Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Gonadopin?
Reações locais como contusão (lesão traumática aguda) insignifcante, dor, tumefação (inchaço) ou prurido (coceira) foram observados no local da aplicação.
Uma vez que a hiperestimulação ovariana indesejada tem sido observada, a possibilidade de Síndrome da Hiperestimulação Ovariana (SHO) deve ser considerada quando o tratamento é realizado. O diagnóstico da hiperestimulação ovariana é feita por ultra-sonografia. Se for observada hiperestimulação ovariana indesejada, a administração de Gonadopin® (alfafolitropina) e hCG deve ser descontinuada. O sintoma inicial de hiperestimulação ovariana é dor na região abdominal, náusea, vômito e aumento de peso.
Sintomas mais graves raramente ocorrem:
- Aumento do ovário, hidroperitônio (acúmulo de líquidos na cavidade peritoneal), hidrotórax (acúmulo de líquidos na cavidade pleural), cistos ovarianos grandes que tendem a se romper. A hiperestimulação ovariana grave, que ocorre raramente, pode levar a risco de morte, e tromboembolismo (obstrução de um vaso sanguíneo por um coágulo no sangue) pode ocorrer como uma complicação. É prudente, portanto, interromper o tratamento com hCG em tais casos e orientar a paciente para evitar relações sexuais durante, pelo menos, 4 dias.
Em caso de SHO grave, o tratamento deve ser interrompido e a paciente deve ser hospitalizada. Deve ser consultado um médico experiente no tratamento desta síndrome ou de desequilíbrios de fluidos e eletrólitos.
Complicações vasculares e pulmonares graves foram relatadas em pacientes que receberam gonadotropinas. Tromboembolismo arterial foi relatado com ou sem SHO em pacientes que receberam alfafolitropina. Complicações resultantes de tromboembolismo incluíram tromboflebite (inflamação de uma veia associada com um coágulo sanguíneo) venosa, embolismo pulmonar (bloqueio da artéria pulmonar ou um de seus ramos por um êmbolo), infarto pulmonar (necrose de tecido pulmonar causada por ausência de oxigênio ou de suprimento sanguíneo), acidente vascular cerebral (derrame), oclusão arterial resultando em amputação de membros e em casos raros, morte. Complicações pulmonares graves que ocorreram incluem atelectasia (ausência de ar no pulmão inteiro ou em parte dele), síndrome de agonia respiratória aguda (insuficiência respiratória) e raramente morte.
Gravidez múltipla (gestação de 2 ou mais fetos simultaneamente) e ectópica (fora da localização normal):
- Relatos de gravidez múltipla têm sido associados ao tratamento com alfafolitropina. As pacientes devem ser avisadas do risco potencial de gravidez múltipla após o início do tratamento. A possibilidade de gravidez ectópica está ligeiramente aumentada.
As reações adversas mais frequentemente observadas nas pacientes tratadas para infertilidade feminina ou pacientes pré-tratadas com GnRHa submetidos a TRA são:
- Dor pélvica ou abdominal, diarréia, gases, sintomas de gripe ou resfriado, incluindo sinusite, faringite, infecção do trato respiratório superior, sangramento intermenstrual (sangramento uterino entre os períodos de menstruação), náusea, aumento ovariano leve e sem complicações.
Para pacientes tratadas para infertilidade feminina, as reações adversas mais frequentes incluem:
- Acne, dor ou tensão nas mamas, instabilidade emocional, cisto ovariano e SHO.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.
Informe à empresa através do seu serviço de atendimento.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)