Reações Adversas - Herzuma

Bula Herzuma

Princípio ativo: Trastuzumabe

Classe Terapêutica: Anticorpos Monoclonais Antineoplásicos, HER-2

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Herzuma?

Assim como os medicamentos antitumorais de modo geral, Herzuma® pode causar reações indesejáveis.

A Tabela 1 a seguir resume as reações adversas que foram relatadas em associação com o uso de Herzuma® isolado ou em combinação com quimioterapia em estudos clínicos. Todos os termos incluídos são baseados na maior porcentagem observada nos estudos clínicos.

Tendo em vista que Herzuma® é comumente utilizado com outros agentes quimioterápicos e radioterapia, geralmente é difícil de confirmar a relação causal dos eventos adversos para um fármaco/radioterapia em particular.

A categoria de frequência correspondente para cada reação adversa ao medicamento é baseada na seguinte convenção:

  • Muito comum (1/10);
  • Comum (1/100 a < 1/10);
  • Incomum (≥ 1/1.000 a < 1/100);
  • Rara (≥ 1/10.000 a < 1/1.000);
  • Muito rara (< 1/10.000);
  • Não conhecida (não pode ser estimada com base nos dados disponíveis).

Dentro de cada grupo de frequência, as reações adversas são apresentadas em ordem decrescente de gravidade.

Tabela 1 - Resumo das reações adversas ao medicamento que ocorreram em pacientes tratados com trastuzumabe (Herceptin®) em estudos clínicos:

Classe do sistema orgânico

Reação adversa*

Frequência

Infecções e infestações

Nasofaringite

Muito comum

Infecção

Muito comum

Influenza

Comum

Faringite

Comum

Sinusite

Comum

Rinite

Comum

Infecção do trato respiratório superior

Comum

Infecção do trato urinário

Comum

Sepse neutropênicaComum

Distúrbios dos sistemas sanguíneo e linfático

Anemia

Muito comum

Trombocitopenia

Muito comum

Neutropenia febril

Muito comum

Redução da contagem de células brancas sanguíneas / leucopenia

Muito comum

Neutropenia

Muito comum

Distúrbios do sistema imune

Hipersensibilidade

Comum

Choque anafiláticoRaro

Distúrbios metabólicos e nutricionais

Redução de peso

Muito comum

Aumento de peso

Muito comum

Redução do apetite

Muito comum

Distúrbios psiquiátricos

Insônia

Muito comum

Depressão

Comum

Ansiedade

Comum

Distúrbios do sistema nervoso

Tontura

Muito comum

Cefaleia

Muito comum

Parestesia

Muito comum

Hipoestesia

Muito comum

Disgeusia

Muito comum

Hipertonia

Comum

Neutropatia periférica

Comum

Sonolência

Comum

Distúrbios oculares

Lacrimejamento (aumento)

Muito comum

Conjuntivite

Muito comum

Distúbios do ouvido e do labirinto

Surdez

Incomum

Distúrbios cardíacos

Diminuição da fração de ejeção

Muito comum

+Insuficiência cardíaca (congestiva)

Comum

Cardiomiopatia

Comum

+1 Taquiarritmia supraventricular

Comum

Palpitação

Comum

Efusão pericárdicaIncomum

Distúrbios vasculares

Linfedema

Muito comum

Fogachos

Muito comum

+1 Hipotensão

Comum

Hipertensão

Comum

Vasodilatação

Comum

Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino

Dispenia

Muito comum

Epistaxe

Muito comum

Dor orofaríngea

Muito comum

Tosse

Muito comum

Rinorreia

Muito comum

Asma

Comum

Distúrbio pulmonar

Comum

Efusão pleural

Comum

Pneumonia

Comum

Pneumonite

Incomum

Chiado

Incomum

Distúrbios gastrintestinais

Diarreia

Muito comum

Vômito

Muito comum

Náusea

Muito comum

Dor abdominal

Muito comum

Dispepsia

Muito comum

Constipação

Muito comum

Estomatite

Muito comum

Distúrbios hepatobiliares

Dano hepatocelular

Comum

Icterícia

Rara

Distúrbios de pele e tecido subcutâneo

Eritema

Muito comum

Rash

Muito comum

Alopecia

Muito comum

Síndrome da eritrodisestesia palmo-plantar

Muito comum

Distúrbio ungueal

Muito comum

Acne

Comum

Dermatite

Comum

Pele seca

Comum

Hiperidrose

Comum

Rash maculopapular

Comum

Prurido

Comum

Onicoclasia

Comum

Urticária

Incomum

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo

Artralgia

Muito comum

Mialgia

Muito comum

Artrite

Comum

Dor nas costas

Comum

Dor óssea

Comum

Espasmos musculares

Comum

Dor no pescoço

Comum

Dor nas extremidades

Comum

Distúrbios gerais e condições no local de administração

Astenia

Muito comum

Dor torácica

Muito comum

Calafrios

Muito comum

Fadiga

Muito comum

Mal-estar semelhantes à gripe

Muito comum

Reação relacionada à infusão

Muito comum

Dor

Muito comum

Pirexia

Muito comum

Edema periférico

Muito comum

Inflamação da mucosa

Muito comum

Edema

Comum

Indisposição

Comum

Danos, intoxicação e complicações de procedimentos

Toxicidade ungueal

Muito comum

*As reações adversas ao medicamento são identificadas como eventos que ocorreram com, pelo menos, 2% de diferença, quando comparado ao braço controle em, pelo menos, um dos maiores estudos clínicos randomizados. As reações adversas ao medicamento foram adicionadas à categoria apropriada da classe do sistema orgânico e apresentadas em uma única tabela de acordo com a maior incidência observada em qualquer um dos maiores estudos clínicos.
+Denota as reações adversas que foram relatadas em associação com resultado fatal.
1Denota as reações adversas que são relatadas amplamente em associação com reações relacionadas com a infusão. Porcentagens específicas para esses eventos não estão disponíveis.

A segurança e a toxicidade de Herzuma® foram avaliadas em 3 estudos durante o desenvolvimento da medicação cujo comparador foi o Herceptin®. Na Tabela 2 estão relacionados os eventos adversos encontrados no maior estudo (CT-P10 3.2).

Tabela 2 - Resumo das reações adversas ao medicamento que ocorreram em pacientes tratados com Herzuma® em estudos clínicos (Estudo CT-P6 1.5):

Classe do sistema orgânico

Reação adversa

Frequência

Distúrbios gerais e condições no local de administração

Mal-estar semelhante à gripe

Comum

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo

Rigidez articular

Comum

Mialgia

Comum

Distúrbios do sistema nervoso

Cefaleia

Comum

Distúrbios de pele e tecido subcutâneo

Suor noturno

Comum

Rash papular

Comum

Tabela 3 - Resumo das reações adversas ao medicamento que ocorreram em pacientes tratados com Herzuma® em estudos clínicos (Estudo CT-P6 3.2):

Classe do sistema orgânico

Reação adversa

Frequência

Distúrbios dos sistemas sanguíneo e linfático

Anemia

Comum

Neutropenia febril

Comum

Leucopenia

Comum

Neutropenia

Comum

Distúrbios cardíacos

Palpitação

Comum

Taquicardia

Comum

Síndrome de Stokes-Adams

Incomum

Angina pectoris

Incomum

Cardiotoxicidade

Incomum

Doença arterial coronariana

Incomum

Extrassístoles

Incomum

Incompetência da valva mitral

Incomum

Efusão pericárdica

Incomum

Pericardite

Incomum

Extrassístoles Supraventriculares

Incomum

Taquicardia Supraventricular

Incomum

Incompetência da válvula tricúspide

Incomum

Hipocinesia ventricular

Incomum

Distúrbios oculares

Lacrimejamento (aumento)

Comum

Blefarite

Incomum

Blefaroespasmo

Incomum

Olho seco

Incomum

Corrimento ocular

Incomum

Fotopsia

Incomum

Distúrbios gastrintestinais

Constipação

Comum

Diarreia

Comum

Náusea

Comum

Estomatite

Comum

Vômito

Comum

Distensão abdominal

Incomum

Dor abdominal

Incomum

Dor abdominal superior

Incomum

Cárie dentária

Incomum

Dispepsia

Incomum

Toxicidade gastrointestinal

Incomum

Hemorragia hemorroidal

Incomum

Pancreatite aguda

Incomum

Dor de dente

Incomum

Distúrbios gerais e condições no local de administração

Astenia

Comum

Fadiga

Comum

Mal-estar

Comum

Edema periférico

Comum

Pirexia

Comum

Dor torácica

Incomum

Calafrios

Incomum

Edema facial

Incomum

Pirexia

Incomum

Extravasamento do local de infusão

Incomum

Dor no local da infusão

Incomum

Inflamação da mucosa

Incomum

Edema periférico

Incomum

Xerose

Incomum

Infecções e infestações

Influenza

Comum

Rinite

Comum

Conjuntivite

Incomum

Infecção fúngica do ouvido

Incomum

Nasofaringite

Incomum

Herpes oral

Incomum

Otite média

Incomum

Paroníquia

Incomum

Faringite

Incomum

Infecção do trato respiratório superior

Incomum

Danos, intoxicação e complicações de procedimentos

Reação relacionada à infusão

Comum

Investigações

Aumento da alanina aminotransferase

Comum

Fosfatase alcalina no sangue aumentada

Comum

Desidrogenase de lactato sanguíneo aumentada

Comum

Fração de ejeção diminuída

Comum

Contagem de neutrófilos diminuída

Incomum

Aspartato aminotransferase aumentada

Incomum

Bilirrubina sangüínea aumentada

Incomum

Creatinina no sangue aumentada

Incomum

Pressão sanguínea aumentada

Incomum

Ureia no sangue aumentada

Incomum

QT prolongado no eletrocardiograma

Incomum

Diminuição da contagem de glóbulos brancos

Comum

Distúrbios metabólicos e nutricionais

Redução do apetite

Comum

Desidratação

Incomum

Hipocalcemia

Incomum

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivoArtralgia

Comum

Dor nas costas

Comum

Mialgia

Comum

Dor no osso

Incomum

Espasmos musculares

Incomum

Dor musculoesquelética

Incomum

Distúrbios do sistema nervoso

Cefaleia

Comum

Tontura

Incomum

Disgeusia

Incomum

Parestesia

Incomum

Neuropatia sensorial periférica

Incomum

Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino

Dispneia

Comum

Epistaxis

Comum

Tosse alérgica

Incomum

Tosse

Incomum

Disfonia

Incomum

Dispneia

Incomum

Úlcera nasal da mucosa

Incomum

Dor orofaríngea

Incomum

Rinorréia

Incomum

Inflamação do trato respiratório superior

Incomum

Distúrbios de pele e tecido subcutâneo

Alopecia

Comum

Dermatite acneiforme

Comum

Pele seca

Comum

Descoloração de unha

Comum

Prurido generalizado

Comum

Rash

Comum

Rash macular

Comum

Rash maculopapular

Comum

Dermatite

Incomum

Dermatite alérgica

Incomum

Eritema

Incomum

Distrofia ungueal

Incomum

Onicomadose

Incomum

Dor de pele

Incomum

Síndrome de eritrodisestesia palmo-plantar

Incomum

Petéquias

Incomum

Prurido

Incomum

Rash generalizada

Incomum

Rash papular

Incomum

Rash prurido

Incomum

Irritação da pele

Incomum

Urticaria

Incomum

Distúrbios vasculares

Hipertensão

Comum

Ondas de calor

Incomum

Hipotensão

Incomum

Tromboflebite

Incomum

Doenças vasculares

Incomum

Vasculite

Incomum

Distúrbios dos sistemas sanguíneo e linfático

Trombocitopenia

Incomum

Trombocitose

Incomum

Distúrbios psiquiátricos

Insônia

Incomum

Distúrbios do sistema reprodutivo e da mama

Corrimento vaginal

Incomum

Dor nas mamas

Incomum

Corrimento vaginal

Incomum

Prurido vulvovaginal

Incomum

Imunogenicidade

No estudo clínico de câncer de mama inicial na neoadjuvância-adjuvância, como mediana de acompanhamento excedendo 70 meses, 10,1% (30/296) dos pacientes do braço tratado com trastuzumabe (Herceptin®) IV desenvolveram anticorpos contra trastuzumabe. Os anticorpos anti-trastuzumabe neutralizantes foram detectados em amostras pós nível basal em 2 de 30 pacientes do braço tratado com trastuzumabe (Herceptin®) IV.

A relevância clínica desses anticorpos é desconhecida. A presença de anticorpos anti-trastuzumabe não teve impacto na farmacocinética, eficácia [determinada pela resposta patológica completa (RpC) e sobrevida livre de doença (SLD)] e segurança (determinada pela ocorrência de reações relacionadas à infusão, RRIs) de trastuzumabe (Herceptin®) IV.

No estudo CT-P6 3.2, os resultados positivos do anticorpo antidroga (ADA) na triagem foram relatados para 12 pacientes (4 [1,5%] pacientes e 8 [2,9%] pacientes nos grupos de tratamento Herzuma® e Herceptin®, respectivamente), no entanto, o resultado do anticorpo neutralizante (Nab) foi todo negativo para os pacientes. Não foram relatados resultados positivos da ADA em visitas pós-baseline nos 2 grupos de tratamento durante o Período Neoadjuvante e o Período Adjuvante. Durante o período de acompanhamento pós-tratamento, 2 pacientes no grupo de tratamento com o Herzuma® tiveram resultados positivos no ADA, mas resultados negativos no Nab.

Informações adicionais sobre reações adversas selecionadas

Reações relacionadas à infusão e hipersensibilidade

  • As reações relacionadas à infusão, tais como calafrios e/ou febre, dispneia, hipotensão, sibilância, broncoespasmo, taquicardia, redução na saturação de oxigênio e insuficiência respiratória foram observadas em todos os estudos clínicos com trastuzumabe.

Pode ser difícil diferenciar, clinicamente, as reações relacionadas à infusão de reações de hipersensibilidade.

O índice de todas as reações relacionadas à infusão de todos os graus variou entre os estudos dependendo da indicação, se trastuzumabe foi administrado em combinação com quimioterapia ou como monoterapia e a metodologia de coleta de dados.

No câncer de mama metastático, o índice das reações relacionadas à infusão variou de 49% a 54% no braço com trastuzumabe, em comparação com 36% a 58% no braço comparador (o qual deve incluir outra quimioterapia). Reações graves (grau 3 ou maior) variaram de 5% a 7% no braço com trastuzumabe, em comparação com 5% a 6% no braço comparador.

No câncer de mama inicial, o índice das reações relacionadas à infusão variou de 18% a 54% no braço com trastuzumabe, em comparação com 6% a 50% no braço comparador (o qual deve incluir uma outra quimioterapia). Reações graves (grau 3 ou maior) variou de 0,5% a 6% no braço com trastuzumabe, em comparação com 0,3% a 5% no braço comparador.

No tratamento do câncer de mama inicial na neoadjuvância-adjuvância (BO22227), os índices de reações relacionadas à infusão estiveram de acordo com o descrito acima e foi de 37,2% no braço tratado com trastuzumabe (Herceptin®)IV. Reações graves de grau 3 relacionadas à infusão foi de 2,0% no mesmo braço durante o período de tratamento. Não houve reações relacionadas à infusão de graus 4 ou 5.

Reações anafilactoides foram observadas em casos isolados.

No ensaio clínico, não se observou diferença significativa entre os grupos de tratamento no que diz respeito ao tratamento de reacções emergentes relacionadas com a perfusão. No ensaio precoce de câncer de mama, 11,4% dos pacientes apresentaram eventos adversos relacionados à infusão após uma exposição imediata ao Herzuma® , em comparação com 10,4% dos pacientes no grupo Herceptin® . Os sinais e sintomas mais freqüentemente relatados no grupo de Herzuma® foram rubor, calafrios, cefaleia vascular, hipertensão, taquicardia e dispnéia, principalmente com grau 1 - 2 de intensidade. Frequência respiratória alta (maior ou igual a 20 respirações por minuto) foi freqüentemente relatada durante o monitoramento de hipersensibilidade.

Disfunção cardíaca

Insuficiência cardíaca congestiva (NYHA Classe II-IV) é uma reação adversa comum a trastuzumabe e associada com resultados fatais. Sinais e sintomas de disfunção cardíaca, tais como falta de ar, ortopneia (dificuldade respiratória quando está na posição deitada), exacerbação da tosse, edema pulmonar, galope S3 (quando o médico na ausculta percebe três batimentos cardíacos em vez de dois, como seria o normal) ou redução na fração de ejeção ventricular (quantidade de sangue que o coração consegue enviar para a circulação), foram observados em pacientes tratados com trastuzumabe.

No ensaio clínico, não foram observadas diferenças significativas entre os grupos de tratamento no que diz respeito ao declínio da FEVE ou insuficiência cardíaca. No ensaio precoce de câncer de mama, as incidências de insuficiência cardíaca emergente foram relatadas em 3,7% dos pacientes que receberam Herzuma® e em 2,5% dos pacientes que receberam Herceptin®. Observou-se uma diminuição significativa da FEVE para 3,3% dos pacientes que utilizaram Herzuma® e 2,5% dos pacientes que utilizaram Herceptin® quando o declínio foi reconfirmado no prazo de 3 semanas para considerar a descontinuação do tratamento. Todos os pacientes no grupo de Herzuma® foram relatados como assintomáticos enquanto 0,4% dos pacientes no grupo de Herceptin® eram sintomáticos. A mediana do valor da FEVE no início do estudo foi de 66,00%, variando de 55,0% a 83,0%. A maioria dos pacientes apresentou uma diminuição de menos de 10 pontos a partir da linha de base; 169 (62,4%) pacientes no grupo de tratamento Herzuma® e 165 pacientes (59,4%) no grupo de tratamento com Herceptin®.

Câncer de mama metastático

Dependendo dos critérios utilizados para definir a insuficiência cardíaca, a incidência de sintomas nos estudos clínicos principais, realizados em pacientes com doença metastática, variou entre 9% e 12% no grupo de pacientes tratados com trastuzumabe (Herceptin®) + paclitaxel, comparado com 1% - 4% no grupo de pacientes tratados com paclitaxel isolado. Para a monoterapia com trastuzumabe (Herceptin®) o índice foi de 6% - 9%. O índice mais elevado de disfunção cardíaca foi observado em pacientes tratados concomitantemente com trastuzumabe (Herceptin®) + antraciclina/ciclofosfamida (27%) e foi significativamente mais elevado que o do grupo tratado somente com antraciclina/ciclofosfamida (7% - 10%). Em outro estudo com monitoramento prospectivo da função cardíaca, a incidência de insuficiência cardíaca sintomática foi de 2,2% em pacientes recebendo trastuzumabe (Herceptin®) e docetaxel, comparado com 0% nos pacientes recebendo docetaxel isoladamente. A maioria dos pacientes (79%) que desenvolveram disfunção cardíaca nesses estudos apresentou melhora após receber o tratamento padrão para insuficiência cardíaca.

Câncer de mama inicial (adjuvância)

Nos três estudos clínicos principais na adjuvância com a administração de trastuzumabe (Herceptin®) em combinação com quimioterapia, a incidência de disfunção cardíaca de grau 3/4 (insuficiência cardíaca congestiva sintomática) foi similar em pacientes que estavam recebendo somente quimioterapia e em pacientes que estavam recebendo trastuzumabe (Herceptin®) sequencialmente após um taxano (0,3 a 0,4%). O índice foi maior em pacientes que estavam recebendo trastuzumabe (Herceptin®) concomitantemente a um taxano (2,0%). Em 3 anos, o índice de eventos cardíacos em pacientes recebendo AC→P (doxorrubicina mais ciclofosfamida seguidos por paclitaxel) + H (trastuzumabe) foi estimado em 3,2%, comparado com 0,8% em pacientes tratados com AC→P.

Nenhum aumento na incidência cumulativa de eventos cardíacos foi observado em 5 anos de acompanhamento adicionais.

Em 5,5 anos, os índices de eventos cardíacos sintomáticos ou FEVE foram 1,0%, 2,3% e 1,1%, respectivamente, nos braços de tratamento com AC→D (doxorrubicina mais ciclofosfamida seguidos por docetaxel), AC→DH (doxorrubicina mais ciclofosfamida seguidos por docetaxel mais trastuzumabe), e DCarbH (docetaxel, carboplatina e trastuzumabe). Para insuficiência cardíaca congestiva sintomática (NCI-CTC Grau 3-4), os índices de 5 anos foram 0,6%, 1,9% e 0,4%, respectivamente, nos braços de tratamento AC→D, AC→DH e DCarbH. O risco global de desenvolvimento de eventos cardíacos sintomáticos foi baixo e similar para pacientes nos braços de tratamento com AC→D e DCarbH. Com relação aos braços de tratamento AC→D e DCarbH, houve aumento do risco de desenvolvimento de eventos cardíacos sintomáticos para pacientes do braço de tratamento AC→DH, sendo discernível por aumento contínuo no índice cumulativo de eventos cardíacos sintomáticos ou FEVE de até 2,3% em comparação com aproximadamente 1% nos dois braços comparadores (AC→D e DCarbH).

Quando trastuzumabe (Herceptin®) foi administrado após a conclusão da quimioterapia adjuvante, insuficiência cardíaca NYHA Classe III-IV foi observada em 0,6% dos pacientes no braço que receberam trastuzumabe (Herceptin®) por um ano após mediana de acompanhamento de 12 meses. Após a mediana de 3,6 anos de acompanhamento, a incidência de insuficiência cardíaca congestiva grave e disfunção ventricular esquerda após a terapia com trastuzumabe permaneceu abaixo de 0,8% e 9,8%, respectivamente.

No estudo BO16348, após uma mediana de acompanhamento de 8 anos, a incidência de insuficiência cardíaca congestiva grave (NYHA Classe III-IV) no braço tratado com trastuzumabe (Herceptin®) por um ano, foi de 0,8%, e o índice de disfunção ventricular esquerda assintomática e sintomática leve foi de 4,6%.

A reversibilidade da insuficiência cardíaca congestiva grave (definida como uma sequência de pelo menos dois valores consecutivos de FEVE ≥ 50% após o evento) foi evidente em 71,4% dos pacientes tratados com trastuzumabe (Herceptin®). A reversibilidade da disfunção ventricular esquerda assintomática e sintomática leve foi demonstrada em 79,5% dos pacientes. Aproximadamente 17% dos eventos relacionados à disfunção cardíaca ocorreram após a conclusão do tratamento com trastuzumabe (Herceptin®).

Na análise conjunta dos estudos NSABP-B31 e NCCTG N9831, com uma mediana de acompanhamento de 8,1 anos para o grupo AC→PH (doxorrubicina mais ciclofosfamida, seguido de paclitaxel mais trastuzumabe), a incidência por paciente de um novo início de disfunção cardíaca, determinada pela FEVE, permaneceu inalterada em comparação com a análise feita no grupo AC→PH sob mediana de acompanhamento de 2,0 anos: 18,5% dos pacientes no grupo AC→PH com uma redução de FEVE de ≥ 10% a até menos que 50%. A reversibilidade da disfunção ventricular esquerda foi reportada em 64,5% dos pacientes que apresentaram ICC sintomática no grupo AC→PH, sendo assintomática no último acompanhamento, e 90,3% tento uma recuperação completa ou parcial da FEVE.

Câncer de mama inicial (neoadjuvância-adjuvância)

No estudo clínico pivotal MO16432, trastuzumabe (Herceptin®) foi administrado concomitantemente com quimioterapia neoadjuvante incluindo três ciclos de doxorrubicina (dose cumulativa de 180 mg/m2). A incidência de disfunção cardíaca sintomática foi de até 1,7% no braço com Herceptin®.

No estudo clínico pivotal BO22227, trastuzumabe (Herceptin®) foi administrado concomitantemente com quimioterapia neoadjuvante incluindo quatro ciclos de epirrubicina (dose cumulativa de 300 mg/m2); na mediana de acompanhamento excedendo 70 meses, a incidência de insuficiência cardíaca / insuficiência cardíaca congestiva foi de 0,3% no braço tratado com trastuzumabe (Herceptin®) IV.

Câncer gástrico avançado

A maioria das reduções na FEVE (quantidade de sangue que sai do ventrículo esquerdo) observadas no estudo BO18255 foi assintomática, com exceção de um paciente no braço contendo trastuzumabe (Herceptin®), cuja queda da FEVE coincidiu com insuficiência cardíaca.

Toxicidade hematológica (relacionada ao sangue)

Câncer de mama

A toxicidade hematológica é infrequente após a administração de trastuzumabe (Herceptin®) IV como monoterapia nos pacientes em tratamento da doença metastática.

Houve aumento na toxicidade hematológica em pacientes tratados com a combinação de trastuzumabe (Herceptin®) com paclitaxel, comparados com pacientes que receberam paclitaxel isoladamente.

A toxicidade hematológica foi também aumentada em pacientes que receberam trastuzumabe (Herceptin®) e docetaxel, em comparação com docetaxel isolado. A incidência de neutropenia febril/septicemia neutropênica (diminuição de glóbulos brancos com febre/infecção generalizada com diminuição de glóbulos brancos) também foi aumentada em pacientes tratados com trastuzumabe (Herceptin®) mais docetaxel.

Câncer gástrico avançado

Os eventos adversos de grau ≥ 3 mais frequentemente relatados que ocorreram com taxa de incidência de, pelo menos, 1% por tratamento clínico, os quais foram classificados sob a classe do sistema orgânico relacionada aos distúrbios do sistema linfático e sangue, são mostrados na Tabela 4.

Tabela 4 - Eventos adversos de grau ≥ 3 frequentemente reportados nos distúrbios do sangue e do sistema linfático:

---Fluoropirimidina / cisplatina (N = 290) (% de pacientes em cada braço de tratamento)

Trastuzumabe / fluoropirimidina / cisplatina (N = 294) (% de pacientes em cada braço de tratamento)

Neutropenia (edução de um tipo de glóbulo branco do sangue)

30%

27%

Anemia

10%

12%

Neutropenia febril (febre na vigência de redução de um tipo de glóbulo branco)

3%

5%

Trombocitopenia

3%

5%

A porcentagem total de pacientes que tiveram uma reação adversa (de grau ≥ 3 NCI-CTCAE versão 3.0) que tenha sido classificada sob essa classe do sistema orgânico foi de 38% no braço FP e 40% no braço FP+H.

Em geral, não houve diferenças significativas na hematotoxicidade entre o braço de tratamento com trastuzumabe e o braço comparador.

Toxicidade hepática (relacionado ao fígado) e renal

Câncer de mama

Toxicidade hepática grau 3 ou 4, segundo os critérios da OMS, foi observada em 12% dos pacientes após a administração de trastuzumabe (Herceptin®) IV como agente único, em pacientes que receberam tratamento para a doença metastática. Essa toxicidade foi associada com a progressão da doença no fígado em 60% dos pacientes.

Toxicidade hepática grau 3 ou 4, segundo os critérios da OMS, foi menos frequentemente observada entre pacientes que receberam Herceptin® IV e paclitaxel que entre os pacientes que receberam paclitaxel isoladamente (7% comparado com 15%).

Nenhuma toxicidade renal grau 3 ou 4, segundo os critérios da OMS, foi observada.

Câncer gástrico avançado

No estudo BO18255, não houve diferenças significativas na toxicidade hepática e renal observados entre dois braços de tratamento.

Diarreia

Câncer de mama

Dos pacientes tratados com trastuzumabe (Herceptin®) como monoterapia para tratamento da doença metastática 27% apresentaram diarreia. Aumento na incidência de diarreia, principalmente de gravidade leve a moderada, tem sido também observado nos pacientes que receberam trastuzumabe (Herceptin®) em combinação com paclitaxel, em comparação com pacientes que receberam paclitaxel isoladamente.

No estudo BO16348, 8% dos pacientes tratados com trastuzumabe (Herceptin®) apresentaram diarreia durante o primeiro ano de tratamento.

Câncer gástrico avançado

No estudo BO18255, 109 pacientes (37%) que participam do braço de tratamento contendo trastuzumabe (Herceptin®) versus 80 pacientes (28%) no braço comparador tiveram algum grau de diarreia. O critério de gravidade usando NCI-CTCAE v3.0, a porcentagem de pacientes que tiveram diarreia grau ≥ 3 foi de 4% no braço FP versus 9% no braço FP+H.

Infecção

Aumento na incidência de infecções, principalmente infecções leves do trato respiratório superior de pouca importância clínica, ou infecção de cateter, foi observado em pacientes tratados com trastuzumabe (Herceptin®).

Experiência pós-comercialização

As seguintes reações adversas foram identificadas na experiência pós-comercialização com trastuzumabe (Herceptin®).

Tabela 5 - Reações adversas relatadas durante a pós-comercialização de trastuzumabe (Herceptin®):

Classe do sistema orgânico

Reação adversa

Distúrbios dos sistemas sanguíneo e linfático

Redução da protrombina (substância que auxilia a coagulação sanguínea)

Trombocitopenia imune

Distúrbios do sistema imune

Reações anafilactoides (reações que lembram anafilaxia, porém com mecanismo diferente, que podem cursar com inchaços, reações cutâneas, coceira, dificuldade para respirar, dores abdominais e choque)

Reação anafilática (reação alérgica repentina, que pode cursar com rash cutâneo, sensações de formigamento, coceira, inchaço, sibilos e dificuldade respiratória)
Distúrbios metabólicos e nutricionaisSíndrome de lise tumoral (destruição de células do tumor e sua liberação no organismo que pode causar aumento de ácido úrico, potássio, fosfato e diminuição de cálcio no sangue)

Distúrbios oculares

Madarose (perda ou queda dos cílios)

Distúrbios cardíacos

Choque cardiogênico (pressão muito baixa, porque o coração não consegue manter a circulação)

Taquicardia (aumento da frequência cardíaca)

Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino

Broncoespasmo (contratura da musculatura dos brônquios, causando estreitamento da luz bronquial e dificuldades para respirar)

Redução na saturação de oxigênio

Insuficiência respiratória

Doença pulmonar intersticial

Infiltração pulmonar

Síndrome do desconforto respiratório agudo

Desconforto respiratório

Fibrose pulmonar (substituição do tecido pulmonar normal por tecido cicatricial)

Hipóxia (concentração reduzida de oxigênio nos tecidos)

Edema de laringe (inchaço na garganta)

Distúrbios renais e urinários

Glomerulonefropatia (doença dos glomérulos, unidade funcional dos rins)

Insuficiência renal (problema nos rins)

Condições de gravidez, puerpério e perinatal

Hipoplasia pulmonar (pulmão pouco desenvolvido)

Hipoplasia renal (rim pouco desenvolvido)

Oligoâmnio (líquido amniótico em quantidade diminuída)

Eventos adversos

A Tabela 6 indica os eventos adversos que historicamente foram relatados em pacientes que receberam trastuzumabe (Herceptin®). Tendo em vista que não há evidência de relação causal entre trastuzumabe (Herceptin®) e esses eventos, eles são considerados como não esperados para o propósito de relatórios de segurança de Farmacovigilância.

Tabela 6 – Eventos adversos:

Classe do sistema orgânico

Evento adverso

Infecções e infestações

Celulite (inflamação das células do tecido subcutâneo)

Erisipela (um tipo de celulite)

Sepse (infecção geral do organismo)

Meningite

Bronquite

Herpes-zóster

Cistite (inflamação da bexiga)

Distúrbios dos sistemas sanguíneo e linfático

Leucemia (câncer no sangue)

Distúrbios do sistema imune

Anafilaxia

Choque anafilático (reações alérgicas graves, com dificuldade respiratória e queda brusca da pressão arterial)

Distúrbios psiquiátricos

Pensamento anormal

Distúrbios do sistema nervoso

Falta de coordenação motora

Paresia (disfunção ou interrupção dos movimentos de um ou mais membros)

Distúrbio cerebrovascular (alteração do cérebro por distúrbios vasculares)

Edema cerebral

Letargia

Coma

Distúrbios da orelha e labirinto

Vertigem

Distúrbios cardíacos

Efusão pericárdica (acúmulo anormal de fluido entre as membranas que envolvem o coração, conhecidas como pericárdio)

Bradicardia (diminuição da frequência cardíaca)

Pericardite (inflamação do pericárdio, membrana que reveste o coração)

Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino

Soluço

Falta de ar ao realizar esforços

Distúrbios gastrintestinais

Gastrite

Pancreatite (inflamação do pâncreas)

Distúrbios hepatobiliares

Insuficiência hepática (problema no fígado)

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo

Dor muscular e nos ossos

Distúrbios renais e urinários

Disúria (dor ao urinar)

Distúrbios do sistema reprodutivo e da mama

Dor nas mamas

Distúrbios gerais e condições no local de administração

Desconforto torácico

Considerando os dados de segurança disponíveis do produto de referência Herceptin®, não há diferença significativa nos eventos adversos de Herzuma® e Herceptin® esperados para cada condição de utilização e população de pacientes.

Atenção: este produto é biossimilar de um medicamento que possui uma nova indicação terapêutica no país e ampliação de uso, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico.

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