Quais cuidados devo ter ao usar o Hexaxim?

Informe o médico ou enfermeira antes da vacinação se a criança:

  • Está com febre alta ou moderada ou uma doença aguda (por exemplo, febre, garganta inflamada, tosse, resfriado ou gripe). Pode ser necessário adiar a vacinação com Hexaxim até que sua criança esteja melhor.
  • É alérgica (hipersensível) ao glutaraldeído, formaldeído, neomicina, estreptomicina ou polimixina B, uma vez que estas substâncias são utilizadas durante o processo de fabricação.
  • Está fazendo algum tratamento que reduza a proteção do sistema imunológico da criança ou se sua criança apresenta imunodeficiência: nestes casos, a resposta imunológica à vacina pode ser diminuída. É recomendado esperar o final do tratamento ou da doença antes de vacinar. Entretanto, a vacinação em crianças com imunodeficiência crônica, como uma infecção por HIV, é recomendada mesmo que a resposta de anticorpos seja limitada.
  • Sofre de insuficiência renal crônica (doença no rim).
  • Apresentou, após o recebimento de uma vacina contendo toxoide tetânico (vacina tétano) Síndrome de Guillain-Barré (sensibilidade anormal, paralisia) ou neurite braquial (paralisia, dor difusa no braço e ombro). A decisão de aplicar outra vacina contendo toxoide tetânico deve ser avaliada pelo médico.
  • Sofre de esclerose múltipla (incluindo distúrbios de visão, formigamento, paralisia facial, dormência ou fraqueza dos músculos, problemas com coordenação e equilíbrio). O médico fará uma análise do benefício potencial oferecido pela vacinação.
  • Tem algum problema no sangue que cause hematomas (manchas roxas) facilmente ou sangramento por um tempo muito longo após pequenos cortes. O médico irá avisar se sua criança deve receber Hexaxim.
  • Tem histórico de convulsões febris. Se sim, ela deve ser acompanhada de perto, uma vez que os eventos adversos podem ocorrer entre 2 e 3 dias após a vacinação. Se existir um histórico de convulsões febris, convulsões e Síndrome de Morte Súbita Infantil na família, isto não constitui contraindicação ao uso desta vacina.
  • Se qualquer dos eventos a seguir ocorreu após o recebimento de vacinas, a decisão de aplicar outras doses de vacinas contra coqueluche deve ser cuidadosamente considerada:
    • Temperatura de 40°C ou mais em até 48 horas sem outra causa identificável;
    • Colapso ou estado tipo choque com episódio hipotônico-hiporresponsivo (diminuição da energia) em até 48 horas da vacinação;
    • Choro persistente e inconsolável com duração de 3 horas ou mais, ocorrido em até 48 horas da vacinação;
    • Convulsão com ou sem febre, ocorrendo em até 3 dias da vacinação.

Poderá haver algumas circunstâncias, como um elevado número de casos de coqueluche, em que os potenciais benefícios superam possíveis riscos.

O desmaio pode ocorrer após, ou mesmo antes, de qualquer injeção com agulha. Portanto, informe ao seu médico ou enfermeira que seu filho já desmaiou anteriormente ao tomar uma injeção.

A segurança e eficácia da vacina em crianças com idade superior a 24 meses não foram estabelecidas.

Esta vacina não protege contra hepatites causadas por outros vírus, como:

  • Vírus da hepatite A, hepatite C e hepatite E ou por outros vírus, bactérias ou vermes que afetam o fígado. Também não protege contra doenças infecciosas causadas por outros tipos de Haemophilus influenzae ou contra meningite de outras origens e causas.

Uma vez que o período de incubação (período que o vírus entra no organismo até começar a se reproduzir e agredir o corpo) da hepatite B é muito longo, é possível que já esteja ocorrendo uma infecção não reconhecida por hepatite B no momento da vacinação. Neste caso, a vacina pode não prevenir uma infecção por hepatite B, pois a infecção já está acontecendo.

Nenhuma preocupação específica de segurança foi observada em bebês expostos ao HIV.

Uso em bebês prematuros

A resposta imunológica foi avaliada em 105 bebês prematuros e os níveis soroprotetores foram alcançados. Não foram coletados dados de segurança em bebês prematuros de 37 semanas ou menos de gestação, durante os ensaios clínicos.

O risco potencial de apneia e a necessidade de monitoramento respiratório por 48 a 72 horas devem ser considerados ao administrar a série de imunização primária para bebês muito prematuros (nascidos de 28 semanas ou menos de gestação) e particularmente, para aqueles com história prévia de imaturidade respiratória.

Como o benefício da vacinação é alto neste grupo de bebês, a vacinação não deve ser descartada ou adiada.

Uso na gravidez e lactação

Esta vacina não é indicada para a administração em mulheres em idade fértil.

Esta vacina não deve ser utilizada em mulheres grávidas sem orientação médica.