Interação Medicamentosa - Irnocam

Bula Irnocam

Princípio ativo: Cloridrato de Irinotecano

Classe Terapêutica: Agentes Antineoplásicos Vinca Alcalóides

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Irnocam com outros remédios?

Bloqueadores neuromusculares

A interação entre Irnocam e bloqueadores neuromusculares (uma classe de medicamentos que bloqueia a interação entre nervos e músculos) não pode ser descartada, uma vez que ele pode prolongar o efeito neuromuscular do suxametônio (um tipo de bloqueador neuromuscular) e antagonizar (bloquear o efeito) de outros bloqueadores neuromusculares.

Agentes antineoplásicos

Eventos de Irnocam, como a mielossupressão (diminuição da função da medula óssea, órgão responsável pela produção das células sanguíneas) e a diarreia, podem ser exacerbados (aumentados) pela associação com outros agentes antineoplásicos que causem eventos adversos semelhantes.

Dexametasona

Foi relatada linfocitopenia (redução do número de linfócitos, células sanguíneas de defesa) em pacientes em tratamento com Irnocam, sendo possível que a administração de dexametasona como profilaxia (ação preventiva) antiemética possa aumentar a probabilidade de ocorrência desse efeito. Contudo, não foram observadas infecções graves e nenhuma complicação foi especificamente atribuída à linfocitopenia. Foi também relatada hiperglicemia (concentração elevada de glicose no sangue) em pacientes com um histórico de diabetes mellitus ou evidência de intolerância à glicose previamente à administração de Irnocam. É provável que a dexametasona, aplicada como profilaxia (prevenção) antiemética, possa ter contribuído para o surgimento de hiperglicemia em alguns pacientes.

Proclorperazina

A incidência de acatisia (condição em que o paciente sente uma grande dificuldade em permanecer parado, sentado ou imóvel) nos estudos clínicos (estudos realizados para avaliar o medicamento), em esquema de doses semanais, foi um pouco maior (8,5%, 4/47 pacientes) quando se administrou proclorperazina no mesmo dia que irinotecano, do que quando esses medicamentos foram administrados em dias separados (1,3%, 1/80 pacientes). Todavia, a incidência de 8,5% de acatisia encontra-se dentro da faixa relatada para o uso de proclorperazina, quando administrada como um pré-medicamento para outras terapias quimioterápicas.

Laxantes

É esperado que laxantes usados durante a terapia com o irinotecano piorem a incidência ou gravidade da diarreia.

Diuréticos

Desidratação secundária a vômitos e/ou diarreia pode ser induzida pelo Irnocam. O médico pode considerar a suspensão do diurético durante o tratamento com o irinotecano e durante períodos de vômitos e diarreia ativos.

Anticonvulsivantes

A coadministração (ao mesmo tempo) de medicamentos anticonvulsivantes (medicamentos que previnem a ocorrência de convulsões) indutores do CYP3A (que induz a metabolização de outras drogas pelo fígado) (por ex.: carbamazepina, fenobarbital ou fenitoína) reduzem a exposição ao metabólito ativo SN-38. Deve-se ter cautela ao iniciar ou substituir anticonvulsivantes não indutores enzimáticos pelo menos 1 semana antes do inicio da terapia com Irnocam.

Cetoconazol

O clearance (eliminação) do Irnocam é reduzido significativamente em pacientes recebendo cetoconazol concomitantemente ao Irnocam. O cetoconazol deve ser descontinuado pelo menos 1 semana antes de iniciar o tratamento com Irnocam e não deve ser administrado durante a terapia com Irnocam.

Erva de São João (Hypericum perforatum)

Deve ser descontinuada pelo menos 1 semana antes do primeiro ciclo de Irnocam, e não deve ser administrada durante todo o tratamento com o quimioterápico.

Sulfato de atazanavir

Tem o potencial de aumentar o metabólito ativo do Irnocam. Médicos devem levar isto em consideração quando coadministrar estes medicamentos.

Bevacizumabe

Resultados de um estudo específico de interação medicamentosa demonstraram nenhum efeito significativo do bevacizumabe na farmacocinética de irinotecano e seu metabólito ativo SN-38.

Vacinas

A administração de vacinas vivas ou atenuadas (microorganismos mortos ou inativados) em pacientes imunocomprometidos por agentes quimioterápicos, incluindo Irnocam, pode resultar em infecções graves ou fatais. A vacinação com vacinas vivas deve ser evitada em pacientes recebendo Irnocam. As vacinas mortas ou inativadas podem ser administradas. Entretanto, a resposta a tais vacinas pode ser diminuída.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

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