Reações Adversas - Gynotran

Bula Gynotran

Princípio ativo: Metronidazol + Nitrato de Miconazol

Classe Terapêutica: Tricomonicidas Tópicos

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Gynotran?

Como ocorre com todo medicamento, você pode ter reações desagradáveis com o uso de Gynotran®. Informe seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis, especialmente se forem graves ou persistentes, ou se houver uma mudança no seu estado de saúde que possa estar relacionada com o uso de Gynotran®.

A frequência das reações adversas listadas abaixo é definida de acordo com a seguinte convenção:

  • Muito comum (≥1 / 10);
  • Comum (≥1 / 100 a <1/10);
  • Incomum (≥1 / 1.000 a <1/100);
  • Rara (≥1 / 10.000 a <1 / 1.000);
  • Muito rara (<1 / 10.000); e
  • Desconhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).

A frequência das reações adversas sistêmicos é muito rara, uma vez que após a administração intravaginal de metronidazol, observam-se níveis plasmáticos muito baixos (2% a 12% em comparação com a via oral). O nitrato de miconazol pode causar irritação vaginal (queimação, prurido), como todos os outros antifúngicos derivados de imidazol aplicados intravaginalmente (2-6%). Na vaginite, a mucosa vaginal pode estar inflamada, portanto, podem ser observados a queimação vaginal e prurido após o primeiro óvulo ser aplicado ou até o terceiro dia de tratamento.

Estes sintomas diminuem rapidamente, à medida que o tratamento prossegue. Se houver sintomas graves de irritação, o tratamento deve ser interrompido.

As reações adversas relacionadas ao uso sistêmico dos princípios ativos de Gynotran® (nitrato de miconazol + metronidazol) estão listadas abaixo:

Distúrbios hematológicos e do sistema linfático

  • Desconhecida: leucopenia.

Distúrbios do sistema imune

  • Desconhecida: reações de hipersensibilidade, reações alérgicas podem ocorrer (anafilaxia pode ocorrer em casos graves).

Distúrbios psiquiátricos

  • Incomum: depressão.
  • Muito raro: alterações mentais.

Distúrbios do sistema nervoso

  • Comum: cefaleia, tontura.
  • Desconhecida: fadiga ou fraqueza, ataxia, convulsão, neuropatia periférica (em casos de superdose e/ou uso prolongado de metronidazol).

Distúrbios gastrintestinais

  • Desconhecida: alterações do gosto, gosto metálico, náusea, vômito, constipação; boca seca, diarreia, perda de apetite, dor ou cólicas abdominais.

Distúrbios gerais e condições no local de administração

  • Muito comum: corrimento vaginal.
  • Comum: vaginite, irritação vulvovaginal, desconforto pélvico.
  • Pouco comum: sensação de sede.
  • Rara: queimação vaginal, prurido, irritação, dor de estômago, erupção cutânea.
  • Desconhecida: irritação local e hipersensibilidade, dermatite de contato.

Estes efeitos adversos são raramente observados, uma vez que a concentração sanguínea de metronidazol é muito mais baixa quando administrado por via intravaginal.

Atenção: este produto é um medicamento que possui nova associação no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico.

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