Precauções - Succinato De Desvenlafaxina Monoidratado Pharlab

Bula Succinato De Desvenlafaxina Monoidratado Pharlab

Princípio ativo: Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais cuidados devo ter ao usar o Succinato De Desvenlafaxina Monoidratado Pharlab?

Piora Clínica de Sintomas Depressivos, Alterações Incomuns de Comportamento e Suicidalidade

O Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado é um IRSN (inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina), uma classe de medicamentos que pode ser usada para tratar a depressão. Todos os pacientes tratados com o Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado devem ser monitorados adequadamente e observados atentamente para piora clínica e suicidalidade. Os pacientes, seus familiares e seus cuidadores devem ser estimulados a ficar alertas ao aparecimento de ansiedade, agitação, ataques de pânico, insônia, irritabilidade, hostilidade, agressividade, impulsividade, acatisia (agitação psicomotora), hipomania, mania, outras alterações incomuns de comportamento, piora da depressão e ideação suicida, especialmente ao iniciar a terapia ou durante qualquer alteração da dose ou do esquema posológico. O risco de tentativa de suicídio deve ser considerado, especialmente em pacientes deprimidos, e a menor quantidade do medicamento, compatível com o bom tratamento do paciente, deve ser fornecida para reduzir o risco de superdose.

O suicídio é um risco conhecido da depressão e de alguns outros transtornos psiquiátricos e esses transtornos por si só são fortes preditores de suicídio. As análises agrupadas de estudos controlados por placebo de curto prazo de medicamentos antidepressivos (ISRSs [inibidores seletivos da recaptação de serotonina] e outros) demonstraram que esses medicamentos aumentam o risco de suicidalidade em crianças, adolescentes e adultos jovens (18 a 24 anos de idade) com depressão maior e outros transtornos psiquiátricos. Os estudos de curto prazo não demonstraram um aumento do risco de suicidalidade com antidepressivos em comparação ao placebo em adultos com mais de 24 anos; houve uma redução do risco de suicidalidade com antidepressivos em comparação ao placebo em adultos com 65 anos ou mais.

Efeitos da descontinuação do tratamento

Durante a comercialização de inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSNs) e inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRSs), houve relatos pós-comercialização de eventos adversos após a suspensão desses medicamentos, particularmente quando abruptos, incluindo: humor disfórico, irritabilidade, agitação, tontura, distúrbios sensoriais (por exemplo, parestesias, como sensações de choque elétrico), ansiedade, confusão, dor de cabeça, letargia, labilidade emocional, insônia, hipomania, tinido, convulsões, déficit visual e hipertensão. Embora esses eventos sejam geralmente autolimitados, houve relatos de sintomas graves de descontinuação, e às vezes esses efeitos podem ser prolongados e graves. Além disso, foram observados suicídios/pensamentos suicidas e agressividade em pacientes durante mudanças no regime posológico de Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado, inclusive durante a descontinuação.

Os pacientes devem ser monitorados quando se interrompe o tratamento com Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado. Recomenda -se uma redução gradual da dose, em vez da interrupção abrupta, sempre que possível. Se ocorrerem sintomas intoleráveis após uma diminuição da dose ou após a descontinuação do tratamento, pode ser considerada a continuação da dose anteriormente prescrita. Em alguns pacientes, a descontinuação pode ocorrer durante períodos de meses ou mais.

Disfunção sexual

Inibidores da recaptação da serotonina e noradrenalina (IRSNs) podem causar sintomas de disfunção sexual. Houve relatos de disfunção sexual de longa duração onde os sintomas continuaram apesar da descontinuação dos IRSNs.

Mania/Hipomania

Em estudos clínicos, a mania foi relatada em 0,03% dos pacientes tratados com o Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado. A ativação da mania/hipomania também foi relatada em uma pequena proporção de pacientes com transtorno afetivo maior que foram tratados com outros antidepressivos comercializados. Como ocorre com todos os antidepressivos, aSuccinato de Desvenlafaxina Monoidratado deve ser usada com cautela em pacientes com história pessoal ou história familiar de mania ou hipomania.

Síndrome da Serotonina ou Reações Semelhantes à Síndrome Neuroléptica Maligna (SNM)

Como ocorre com outros agentes serotoninérgicos, o desenvolvimento de uma síndrome da serotonina potencialmente fatal ou reações semelhantes à Síndrome Neuroléptica Maligna (SNM) pode ocorrer com o tratamento com o Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado, particularmente com o uso concomitante de outros medicamentos serotoninérgicos (incluindo ISRSs, IRSNs, anfetaminas e triptanos), com medicamentos que prejudicam o metabolismo da serotonina (por exemplo, IMAOs, incluindo IMAOs reversíveis como a linezolida e o azul de metileno intravenoso), ou com antipsicóticos ou outros antagonistas da dopamina. Os sintomas da síndrome da serotonina podem incluir alterações do estado mental (por exemplo, agitação, alucinações e coma), instabilidade autônoma (por exemplo, taquicardia, pressão arterial instável e hipertermia), aberrações neuromusculares (por exemplo, hiperreflexia, incoordenação) e/ou sintomas gastrintestinais (por exemplo, náusea, vômitos e diarreia). A síndrome da serotonina, em sua forma mais grave, pode assemelhar-se à SNM, que inclui a hipertermia, rigidez muscular, instabilidade autônoma com possíveis flutuações rápidas dos sinais vitais e alterações do estado mental.

Se o tratamento concomitante com o Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado e outros agentes que podem afetar o sistema neurotransmissor serotonérgico e/ou dopaminérgico for clinicamente justificado, recomenda-se a observação rigorosa do paciente, particularmente durante o início do tratamento e os aumentos da dose.

O uso concomitante do Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado com precursores da serotonina (como suplementos de triptofano) não é recomendado.

Glaucoma de Ângulo Fechado

Midríase foi relatada em associação ao Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado; portanto, pacientes com pressão intraocular aumentada ou aqueles em risco de glaucoma de ângulo fechado devem ser monitorados.

Administração Concomitante de Medicamentos Contendo venlafaxina e/ou Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado

O Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado é o principal metabólito ativo da venlafaxina. Os produtos contendo Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado não devem ser usados concomitantemente com os produtos contendo cloridrato de venlafaxina ou outros produtos contendo Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado.

Efeitos sobre a Pressão Arterial

Os aumentos da pressão arterial foram observados em alguns pacientes em estudos clínicos, particularmente com doses maiores. Hipertensão preexistente deve ser controlada antes do tratamento com o Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado. Pacientes que recebem o Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado devem realizar monitoração regular da pressão arterial. Casos de pressão arterial elevada com necessidade de tratamento imediato foram relatados com o Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado. Os aumentos mantidos da pressão arterial podem ter consequências adversas. Para os pacientes que apresentam um aumento mantido da pressão arterial enquanto recebem o Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado, a redução da dose ou a descontinuação deve ser considerada. Deve-se ter cautela com pacientes com condições clínicas que possam ser afetadas por aumentos da pressão arterial.

Distúrbios Cardiovasculares/Vasculares Cerebrais

Deve-se ter cautela na administração do Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado a pacientes com distúrbios cardiovasculares, vasculares cerebrais ou do metabolismo lipídico. Aumentos da pressão arterial e da frequência cardíaca foram observados em estudos clínicos com o Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado. O Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado não foi avaliada sistematicamente em pacientes com história recente de infarto do miocárdio, doença cardíaca instável, hipertensão não controlada ou doença vascular cerebral. Os pacientes com esses diagnósticos, exceto doença vascular cerebral, foram excluídos dos estudos clínicos.

Angina Instável

O Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado não foi sistematicamente avaliada em pacientes com angina instável, portanto, seu uso não é recomendado nessa população.

Lipídios Séricos

Aumentos relacionados à dose de Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado do colesterol total sérico, do colesterol LDL (lipoproteína de baixa densidade) e dos triglicerídeos, em jejum, foram observados em estudos clínicos. O controle periódico dos lipídios séricos deve ser realizado durante o tratamento com o Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado, ficando a critério médico a frequência desse controle.

Convulsões

Casos de convulsão foram relatados em estudos clínicos com o Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado. O Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado não foi avaliada sistematicamente em pacientes com transtorno convulsivo. Os pacientes com história de convulsões foram excluídos dos estudos clínicos. O Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado deve ser prescrita com cautela em pacientes com transtorno convulsivo.

Sangramento Anormal

Os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (IRSNs) e inibidores da receptação de serotonina-norepinefrina (ISRSs), incluindo o Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado, podem aumentar o risco de eventos de sangramento. O uso concomitante de ácido acetilsalicílico, medicamentos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), varfarina e outros anticoagulantes pode contribuir para este risco. Estudos epidemiológicos de controle de caso e desenho de coorte demostraram uma associação entre o uso de drogas psicotrópicas que interferem na reabsorção de serotonina e a ocorrência de sangramento gastrintestinal superior. Sangramentos relacionados aos IRSNs e ISRSs variaram de equimose, hematoma, epistaxe e petéquia a hemorragias potencialmente fatais. Os pacientes devem ser advertidos sobre o risco de sangramento associado ao uso concomitante de Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado e AINEs, ácido acetilsalicílico ou outras substâncias que afetam a coagulação ou sangramento.

Insuficiência Renal

Em pacientes com insuficiência renal moderada ou grave ou com doença renal em estágio final (DREF), o clearance de Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado estava diminuído, prolongando assim a meia vida de eliminação da droga. Como resultado, houve aumento potencial e clinicamente significativo da exposição ao Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado. O ajuste de dosagem (50 mg em dias alternados) é necessário para pacientes com insuficiência renal grave ou DREF. As doses não devem ser escalonadas em pacientes com insuficiência renal moderada ou grave ou DREF.

Hiponatremia

Casos de hiponatremia e/ou da Síndrome da Secreção Inadequada do Hormônio Antidiurético (SSIHAD) foram descritos com IRSNs (incluindo Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado) e ISRSs, geralmente em pacientes hipovolêmicos ou desidratados, incluindo pacientes idosos e pacientes que tomam diuréticos.

Doença Pulmonar Intersticial e Pneumonia Eosinofílica

Doença pulmonar intersticial e pneumonia eosinofílica associadas à terapia com venlafaxina (droga mãe de Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado) foram raramente relatadas. A possibilidade desses efeitos adversos deve ser considerada em pacientes tratados com Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado que desenvolvem dispneia progressiva, tosse ou desconforto torácico. Esses pacientes devem ser submetidos a uma avaliação médica imediata e deve-se considerar a descontinuação do Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado.

Fertilidade, Gravidez e Lactação

A segurança do Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado na gravidez em humanos não foi estabelecida. Estudos demonstraram que o Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado atravessa a placenta humana. O Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado só deve ser administrada a mulheres grávidas se os benefícios esperados superarem os possíveis riscos. Se o Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado for usada até ou logo antes do nascimento, os efeitos da descontinuação no recém-nascido devem ser considerados.

Complicações, incluindo a necessidade de suporte respiratório, alimentação por sonda ou hospitalização prolongada, foram relatadas em recém-nascidos expostos a IRSNs ou ISRSs no final do terceiro trimestre. Essas complicações podem surgir imediatamente após o parto.

Dados de Coorte de Gravidez do Quebec relataram que, após a exposição a IRSNs (incluindo Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado) durante a segunda metade da gravidez, hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido (HPPN) foi identificada em 0,2% de todos os neonatos; não foi possível estabelecer significância estatística no risco aumentado de HPPN em resposta à exposição no segundo/terceiro trimestres.

Em um estudo observacional prospectivo, a mediana (intervalo interquartil [IQR]) de idade gestacional foi maior em bebês nascidos de mães controle do que aqueles nascidos de mães tratadas com antidepressivos (40 [39-40 semanas] vs 39 [38-40 semanas]); p <0,05). Os recém-nascidos nascidos de mães controle também tiveram uma mediana mais longa (IQR) de comprimento ao nascer (51 [49-51,6] cm vs 49 [47-51] cm; p <0,05) do que bebês nascidos de mães no grupo de casos. Os bebês também apresentavam anomalias comportamentais leves, categorizadas como funcionamento menos ideal para a habituação e agrupamentos motores e autonômicos [usando a Escala de Avaliação Comportamental Neonatal de Brazelton (BNBAS)]; no entanto, esses eventos foram autolimitantes e geralmente resolvidos em 1 a 2 semanas.

Em outro estudo, 6 dos 7 recém-nascidos com exposição intrauterina à venlafaxina a curto prazo apresentaram escores de Apgar aceitáveis ao nascimento; entretanto, uma melhora nos escores de Apgar aos 5 minutos foi observada em todos os 7 neonatos. Nenhum caso de retardo de crescimento intrauterino foi registrado. Os eventos adversos observados em 5 neonatos ao nascer incluíram desconforto respiratório, taquipneia, irritabilidade, tremores, sucção excessiva, rigidez, aumento do tônus, vômitos, hiper-reflexia, movimentos desorganizados dos membros, reatividade inicial diminuída, agitação, sono insuficiente e líquido/fezes abundante. Em 4 dos 5 recémnascidos, os eventos se resolveram espontaneamente, sem a necessidade de qualquer tratamento farmacológico, enquanto um recém-nascido necessitou de ressuscitação e pressão positiva contínua nas vias aéreas (C-PAP) por 48 horas. Embora o desconforto respiratório tenha sido atribuído à concentração plasmática de venlafaxina ou Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado ao nascimento, a ocorrência de outros eventos adversos correlacionados com os níveis decrescentes de venlafaxina sugere que esses eventos poderiam potencialmente sinalizar sintomas de abstinência no neonato após um declínio nos níveis de venlafaxina após exposição a níveis significativamente altos do fármaco no útero.

Um estudo longitudinal prospectivo com 201 mulheres com histórico de depressão maior que eram eutímicas no início da gravidez mostrou que as mulheres que interromperam a medicação antidepressiva durante a gravidez tinham maior probabilidade de apresentar uma recidiva de depressão maior do que as mulheres que continuaram a medicação antidepressiva.

A exposição a IRSNs do meio ao final da gravidez pode aumentar o risco de pré-eclâmpsia, e a exposição a IRSNs perto do parto pode aumentar o risco de hemorragia pós-parto.

O Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado (O-desmetilvenlafaxina) é excretada no leite humano. Nenhum evento adverso ocorreu tanto nas mães lactantes quanto nos lactentes, no entanto, o efeito nos lactentes não foi estabelecido. O Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado deve ser tomada por lactantes apenas se os benefícios esperados superarem os riscos possíveis.

Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado é um medicamento classificado na categoria C de risco de gravidez, portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Uso Pediátrico e Geriátrico

Vide item "Características Farmacológicas - Propriedades Farmacocinéticas", item "Como usar o Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado?" e item "Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado?".

Efeitos sobre a Capacidade de Dirigir e Operar Máquinas

Interferência com o Desempenho Cognitivo e Motor

Os resultados de um estudo clínico que avaliou os efeitos do Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado sobre o desempenho comportamental de indivíduos saudáveis não revelou comprometimento clinicamente significativo do desempenho psicomotor, cognitivo ou do comportamento complexo. No entanto, como qualquer medicamento ativo do SNC pode prejudicar o julgamento, o raciocínio ou as habilidades motoras, os pacientes devem ser avisados sobre a operação de maquinário perigoso, incluindo automóveis, até que estejam razoavelmente certos de que a terapia com o Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado não tem efeito adverso sobre a sua capacidade de desempenhar essas atividades.

Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.

Abuso e Dependência

Dependência Física e Psicológica

Embora o Succinato de Desvenlafaxina Monoidratado não tenha sido estudada sistematicamente em estudos pré-clínicos ou clínicos quanto a seu potencial para abuso, não foi observada nenhuma indicação de comportamento de busca por droga nos estudos clínicos.

Este medicamento pode causar doping.

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