Precauções - Maleato de Midazolam Eurofarma - Momenta

Bula Maleato de Midazolam Eurofarma - Momenta

Princípio ativo: Cloridrato de Midazolam

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais cuidados devo ter ao usar o Maleato de Midazolam Eurofarma - Momenta?

Midazolam deve ser usado somente quando materiais de ressuscitação apropriados para o tamanho e a idade estão disponíveis, desta maneira, administração intravenosa de midazolam pode deprimir a contratilidade miocárdica e causar apneia. Eventos adversos cardiorrespiratórios graves ocorreram em raras ocasiões. Estes incluem depressão respiratória, apneia, parada respiratória e/ou parada cardíaca.

Tais incidentes de risco de vida são mais prováveis de ocorrer em adultos com mais de 60 anos de idade, naqueles com insuficiência respiratória pré-existente ou prejuízo da função cardíaca, e pacientes pediátricos com instabilidade cardiovascular, particularmente quando a injeção é administrada muito rapidamente ou quando uma alta dose é administrada.

Cuidados especiais devem ser observados ao administrar midazolam parenteralmente a pacientes representantes de grupos de alto risco:

  • Adultos com mais de 60 anos de idade;
  • Pacientes cronicamente doentes ou debilitados; 
  • Pacientes com insuficiência respiratória crônica; 
  • Pacientes com insuficiência renal crônica, insuficiência hepática ou com insuficiência cardíaca congestiva; 
  • Pacientes pediátricos com instabilidade cardiovascular.

Estes pacientes de alto risco requerem doses menores e devem ser monitorizados continuamente para sinais precoces de alteração das funções vitais.

Benzodiazepínicos devem ser usados com extrema cautela em pacientes com história de álcool ou abuso de drogas.

Assim como com qualquer substância depressora do sistema nervoso central com propriedades músculo-relaxantes, cuidados particulares devem ser tomados quando da administração de midazolam em pacientes com miastenia gravis, devido à pré-existente fraqueza muscular.

Tolerância

Alguma perda de eficácia foi relatada, quando midazolam foi usado como sedação de tempo prolongado em unidades de terapia intensiva.

Dependência

Quando midazolam é usado em sedação de tempo prolongado, deve-se ter em mente que dependência física ao midazolam pode se desenvolver. O risco de dependência aumenta com a dose e a duração do tratamento.

Sintomas de retirada

Durante tratamento prolongado com midazolam em unidade de terapia intensiva, dependência física pode se desenvolver. Portanto, término abrupto do tratamento pode ser acompanhado por sintomas de retirada. Os seguintes sintomas podem ocorrer: cefaleias, dor muscular, ansiedade, tensão, agitação, confusão, irritabilidade, rebote de insônia, mudanças de humor, alucinações e convulsões. Desde que o risco de sintomas de retirada é maior após a descontinuação abrupta do tratamento, é recomendado que a dose seja diminuída gradualmente.

Amnésia

Midazolam causa amnésia anterógrada (freqüentemente este efeito é muito desejável em situações como antes e durante procedimentos cirúrgicos), a duração deste efeito é diretamente relacionada à dose administrada. Amnésia prolongada pode proporcionar problemas para pacientes ambulatoriais, que são programados para dispensa seguindo a intervenção. Após receberem midazolam parenteralmente, os pacientes devem ser dispensados do hospital ou do consultório somente se acompanhados por um atendente.

A eliminação de midazolam do organismo pode ser retardada em pacientes recebendo componentes que inibem certas enzimas hepáticas (particularmente o citocromo p 450 III a), em pacientes com disfunção hepática, com baixo débito cardíaco e em neonatos.

Eventos hemodinâmicos adversos foram relatados em pacientes pediátricos com instabilidade cardiovascular; administração intravenosa rápida deve ser evitada nesta população.

Crianças pré-termo e neonatos

Devido ao risco aumentado de apneia, extrema cautela é necessária quando sedando pacientes pré-termo e antes de pré-termo cujas traqueias não estejam entubadas.

Injeção rápida deve ser evitada na população neonata.

O neonato também possui função orgânica imatura ou reduzida e é também vulnerável aos efeitos profundos e prolongados do midazolam.

Uso durante a gravidez e lactação

Dados insuficientes estão disponíveis para o midazolam para mensurar sua segurança durante a gravidez. Os benzodiazepínicos devem ser evitados durante a gravidez. Se, excepcionalmente é considerado pelo médico que a administração do medicamento durante o trabalho de parto ou parto é essencial, efeitos no feto tais como hipotermia, hipotonia, sucção fraca e moderada depressão respiratória podem ser esperados, devido à ação farmacológica do produto. Entretanto, bebês nascidos de mães que receberam benzodiazepínicos cronicamente durante o último estágio da gravidez podem ter desenvolvido dependência e podem estar sob algum risco de desenvolver sintomas de retirada no período após o nascimento.

Uma vez que o midazolam passa para o leite materno, midazolam não deve ser administrado a mães que estejam amamentando.

Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas

Sedação, amnésia, prejuízo da concentração e prejuízo da função muscular podem afetar adversamente a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas. Antes de receber midazolam o paciente deve ser orientado a não dirigir veículo ou operar máquina até sua recuperação.

Pacientes idosos

Pacientes idosos geralmente necessitam de menos midazolam para indução; uma dose adicional de 0,3 mg/kg é recomendada.