Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Tecnomax?
Efeitos Hematológicos
As manifestações predominantes da toxicidade de epirrubicina são a leucopenia reversível e, muito menos freqüentemente, a trombocitopenia reversível, representando a toxicidade aguda dose-limitante do fármaco. Os neutrófilos são os leucócitos afetados pelo tratamento com epirrubicina de modo mais significativo.
Como a leucopenia é dose-dependente, normalmente é mais grave após a administração de regimes de altas doses e, nestas condições, podem ser necessárias medidas de suporte apropriadas. A ocorrência de neutropenia febril durante um ciclo de terapia deve ser considerada como um evento adverso sério que pode ser possivelmente seguido por septicemia e óbito. Na ocorrência de neutropenia febril, devem ser administrados antibióticos por via intravenosa.
A ocorrência de leucemia mielóide aguda secundária, com ou sem uma fase pré-leucêmica, tem sido relatada raramente em pacientes tratados com epirrubicina em combinação com agentes antineoplásicos com ação no DNA, ou pré-tratados intensamente com estes medicamentos. Essas leucemias podem apresentar um curto período de latência.
Efeitos Cardíacos
Dois tipos de cardiotoxicidade podem ocorrer em pacientes que estejam recebendo epirrubicina: um tipo agudo e na maioria das vezes transitório, que é principalmente observado na forma de arritmias e/ou anormalidades no ECG, e um tipo crônico, dose-cumulativo dependente, representado por uma cardiomiopatia que pode resultar em ICC. Vários estudos avaliaram que o risco de desenvolvimento de ICC, na ausência de outros fatores de risco cardíaco, aumenta acentuadamente após ter atingido uma dose cumulativa de epirrubicina de 900-1000 mg/m2.
O dano cardíaco grave pode ser prevenido pelo acompanhamento freqüente da função cardíaca (principalmente por monitorização da FEVE) durante o curso da terapia com epirrubicina. No entanto, a miocardiopatia induzida por epirrubicina pode aparecer até mesmo várias semanas ou meses após a descontinuação do tratamento. Também foi descrita efusão pericárdica.
Efeitos Gastrintestinais
A mucosite pode aparecer de horas a dias após o início do tratamento. Normalmente, a mucosite apresentase na forma de estomatite com áreas de erosões dolorosas que ocorrem principalmente ao longo da língua e na mucosa sublingual. Erosões bucais, quando graves, podem evoluir em poucos dias para uma ulceração intensa. No entanto, a maioria dos pacientes se recupera deste evento adverso pela terceira semana de administração do medicamento.
A hiperpigmentação da mucosa oral também pode ocorrer. Outros distúrbios gastrintestinais como náusea e vômitos e, com menor freqüência, diarréia e dor abdominal, também podem ocorrer como conseqüência do tratamento com epirrubicina.
Efeitos Dermatológicos
A alopecia aparece em 60-90% dos casos tratados com epirrubicina e é normalmente reversível, com o crescimento de todo o cabelo geralmente ocorrendo dois a três meses após o término da terapia.
Outros eventos adversos dermatológicos incluem rubor, urticária (generalizada ou ao longo da veia utilizada para administração do medicamento) e hiperpigmentação da pele (no leito ungueal, ao longo da veia de infusão ou generalizada). A fotossensibilidade ou a hipersensibilidade à irradiação (radiation recall reaction) também pode ocorrer.
Efeitos no Local de Infusão
No caso de extravasamento perivenoso do medicamento, dor local, celulite grave e necrose tecidual poderão ocorrer. Flebite local, tromboflebite e/ou fleboesclerose também podem ocorrer. O risco de flebite/tromboflebite pode ser minimizado seguindo o procedimento de administração recomendado.
Outros Eventos Adversos
Febre e calafrios foram relatados raramente. Pode ocorrer anafilaxia. O tratamento com epirrubicina pode ser acompanhado de amenorréia/azoospermia. A epirrubicina também pode induzir hiperuricemia como resultado da lise rápida de células neoplásicas.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)