser cuidadosamente monitorado uma vez que este é um fator de risco para a síndrome de ovários policísticos.
Neoplasmas benignos, malignos e inespecíficos (incluindo cistos e pólipos)
- Raro: síndrome mielodisplásica (diminuição da produção das células da medula óssea com potencial para se transformar em leucemia).
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)