Reações Adversas - Padcev

Bula Padcev

Princípio ativo: Enfortumabe Vedotina

Classe Terapêutica: Anticorpos Monoclonais Antineoplásicos, Outros

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Padcev?

Como todos os medicamentos, Padcev® (enfortumabe vedotina) pode causar reações adversas, embora elas não ocorram em todos os pacientes.

As reações adversas mais comuns (> 20%), incluindo anormalidades laboratoriais, foram lesão cutânea, aumento de aspartato aminotransferase, aumento da glicose, aumento da creatinina, fadiga (cansaço), neuropatia periférica, diminuição dos linfócitos, alopecia (queda de cabelo), diminuição do apetite, diminuição da hemoglobina, diarreia, diminuição do sódio, náusea, prurido (coceira), diminuição do fosfato, disgeusia (distúrbio do paladar), aumento da alanina-aminotransferase, anemia, diminuição da albumina, diminuição dos neutrófilos, aumento do ácido úrico, aumento da lipase, diminuição das plaquetas, diminuição do peso e pele seca.

Estudo clínico EV-301

Reações adversas graves ocorreram em 47% dos pacientes tratados com Padcev®. As reações adversas graves mais comuns (≥2%) foram infecção do trato urinário, lesão renal aguda (7% cada) e pneumonia (5%). Reações adversas fatais ocorreram em 3% dos pacientes, incluindo disfunção de múltiplos órgãos (1,0%), disfunção hepática, choque séptico, hiperglicemia, pneumonite e abscesso pélvico (0,3% cada).

As reações adversas que levaram à descontinuação ocorreram em 17% dos pacientes; as reações adversas mais comuns (≥2%) que levaram à descontinuação foram neuropatia periférica (5%) e lesão cutânea (4%).

As reações adversas que levaram à interrupção da dose ocorreram em 61% dos pacientes; as reações adversas mais comuns (≥4%) que levaram à interrupção da dose foram neuropatia periférica (23%), erupção cutânea (11%) e fadiga (cansaço) (9%).

As reações adversas que levaram à redução de dose ocorreram em 34% dos pacientes; as reações adversas mais comuns (≥2%) que levaram à redução de dose foram neuropatia periférica (10%), lesão cutânea (8%), diminuição do apetite (3%) e fadiga (cansaço) (3%).

Reações adversas clinicamente relevantes (<15%) incluem vômitos (14%), aumento da aspartato aminotransferase (12%), hiperglicemia (10%), aumento da alanina-aminotransferase (9%), pneumonite (3%) e extravasamento do local de infusão (0,7%).

Outras reações adversas são pirexia (febre), constipação (constipação), dor abdominal, dor músculo-esquelética e sangramento.

Estudo clínico EV-201, Coorte 1

Reações adversas graves ocorreram em 46% dos pacientes tratados com Padcev® isolado. As reações adversas graves mais comuns (≥3%) foram infecção do trato urinário (6%), celulite (infecção da pele) (5%), neutropenia febril (4%), diarreia (4%), sepse (3%), lesão renal aguda (3%), dispneia (falta de ar) (3%) e erupção cutânea (3%). Reações adversas fatais ocorreram em 3,2% dos pacientes, incluindo insuficiência respiratória aguda, pneumonia aspirativa, distúrbio cardíaco, sepse e pneumonite (cada 0,8%).

Reações adversas que levaram à descontinuação ocorreram em 16% dos pacientes; a reação adversa mais comum que levou à descontinuação foi a neuropatia periférica (6%).

Reações adversas que levaram à interrupção da dose ocorreram em 64% dos pacientes; as reações adversas mais comuns que levaram à interrupção da dose foram neuropatia periférica (18%), lesão de pele (9%) e fadiga (6%).

As reações adversas que levaram à redução da dose ocorreram em 34% dos pacientes; as reações adversas mais comuns que levaram à redução da dose foram neuropatia periférica (12%), erupção cutânea (6%) e fadiga (4%).

As reações adversas clinicamente relevantes (<15%) incluem infecção por herpes zoster (3%), pneumonite (2%) e extravasamento do local de infusão (2%).

Estudo clínico EV-201, Coorte 2

Reações adversas graves ocorreram em 39% dos pacientes tratados com Padcev® isoladamente. As reações adversas graves mais frequentes (≥3%) foram pneumonia, sepse e diarreia (5% cada uma). As reações adversas fatais ocorreram em 8% dos pacientes, incluindo lesão renal aguda (2,2%), acidose metabólica, sepse, disfunção de múltiplos órgãos, pneumonia e pneumonite (1,1% cada).

Reações adversas que levaram à descontinuação ocorreram em 20% dos pacientes; a reação adversa mais comum (≥2%) que levou à descontinuação foi a neuropatia periférica (7%).

As reações adversas que levaram à interrupção da dose ocorreram em 60% dos pacientes; as reações adversas mais comuns (≥3%) que levaram à interrupção da dose foram neuropatia periférica (19%), lesão de pele (9%), fadiga (cansaço) (8%), diarreia (5%); aumento da aspartato aminotransferase (3%) e hiperglicemia (aumento do açúcar no sangue) (3%).

Reações adversas que levaram à redução de dose ocorreram em 49% dos pacientes; as reações adversas mais comuns (≥3%) que levaram à redução de dose foram neuropatia periférica (19%), lesão de pele (11%) e fadiga (cansaço) (7%).

Reações adversas clinicamente relevantes (<15%) incluem vômitos (13%), aumento da aspartato aminotransferase (12%), aumento da lipase (11%); aumento da alanina-aminotransferase (10%), pneumonite (4%) e extravasamento do local de infusão (1%).

Resumo de reações adversas

As reações adversas observadas em estudos clínicos e listadas abaixo são classificadas de acordo com a Classe de Sistema Orgânico e são classificadas por categoria de frequência de acordo com as seguintes convenções:

  • Muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento);
  • Comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento);
  • Incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento);
  • Rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento);
  • Muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento);
  • Não conhecida (a frequência não pôde ser estimada com base nos dados disponíveis).

Muito comuma (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Anemia (baixa hemoglobina no sangue), náusea, diarreia, vômitos, cansaço, diminuição do apetite, aumento da glicose no sangue (hiperglicemia); disgeusia (paladar alterado), neuropatia sensorial periférica (sintomas incluem dor, formigamento, dormência e fraqueza), olhos secos, alopecia (perda de cabelo), pele seca, prurido, erupção cutânea, erupção cutânea maculopapular; exame de sangue anormal com aumento das enzimas hepáticas (aspartato aminotransferase [AST] ou alanina aminotransferase [ALT]), perda de peso.

Comuma (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Extravasamento no local da infusão, marcha anormal (distúrbio da marcha), hipoestesia (diminuição da sensação em partes do corpo), fraqueza muscular, neuropatia periférica, parestesia, neuropatia motora periférica (sintomas de fraqueza muscular), neuropatia sensório-motora periférica; (sintomas de fraqueza muscular e/ou sensibilidade alterada), bolhas de pele, conjuntivite, dermatite bolhosa, lesão de pele medicada, eczema, eritema, síndrome eritrodisestesia palmar-plantar (caracterizada por áreas vermelhas nas mãos e plantas dos pés), erupção eritematosa (lesão de pele avermelhada), erupção macular (mancha), erupção papular (nódulos de pele), erupção pruriginosa (lesão de pele com prurido), erupção vesicular (lesão de pele com bolhas), esfoliação da pele, estomatite.

Incomuma (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Sensação de ardor, polineuropatia desmielinizante (sintomas de lesões neurológicos), disestesia (sensibilidade alterada), disfunção motora, atrofia muscular, neuralgia (dor), neurotoxicidade, paralisia do nervo fibular, perda sensorial, bolha de sangue; dermatite (lesões cutâneas), dermatite alérgica, dermatite de contato, dermatite esfoliativa generalizada, eritema multiforme (caracterizado por vermelhidão da pele), erupção exfoliativa, intertrigo (irritação e ruptura da pele), penfigoide (lesões cutâneas com bolhas), erupção maculovesicular (lesões cutâneas com bolhas e nódulos), irritação cutânea, dermatite de estase (inflamação da pele por alteração da circulação sanguínea).

Desconhecidob (frequência não pôde ser estimada com base nos dados disponíveis)

  • Necrose epidérmica (presença de lesões em todo o corpo que podem levar à descamação permanente da pele), síndrome de Stevens Johnson (lesões na pele e nas membranas mucosas); erupção cutânea simétrica e flexural relacionada a medicamentos (reação cutânea relacionada ao uso de medicamentos), necrólise epidérmica tóxica.

a. As reações adversas listadas e mencionadas acima foram observadas durante os estudos clínicos EV-101, EV-102, EV-201 e EV-301.
b. Reações adversas de uma frequência desconhecida foram identificadas durante o uso de enfortumabe vedotina após o início da comercialização. Como essas reações foram relatadas voluntariamente por uma população de tamanho incerto, nem sempre é possível calcular com segurança a frequência ou estabelecer uma relação causal com a exposição a medicamentos.

Estudo Clínico EV-103

Reações adversas graves ocorreram em 50% dos pacientes tratados com Padcev® em combinação com o pembrolizumabe. As reações adversas graves mais comuns (≥2%) foram anemia (3%) e diarreia (3%). Reações adversas que levaram à descontinuação do Padcev®, pembrolizumabe ou ambos ocorreram em 49% dos pacientes; 22% somente Padcev®, 20% somente pembrolizumabe e 12% ambos.

As reações adversas mais comuns (≥2%) que levaram à descontinuação do Padcev®, pembrolizumabe ou da combinação foram neuropatia sensorial periférica (14%), pneumonite (5%), erupção maculopapular (5%), miastenia gravis (3%) e neuropatia motora periférica (3%).

Reações adversas que levam à interrupção da dose de Padcev®, pembrolizumabe ou de ambos ocorreram em 80% dos pacientes; 39% apenas Padcev®, 37% apenas pembrolizumabe e 50% ambos. As reações adversas mais comuns (≥2%) que levaram à interrupção da dose de Padcev®, pembrolizumabe ou da combinação foram neuropatia sensorial periférica (23%), erupção maculopapular (12%), fadiga (7%), aumento da lipase (7%), neutropenia (7%), diarreia (6%), pneumonite (6%), anemia (3%), aumento da alanina-aminotransferase (3%), dermatite bolhosa (3%), hiperglicemia (3%), neuropatia motora periférica (3%) e neuropatia sensório-motora periférica (3%).

Reações adversas que levaram à redução da dose de Padcev® ocorreram em 46% dos pacientes. As reações adversas mais comuns (≥2%) que levaram à redução da dose de Padcev® foram neuropatia sensorial periférica (14%), erupção cutânea maculo-papular (8%), neutropenia (5%), fadiga (5%) e diarreia (4%). Reações adversas clinicamente relevantes (<15%) incluem aumento da alanina-aminotransferase (14%), hipotireoidismo (11%), pneumonite (9%), miastenia gravis (2%), miosite (3%), diminuição da contagem de neutrófilos (3%) e extravasamento do local de infusão (0,8%).

Anormalidades laboratoriais

Diminuição dos linfócitos, diminuição da hemoglobina, diminuição dos neutrófilos, aumento anormal da glicose (sem jejum), diminuição do fosfato, aumento da creatinina, aumento da lipase, aumento do ácido úrico, aumento do potássio, diminuição do potássio, diminuição do sódio, aumento do ácido úrico em diferentes frequências nos estudos.

Experiência pós-comercialização

  • As seguintes reações adversas foram identificadas durante o uso pós-comercialização de Padcev®. Como estas reações são relatadas voluntariamente por uma população de tamanho incerto, nem sempre é possível estimar com confiabilidade sua frequência ou estabelecer uma relação causal com a exposição ao medicamento.
  • Reações da pele e do tecido subcutâneo (pele): necrose epidérmica, síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica, consultar o item “Quais cuidados devo ter ao usar o Padcev?”.
  • Reações do sistema sanguíneo e linfático: neutropenia (baixa contagem de um tipo de glóbulo branco), neutropenia febril e diminuição da contagem de neutrófilos.

Imunogenicidade

Como todas as proteínas terapêuticas, há um potencial de imunogenicidade (produção de anticorpos contra o fármaco). Um total de 655 pacientes foram testados para imunogenicidade ao Padcev® 1,25 mg/kg como agente isolado; 15 pacientes foram confirmados como positivos no período basal para anticorpos antiterapêuticos (ATA) e em pacientes que eram negativos no período basal (n=640), um total de 23 (3,6%) eram positivos após o período basal.

Em combinação com pembrolizumabe, um total de 110 pacientes foram testados para imunogenicidade em relação com o Padcev®; 5 pacientes foram confirmados como positivos antes do tratamento para ATA, sendo que, em pacientes que eram negativos (n=105), um total de 3 (2,9%) eram positivos após o tratamento. A incidência de formação de anticorpos anti-Padcev® resultantes do tratamento foi consistente quando avaliada após a administração de Padcev® como um agente isolado e em combinação com pembrolizumabe. Devido ao número limitado de pacientes com ATA em relação ao enfortumabe vedotina, não é possível chegar a conclusões sobre um efeito potencial da imunogenicidade sobre a eficácia, segurança ou farmacocinética.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico ou cirurgião-dentista.

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