Como usar o Megapen?
Megapen® (benzilpenicilina potássica) deve ser administrada por via intravenosa ou intramuscular.
Recomenda-se injeção intramuscular profunda no quadrante superior lateral da nádega. Em lactentes e crianças pequenas, pode ser preferível a face lateral da coxa. Para doses repetidas, recomenda-se variar o local da injeção.
É importante utilizar este medicamento durante todo o tempo prescrito pelo profissional de saúde habilitado, mesmo que os sinais e sintomas da infecção tenham desaparecido, pois isso não significa a cura. A interrupção do tratamento pode contribuir para o aparecimento de infecções mais graves.
Reconstituição
A penicilina G potássica é bastante hidrossolúvel, podendo ser dissolvida em pequenos volumes de água para injeção.
O profissional da saúde, antes da reconstituição do medicamento, deve verificar a aparência do pó, no interior do frasco-ampola, buscando identificar alguma partícula que possa interferir na integridade e na qualidade do medicamento.
550.000 UI
Para a reconstituição do conteúdo de um frasco-ampola de Megapen® (benzilpenicilina potássica) são necessários 2 mL de água para injetáveis, resultando em um volume final de 2,2 mL*.
Utilize o volume de solução reconstituída correspondente à dose desejada, conforme a tabela abaixo.
Tabela 1: Volume da solução reconstituída correspondente à dose desejada
Dose desejada | Volume da solução reconstituída que deve ser extraída |
250.000 UI | 1 mL |
500.000 UI | 2 mL |
5.400.000 UI
Para a reconstituição do conteúdo de um frasco-ampola de benzilpenicilina potássica são necessários 8,8 mL de água para injetáveis, resultando em um volume final de 10,8 mL*.
Utilize o volume de solução reconstituída correspondente à dose desejada, conforme a tabela abaixo.
Tabela 2: Volume da solução reconstituída correspondente à dose desejada
Dose desejada | Volume da solução reconstituída que deve ser extraída |
1.000.000 UI | 2 mL |
2.000.000 UI | 4 mL |
3.000.000 UI | 6 mL |
4.000.000 UI | 8 mL |
5.000.000 UI | 10 mL |
*Este produto é envasado com overfill, a fim de assegurar que a dose adequada para o tratamento seja retirada integralmente do frasco.
Para a completa homogeneização da solução, recomenda-se agitar o frasco-ampola vigorosamente antes da retirada da dose a ser injetada, conforme figura abaixo.
Com a finalidade de evitar o aparecimento de partículas de borracha após a inserção de agulha no frasco-ampola, proceder da seguinte forma:
- Encaixar uma agulha de injeção de no máximo 0,8 mm de calibre;
- Encher a seringa com o diluente apropriado;
- Segurar a seringa verticalmente à borracha;
- Perfurar a tampa dentro da área marcada, deixando o frasco-ampola firmemente na posição vertical;
- É recomendado não perfurar mais de 4 vezes a área demarcada (ISO 7864).
Após a reconstituição, o profissional da saúde deverá inspecionar cuidadosamente, antes de sua utilização, se a solução no interior do frasco-ampola está na forma líquida, livre de fragmentos ou de alguma substância que possa comprometer a eficácia e a segurança do medicamento. O profissional não deverá utilizar o produto ao verificar qualquer alteração que possa prejudicar a saúde do paciente.
Para evitar problemas de contaminação, deve-se tomar cuidado durante a reconstituição para assegurar assepsia.
Administração
Para infusão intravenosa, diluir a solução inicialmente reconstituída em bolsa contendo 100 mL de soro fisiológico a 0,9% ou soro glicosado a 5% a uma concentração final desejada. As tabelas 1 e 2 reportam a concentração em UI/mL da solução reconstituída. Infundir durante 60 minutos. A injeção intravenosa deve ser extremamente cuidadosa e lenta.
Nos casos de administração do medicamento por via intramuscular, a aplicação da medicação reconstituída deve ser realizada profundamente no quadrante superior lateral da nádega ou na face lateral da coxa. Para doses repetidas, recomenda-se variar o local da injeção. A injeção deve ser feita lentamente.
Interrompa a administração se o paciente se queixar de dor intensa no local ou se, em crianças, ocorrerem sinais e sintomas que sugiram dor intensa.
A penicilina G potássica pode ser administrada de maneira intravenosa ou intramuscular, nas seguintes doses:
Adultos
Infecção grave devido a cepas suscetíveis de estreptococos (incluindo S. pneumoniae) - septicemia, empiema, pneumonia, pericardite, endocardite e meningite
12 a 24 milhões de unidades/dia dependendo da infecção e da gravidade, administradas em doses iguais divididas a cada 4 a 6 horas.
Infecções graves devido a cepas suscetíveis de estafilococos - Septicemia, empiema, pneumonia, pericardite, endocardite e meningite
5 a 24 milhões de unidades/dia dependendo da infecção e da gravidade, administradas em doses iguais divididas a cada 4 a 6 horas.
Antraz
Mínimo de 8 milhões de unidades/dia em doses iguais divididas a cada 6 horas. Doses mais altas podem ser necessárias de acordo com suscetibilidade do organismo.
Actinomicose
- Doença cervicofacial: 1 a 6 milhões de unidades/dia.
- Doença abdominal ou torácica: 10 a 20 milhões de unidades/dia.
Infecções por Clostridioides
- Botulismo (terapia adjuvante à antitoxina): 20 milhões de unidade/dia.
- Gangrena gasosa (desbridamento ou cirurgia, conforme indicado: 20 milhões de unidade/dia.
- Tétano (terapia adjuvante a globulina tetânica humana): 20 milhões de unidade/dia.
Difteria (terapia adjuvante à antitoxina e prevenção de transmissão)
2 a 3 milhões de unidades/dia em doses divididas por 10 a 12 dias.
Endocardite por Erysipelotrix
12 a 20 milhões de unidades/dia por 4 a 6 semanas.
Fusoespiroquetosis (infecções graves de orofaringe [infecção de Vincent], trato respiratório inferior e região genital)
5 a 10 milhões de unidades/dia.
Infecções por Listeria
- Meningite: 15 a 20 milhões de unidade/dia por 2 semanas.
- Endocardite: 15 a 20 milhões de unidade/dia por 4 semanas.
Infecções por Pasteurella incluindo bacteremia e meningite
4 a 6 milhões de unidades /dia, por 2 semanas.
Eritema artrítico epidêmico (“Harverhill fever”)
12 a 20 milhões de unidades/dia, por 3 a 4 semanas.
Febre da mordedura do rato
12 a 20 milhões de unidades/dia, por 3 a 4 semanas.
Infecção gonocócica disseminada como meningite, endocardite, artrite etc., causada por microrganismos suscetíveis a penicilina
10 milhões de unidades/dia, duração depende do tipo de infecção.
Sífilis (neurossífilis)
12 a 24 milhões de unidades/dia, divididos a cada 4, por 10 a 14 dias. Alguns experts recomendam terapia adicional com Penicilina benzatina 2,4 milhões de unidades por semana por 3 semanas após término da terapia endovenosa.
Meningite meningocócica e/ou septicemia
24 milhões de unidades/dia, com 2 milhões de unidades a cada 2 horas
Pacientes pediátricos
Infecção grave, como pneumonia e endocardite, secundária a cepas suscetíveis de estreptococos (inclusive Streptococcus pneumoniae) e meningococo
150.000 – 300.000 UI/Kg/dia, divididos em doses iguais a cada 4-6 horas; duração depende do organismo infectante e do tipo de infecção.
Meningite causada por cepas suscetíveis de pneumococos e meningococos
250.000 UI/Kg/dia divididos em doses iguais a cada 4 horas por 7 a 14 dias dependendo do organismo infectante (dose máxima de 12-20 milhões UI/dia).
Infecções gonocócicas disseminadas (cepas suscetíveis a penicilina)
Peso menor que 45Kg
- Artrite: 100.000 unidades/Kg/dia em 4 doses iguais por 7 a 10 dias.
- Meningite: 250.000 unidades/Kg/dia em doses iguais a cada 4 horas por 10 a 14 dias.
- Endocardite: 250.000 unidades/Kg/dia em doses iguais a cada 4 horas por 4 semanas.
Peso ≥ 45Kg
- Artrite, meningite, endocardite: 10 milhões de unidades/dia, divididas em doses iguais, com duração da terapia de acordo com a infecção.
Sífilis (congênita e neurossífilis) após período neonatal
200.000 a 300.000 unidades/Kg/dia (administradas como 50.000 unidades/Kg a cada 4 a 6 horas) por 10 a 14 dias.
Difteria (terapia adjuvante à antitoxina e prevenção de transmissão)
150.000 a 200.000 unidades/Kg/dia em doses iguais a cada 6 horas por 7 a 10 dias.
Eritema artrítico epidêmico (“Harverhill fever”) e Febre da mordedura do rato (com endocardite causada por S. moniliforme)
150.000 a 250.000 unidades/Kg/dia em doses iguais a cada 4 horas por 4 semanas.
Uso em pacientes com comprometimento renal
A penicilina G potássica é relativamente não tóxica, e ajustes de dose são geralmente necessários em casos de insuficiência renal grave.
As seguintes doses são recomendadas:
- Clearence de creatinina menor que 10mL/min/1,73m²: administrar dose de ataque completa (vide doses e posologias recmendadas nas tabelas acima), seguida de metade da dose de ataque a cada 8 a 10 horas;
- Pacientes urêmicos com clearence de creatinina maior que 10mL/min/1,73m²: administrar a dose de ataque completa (vide doses e posologias recmendadas nas tabelas acima) seguida de metade da dose de ataque a cada 4 a 5 horas. Modificações adicionais da dose podem ser feitas em pacientes com insuficiência hepática e renal.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)