Precauções - IVB Insulina Humana R

Bula IVB Insulina Humana R

Princípio ativo: Insulina Humana

Classe Terapêutica: Insulina Humana e Análogos, de Ação Rápida

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais cuidados devo ter ao usar o IVB Insulina Humana R?

Broncoespasmo agudo em pacientes com doença pulmonar crônica

Devido ao risco de broncoespasmo agudo, Insulina Humana é contraindicado em pacientes com doença pulmonar crônica tais como asma e DPOC.

Antes de iniciar o tratamento com Insulina Humana, avaliar todos os pacientes pelo histórico médico, exame físico e espirometria (VEF1 = Volume Expiratório Forçado em 1 segundo) para identificar potencial doença pulmonar subjacente.

Broncoespasmo agudo foi observado após uso de Insulina Humana em pacientes com asma e com DPOC. Em um estudo em pacientes com asma, foram relatados broncoconstrição e sibilos após uso de Insulina Humana, em 29% (5 de 17) e 0% (0 de 13) dos pacientes com e sem diagnóstico de asma, respectivamente. Neste estudo, um declínio médio no VEF1 de 400 ml foi observado 15 minutos após uma única dose em pacientes com asma. Em um estudo em pacientes com DPOC (n=8), um declínio médio do VEF1 de 200ml foi observado 18 minutos após administração de dose única de Insulina Humana. A segurança e eficácia a longo prazo de Insulina Humana em pacientes com doença pulmonar crônica não foi estabelecida.

Mudanças no regime de insulina

Monitoramento da glicemia é essencial em pacientes recebendo terapia insulínica.

Mudanças na concentração de insulina, fabricante, tipo ou método de administração podem afetar o controle glicêmico e predispõem à hipoglicemia ou hiperglicemia. Estas mudanças devem ser feitas sob supervisão médica e a frequência de monitorização da glicemia devem aumentar. O tratamento antidiabético oral concomitante pode precisar de ajuste.

Monitorar cuidadosamente a glicemia em pacientes requerendo doses altas de Insulina Humana. Se, nestes pacientes, o controle da glicemia não for alcançado com doses aumentadas de Insulina Humana, considerar o uso de insulina prandial subcutânea.

Hipoglicemia

Hipoglicemia é a reação adversa mais comum associada às insulinas, incluindo Insulina Humana. Hipoglicemia severa pode causar convulsões, pode ameaçar a vida ou até mesmo ser fatal. A hipoglicemia pode comprometer a habilidade de concentração e tempo de reação; isto pode colocar um indivíduo e outros em risco em situações onde estas habilidades são importantes (ex: direção de veículos ou operação de máquinas).

A duração da hipoglicemia usualmente reflete o perfil de tempo de ação da formulação de insulina administrada. Insulina Humana tem um perfil distinto de tempo de ação, o que impacta no tempo de hipoglicemia. A hipoglicemia pode ocorrer de repente e os sintomas podem diferir entre indivíduos e mudar ao longo do tempo em um mesmo indivíduo. A percepção sintomática da hipoglicemia pode ser menos pronunciada em pacientes com diabetes de longa data, em pacientes com - neuropatia diabética, em pacientes usando certas medicações, ou em pacientes que vivenciam hipoglicemias recorrentes. Outros fatores que podem aumentar o risco de hipoglicemia incluem o padrão de refeições (ex: conteúdo de macronutrientes ou horário das refeições), mudança no nível de atividade física, ou mudanças em medicamentos coadministrados. Pacientes com comprometimento renal ou hepático podem estar em maior risco de hipoglicemia.

Estratégias de mitigação de risco para hipoglicemia:

Pacientes e cuidadores devem ser educados para reconhecer e tratar a hipoglicemia. A automonitorização da glicemia exerce função essencial na prevenção e manejo da hipoglicemia. Em pacientes com maior risco para hipoglicemia e pacientes que tenham percepção sintomática reduzida para hipoglicemia, recomenda-se maior frequência de monitorização da glicemia.

Declínio da função pulmonar

Insulina Humana causa um declínio da função pulmonar ao longo do tempo, medida pelo VEF1 (Volume Expiratório Forçado em 1 segundo). Nos estudos clínicos excluindo pacientes com doença pulmonar crônica e com duração de até 2 anos, pacientes tratados com Insulina Humana vivenciaram um pequeno declínio do VEF1 [40 mL (95% CI: - 80, -1)], maior que o de pacientes tratados com o comparador. O declínio do VEF1 foi notado dentro dos primeiros 3 meses e persistiu pela duração completa da terapia (até 2 anos de observação). Nesta população, a taxa anual de declínio do VEF1 não pareceu piorar com duração continuada do uso. Os efeitos de Insulina Humana sobre a função pulmonar para tratamentos maiores que 2 anos não foi estabelecido. Há dados insuficientes de estudos de longo prazo para conclusões acerca da reversibilidade do efeito sobre o VEF1 após a descontinuação de Insulina Humana. As mudanças observadas no VEF1 foram similares em pacientes com diabetes tipo 1 e tipo 2.

A função pulmonar do paciente deve ser avaliada (por exemplo por espirometria) na linha de base, após os 6 primeiros meses de terapia, e anualmente a partir daí, mesmo na ausência de sintomas pulmonares. Em pacientes que apresentam um declínio ≥ 20% no VEF1 a partir da linha de base, deve ser considerada a descontinuação do tratamento com Insulina Humana. Considerar monitorização mais frequente da função pulmonar em pacientes com sintomas pulmonares tais como sibilos, broncoespasmos, dificuldades respiratórias ou tosse persistente ou recorrente. Se os sintomas persistirem, descontinuar Insulina Humana.

Câncer de pulmão

Em estudos clínicos foram observados dois casos de câncer de pulmão, um em estudo controlado e um em estudo não controlado (2 casos em 2.750 pacientes-ano de exposição), em pacientes expostos ao Insulina Humana enquanto nenhum caso de câncer de pulmão foi observado nos comparadores (0 casos em 2.169 pacientes-ano de exposição). Em ambos os casos, um histórico prévio de forte uso de tabaco foi identificado como fator de risco para câncer de pulmão. Dois casos adicionais de câncer de pulmão (de células escamosas e blastoma pulmonar) ocorreram em pacientes não fumantes expostos ao Insulina Humana e foram relatados por investigadores após conclusão do estudo clínico. Estes dados são insuficientes para determinar se Insulina Humana tem um efeito em tumores do pulmão ou do trato respiratório. Em pacientes com câncer pulmonar ativo, com histórico prévio de câncer de pulmão, ou em pacientes em risco para câncer de pulmão, considerar se os benefícios de Insulina Humana superam este risco potencial.

Cetoacidose diabética

Em estudos clínicos onde pacientes com diabetes tipo 1 foram recrutados, a cetoacidose diabética (CAD) foi mais comum em voluntários recebendo Insulina Humana (0,43%; n=13) do que em voluntários recebendo comparadores (0,14%; n=3). Em pacientes em risco de CAD, tais como aqueles com doença ou infecção aguda, a frequência da monitorização deve ser aumentada e a administração de insulina usando via alternativa de administração deve ser considerada.

Reações de hipersensibilidade

Alergia generalizada, severa, com ameaça à vida, incluindo anafilaxia, pode ocorrer com produtos à base de insulina, incluindo Insulina Humana. Se ocorrerem reações de hipersensibilidade, descontinuar Insulina Humana, tratar conforme os cuidados padrão e monitorar até que os sintomas e sinais se resolvam.

Insulina Humana é contraindicado em pacientes que tiveram reações de hipersensibilidade ao Insulina Humana ou a qualquer um dos seus excipientes.

Hipocalemia

Todos os produtos à base de insulina, incluindo Insulina Humana, causam um deslocamento no potássio do espaço extracelular para o intracelular, possivelmente levando à hipocalemia. Hipocalemia não tratada pode causar paralisia respiratória, arritmia ventricular e morte. Monitorar os níveis de potássio em pacientes com risco de hipocalemia (ex: pacientes com medicações que reduzem potássio, pacientes tomando medicações sensíveis às concentrações séricas de potássio e pacientes recebendo insulina administrada por via intravenosa).

Retenção de fluidos e insuficiência cardíaca com uso concomitante de agonistas PPAR-gama

Tiazolidinedionas (TZDs), são agonistas do receptor ativado por proliferador de peroxissoma gama (PPAR) e podem causar uma retenção de fluido relacionada à dose, particularmente quando usadas em combinação com insulina. Retenção de fluidos pode levar à insuficiência cardíaca ou sua exacerbação. Pacientes tratados com insulina, incluindo Insulina Humana, e um agonista de PPAR-gama, devem ser observados para os sinais e sintomas da insuficiência cardíaca. Se a insuficiência cardíaca se desenvolver, deve ser tratada de acordo com cuidado padrão e descontinuação ou redução de dose do agonista de PPAR-gama deve ser considerada.

Gravidez e lactação

Resumo do risco

Os limitados dados disponíveis com uso de Insulina Humana em mulheres grávidas são insuficientes para determinar os riscos associados ao medicamento para resultados adversos de desenvolvimento. A informação disponível de estudos publicados com uso de insulina humana durante a gravidez não relatou associação clara da insulina humana com resultados adversos de desenvolvimento. Existem riscos para a mãe e o feto associados à diabetes mal controlada durante a gravidez. Nos estudos de reprodução animal, não houve resultados adversos de desenvolvimento com a administração subcutânea de partículas carreadoras (veículo sem insulina) em ratas gravidas durante organogênese, em doses 14-21 vezes a dose diária máxima recomendada.

O risco estimado de defeitos congênitos maiores é de 6-10% em mulheres com diabetes pré-gestacional com HbA1c> 7 e foi relatado como sendo tão alto quanto 20-25% em mulheres com HbA1c> 10. O risco estimado de aborto espontâneo para a população indicada é desconhecido. Na população geral dos EUA, o risco estimado de defeitos congênitos maiores e abortos em gravidezes clinicamente reconhecidas é 2-4% e 15-20%, respectivamente.

Considerações clínicas

Risco materno e / ou embrionário / fetal associado à doença

A diabetes mal controlada na gravidez aumenta o risco materno para cetoacidose diabética, pré-eclâmpsia, abortos espontâneos, parto prematuro, parto fetal e complicações de parto. Também aumenta o risco fetal de defeitos congênitos maiores, parto fetal e morbidade relacionada à macrosomia.

Dados

Dados em humanos

Existem dados limitados com o uso de Insulina Humana em mulheres grávidas. Os dados publicados não relatam associação clara de insulina humana com defeitos congênitos maiores, aborto espontâneo ou resultados adversos maternos ou fetais quando a insulina humana é usada durante a gravidez. No entanto, esses estudos não podem estabelecer definitivamente a ausência de qualquer risco devido a limitações metodológicas, incluindo pequeno tamanho da amostra e falta de estudo-cego.

Dados em animais

Em ratas grávidas recebendo dose subcutâneas de 10, 30 e 100 mg/kg/dia de partículas carreadoras (veículo sem insulina), do dia gestacional 6 ao dia 17 (organogênese), nenhuma grande malformação foi observada em até 100 mg/kg/dia (exposição sistêmica 14-21 vezes a exposição sistêmica humana, resultando de uma dose máxima recomendada de 99 mg de Insulina Humana com base na ASC). Em coelhas grávidas recebendo doses subcutâneas de 2, 10 e 100 mg/kg/dia de partículas carreadoras (veículo sem insulina) do dia gestacional 7 até o 19 (organogênese), efeitos maternos adversos foram observados em todos os grupos de dose (em exposição sistêmica humana seguindo dose de 99 mg de Insulina Humana, com base na ASC).

Em ratas grávidas recebendo doses subcutâneas de 10, 30 e 100 mg/kg/dia de partículas carreadoras (veículo sem insulina) do dia gestacional 7 até o dia 20 de lactação (desmame), redução no epidídimo e peso dos testículos foram observados para os filhotes, contudo, nenhuma diminuição de fertilidade foi notada, e foi observado prejuízo no aprendizado em filhotes a ≥ 30 mg/kg/dia (exposição sistêmica 6 vezes a exposição sistêmica humana na dose máxima diária de Insulina Humana de 99 mg com base na ASC).

Lactação

Resumo do risco

Não há dados sobre a presença de Insulina Humana no leite humano, sobre os efeitos no bebê amamentado ou sobre os efeitos na a produção de leite. Um pequeno estudo publicado relatou que a insulina exógena estava presente no leite humano. Não foram observados efeitos adversos em lactentes. As partículas carreadoras estão presentes no leite de rata. É improvável que os efeitos adversos potenciais relacionados à administração inalatória de Insulina Humana sejam associados à exposição potencial de Insulina Humana através do leite materno. Os benefícios da amamentação para o desenvolvimento e a saúde devem ser considerados juntamente com a necessidade clínica de Insulina Humana pela mãe e quaisquer efeitos adversos potenciais sobre o bebê amamentado pela mãe usando Insulina Humana ou na condição materna subjacente.

Dados

A administração subcutânea da partícula carreadoras em ratas lactantes resultou na excreção da partícula carreadoras no leite da rata em níveis que eram aproximadamente 10% da exposição materna. Dado aos resultados do estudo em ratas, é altamente provável que a insulina e o carrreador de Insulina Humana sejam excretados no leite humano.

Categoria de risco na gravidez: C.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas, ou amamentando, sem orientação médica ou do cirurgiãodentista.

Populações especiais

Uso pediátrico

Insulina Humana não foi estudado em pacientes com menos de 18 anos de idade.

Pacientes idosos (≥ 65 anos)

Nos estudos clínicos de Insulina Humana, 381 pacientes tinham 65 anos de idade ou mais, dos quais 20 tinham 75 anos de idade ou mais. Nenhuma diferença geral na segurança ou eficácia foi observada entre pacientes acima de 65 anos e nos pacientes mais jovens. A experiência terapêutica em pacientes ≥ 75 anos é limitada.

Estudos farmacocinéticos/farmacodinâmicos para avaliar o efeito da idade não foram conduzidos.

Insuficiência hepática

O efeito da insuficiência hepática na farmacocinética de Insulina Humana não foi estudado.

Monitorização frequente de glicose e ajustes de dose de Insulina Humana podem ser necessários em pacientes com comprometimento hepático.

Insuficiência renal

O efeito da insuficiência renal na farmacocinética de Insulina Humana não foi estudado.

Alguns estudos com insulina humana mostraram níveis circulantes aumentados de insulina em pacientes com insuficiência renal. A monitorização frequente de glicose e os ajustes de dose de Insulina Humana podem ser necessários em pacientes com comprometimento renal.

Este medicamento pode causar doping.

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