Quais cuidados devo ter ao usar o Suprefact Depot?
Em pacientes com hipertensão (pressão alta), a pressão sanguínea deve ser monitorizada regularmente (risco de alteração da pressão sanguínea).
Em pacientes diabéticos, os níveis de glicemia devem ser regularmente monitorizados (risco de comprometimento do controle metabólico).
Pacientes com histórico de depressão devem ser cuidadosamente monitorados e tratamento deve ser instituído se necessário (risco de reaparecimento ou piora do quadro de depressão).
Particularmente em pacientes com fatores de risco conhecidos para osteoporose, recomenda-se o monitoramento periódico da densidade mineral óssea (DMO) e o uso de medidas preventivas durante o tratamento, para prevenir osteopenia/osteoporose (risco de redução da densidade mineral que pode levar à osteoporose e aumentar o risco de fratura óssea).
Prolongamento do intervalo QT (intervalo específico do eletrocardiograma)
Terapia de privação do andrógeno pode prolongar o intervalo QT. Em pacientes com histórico/fatores de risco para prolongamento do intervalo QT e em pacientes fazendo o uso de medicamentos concomitantes que possam prolongar o intervalo QT, o médico deve avaliar a relação risco benefício, incluindo o potencial de Torsade de Pointes (é um tipo específico de arritmia, onde há taquicardia ventricular (aumento da frequência cardíaca que se origina nos ventrículos do coração) antes de iniciar o tratamento com Suprefact® Depot. No caso de prolongamento do intervalo QT, o tratamento com Suprefact® Depot deve ser interrompido.
Recomenda-se que a administração de um anti-androgênico seja iniciada como terapia adjuvante aproximadamente 5 dias antes do início do tratamento com Suprefact® Depot (acetato de busserrelina).
Essa terapia adjuvante deve ser administrada concomitantemente ao tratamento com a busserrelina durante 3 a 4 semanas. Após este período, os níveis de testosterona geralmente diminuem para valores dentro do intervalo desejado como resposta ao tratamento com busserrelina.
Em pacientes com metástases conhecidas, por exemplo, em coluna espinhal, esta terapia adjuvante com um antiandrogênico é indispensável para prevenir complicações iniciais que podem incluir, por exemplo, compressão espinhal e paralisia, desenvolvendo-se a partir da ativação transitória do tumor e de suas metástases.
Estudos epidemiológicos publicados sugerem uma relação entre o tratamento com agonista do hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH) e o aumento do risco de doenças cardiovasculares (tais como infarto do miocárdio, morte súbita cardíaca e acidente vascular cerebral) e diabetes mellitus. Estes riscos devem ser avaliados antes do início e durante a terapia, e os pacientes devem ser cuidadosamente monitorados e tratados adequadamente.
Devido à supressão de testosterona, a terapia com agonista GnRH (hormônio liberador da gonadotrofina) pode aumentar o risco de anemia.
Alterações na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas
Não foram realizados estudos para avaliar os efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas. Algumas reações adversas [por exemplo: (tontura)] podem prejudicar a sua habilidade de concentração e reação, e portanto, constituem um risco em situações onde estas habilidades são de particular importância (por exemplo: dirigir veículo ou operar máquina). Portanto, deve-se ter cautela devido ao efeito potencial destes eventos sobre a capacidade de dirigir ou operar máquinas.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)