Qual a ação da substância do Tisseel Lyo?
Resultados de Eficácia
Fibrinogênio + Aprotinina + Trombina com aprotinina sintética foi avaliado em um estudo clínico prospectivo, controlado, randomizado, duplo-cego, multicêntrico contra a compressão manual com compressas de gaze em 140 pacientes submetidos à cirurgia vascular com a colocação do enxerto de politetrafluoroetileno expandido (ePFTE) (bypasses artério-arterial e evita fístulas arteriovenosas para diálise nos membros superior e inferior). Os indivíduos receberam doses padronizadas de heparina. Protamina foi administrada após o desfecho primário ter sido avaliado. Tratamentos antiplaquetários de longo prazo foram continuados no período peri-operatório, a critério do cirurgião.
Os participantes foram aleatoriamente designados para Fibrinogênio + Aprotinina + Trombina ou controle quando houvesse sangramento persistente na linha de junção com o enxerto mesmo após hemostasia através suturas. Sangramentos elegíveis foram definidos como hemorragia em um mínimo de 25% da linha de sutura, pelo menos, cinco pontos de hemorragias nessa linha ou qualquer sangramento pulsátil ou jorrando pelo orifício da agulha. Para o desfecho primário, hemostasia alcançada na linha junção em 4 minutos e mantida até o fechamento cirúrgico, uma única aplicação de Fibrinogênio + Aprotinina + Trombina foi estatisticamente superior ao controle (p <0,0001, teste do qui-quadrado da razão de verossimilhança; 2,5% unicaudal) [ITT].
Tabela 6: Cirurgia vascular
Estudo de Hemostasia na linha de sutura em 4 minutos mantido até o fechamento cirúrgico | ||
| - | Tisseel Duo (Fibrinogênio + Aprotinina + Trombina Duo) | Compressão Manual |
Intenção de tratar análise | 44/70 (62.9%) | 22/70 (31.4%) |
Referências
1. Baxter Clinical Study 550801, Clinical Evaluation of Efficacy and Safety of FS VH S/D 500 s-apr for Hemostasis in Subjects Undergoing Vascular Surgery.
Características Farmacológicas
Propriedades farmacodinâmicas
O sistema de adesão da fibrina imita a última fase da coagulação sanguínea fisiológica. A conversão de fibrinogênio em fibrina ocorre através da conversão de fibrinogênio em monômeros de fibrina e fibrinopeptídeos. Os monômeros de fibrina agregam-se e formam um coágulo de fibrina. O fator XIIIa, gerado a partir do fator XIII pela ação combinada de trombina e íons de cálcio, estabiliza o coágulo através de ligações cruzadas das fibras de fibrina.
Conforme a cicatrização da ferida progride, o aumento da atividade fibrinolítica é induzido pela plasmina, e a decomposição de fibrina em produtos de degradação da fibrina é iniciada. A degradação proteolítica da fibrina é inibida por anti-fibrinolítico. A aprotinina está presente no Fibrinogênio + Aprotinina + Trombina como um anti-fibrinolítico para evitar a degradação prematura do coágulo.
Para comprovar a eficácia, foram realizados estudos in vivo com quatro modelos animais, imitando as condições do paciente, tanto quanto possível. Fibrinogênio + Aprotinina + Trombina foi eficaz no que diz respeito à hemostasia primária e secundária, assim como para cicatrização de feridas.
Foram realizados estudos clínicos que demonstram suporte à hemostasia e sutura, 213 pacientes (120 com Tisseel Duo (Fibrinogênio + Aprotinina + Trombina Duo) e 93 controles) submetidos à cirurgia vascular com enxerto ePTFE, 70 pacientes (35 com Tisseel Duo (Fibrinogênio + Aprotinina + Trombina Duo) e 35 com controle) submetidos a ressecção hepática parcial e 317 pacientes (157 com Tisseel Duo (Fibrinogênio + Aprotinina + Trombina Duo) e 160 com vírus único inativo em forma antecessora do produto como um controle) submetidos à cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea e esternotomia mediana.
A eficácia de Fibrinogênio + Aprotinina + Trombina como um adjuvante para métodos cirúrgicos convencionais na vedação de anastomose do cólon em pacientes com traumatismos, submetidos ao fechamento de colostomia temporárias, foi demonstrada de uma forma controlada, em estudo unicêntrico realizado em 1986, prospectivo, controlado randomizado, em um total de 120 pacientes (61 com Fibrinogênio + Aprotinina + Trombina e 59 controles).
Propriedades farmacocinéticas
Fibrinogênio + Aprotinina + Trombina é indicado apenas para uso epilesional. A administração intravascular é contraindicada. Como consequência, não foram realizados estudos farmacocinéticos intravenosos em humanos.
Não foram realizados estudos farmacocinéticos em diferentes espécies de animais de laboratório.
Os selantes de fibrina/hemostáticos são metabolizados da mesma maneira que a fibrina endógena por fibrinólise e fagocitose.
Dados de Segurança pré-clínicos
Devido a sua natureza, bem como seus métodos especiais de aplicação (geralmente uma única vez, apenas em casos excepcionais a aplicação é repetida de alguns mL) e mecanismos de ação (eficácia local sem efeito sistêmico ou distribuição para outros órgãos e tecidos), não existem dados de segurança pré-clínicos disponíveis para Fibrinogênio + Aprotinina + Trombina, referentes à sua toxicidade crônica, carcinogenicidade, toxicidade reprodutiva e de desenvolvimento ou estimulação imunológica.
Os estudos de toxicidade de dose única em ratos e coelhos não indicaram a toxicidade aguda de Fibrinogênio + Aprotinina + Trombina.
Além disso, não há evidências de mutagenicidade que podem ser vistas em testes in vitro adequados. A solução de proteína selante também foi bem tolerada in vitro, em culturas de fibroblastos humanos, demonstrando uma excelente compatibilidade celular e não citotóxica. Com base em uma revisão detalhada da literatura, qualquer influência negativa ou toxicidade devido a reagentes residuais S/D em Tiseel pode ser excluída.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)