Como o Ferriprox funciona?
Comprimido revestido 500 mg
A deferiprona é uma substância que apresenta a capacidade de retirar o excesso de ferro do organismo de pacientes portadores de talassemia major (doença também conhecida como Anemia do Mediterrâneo), submetidos a constantes transfusões de sangue e que não podem receber outra terapia (como a desferroxamina).
Pacientes com essa doença exibem um mau funcionamento da medula óssea, o tecido que produz nossas células do sangue. A medula do talassêmico produz os glóbulos vermelhos menores e com menos hemoglobina (componente dos glóbulos vermelhos responsável pelo transporte de oxigênio no nosso corpo). Ocorre também uma alta taxa de destruição das células vermelhas na medula óssea e no baço. Esses processos causam anemia e os pacientes necessitam repetidas transfusões de glóbulos vermelhos. As transfusões repetidas causam aumento do ferro no organismo o que é prejudicial para vários órgãos. A deferiprona (princípio ativo do Ferriprox®) é um quelante, palavra que significa “garras” ou “pinça”, referindo-se à capacidade desses compostos aprisionarem metais, e por isso tem a propriedade de enclausurar o ferro livre e tornar viável sua eliminação do organismo.
O tempo médio estimado do início da ação é de 30 minutos após a ingestão do medicamento.
Comprimido revestido de liberação modificada 1000 mg
A deferiprona é uma substância que apresenta a capacidade de retirar o excesso de ferro do organismo de pacientes submetidos a constantes transfusões de sangue.
Pacientes com talassemia exibem um mau funcionamento da medula óssea, o tecido que produz nossas células do sangue. A medula do talassêmico produz os glóbulos vermelhos menores e com menos hemoglobina (componente dos glóbulos vermelhos responsável pelo transporte de oxigênio no nosso corpo). Ocorre também uma alta taxa de destruição das células vermelhas na medula óssea e no baço. Esses processos causam anemia e os pacientes necessitam repetidas transfusões de glóbulos vermelhos. As transfusões repetidas causam aumento do ferro no organismo o que é prejudicial para vários órgãos. A deferiprona (princípio ativo do Ferriprox® BD) é um quelante, palavra que significa “garras” ou “pinça”, referindo-se à capacidade desses compostos aprisionarem metais, e por isso tem a propriedade de enclausurar o ferro livre e tornar viável sua eliminação do organismo.
Doença Falciforme é uma hemoglobinopatia hereditária na qual pelo menos um alelo do gene beta globina carrega a mutação beta6 glu>val, que faz com que os glóbulos vermelhos (RBCs) contenham a variante da hemoglobina S (HbS) no lugar da hemoglobina A normal. que contêm HbS têm tempo de sobrevivência reduzido em comparação com hemácias normais e podem se tornar em forma de crescente (foice), levando à perda de sua mobilidade e flexibilidade. Como resultado, eles têm dificuldade em passar pelos pequenos vasos sanguíneos, o que, por sua vez, leva à aglomeração de células sanguíneas, impedindo a circulação do sangue e o fornecimento de oxigênio aos tecidos e órgãos vitais. O tecido que não recebe um fluxo sanguíneo normal acaba se tornando isquêmico, e a anemia e o bloqueio do fluxo sanguíneo resultam em uma variedade de condições clínicas, como crises dolorosas, suscetibilidade a infecções, priapismo, úlceras cutâneas, síndrome torácica aguda, sequestro esplênico agudo, doença pulmonar, disfunção renal e hepática e doença cerebrovascular, causando morte prematura.
Embora algum progresso tenha sido feito na busca de uma cura para a DF, a maioria dos tratamentos visa apenas aliviar os sintomas e prevenir complicações, o que para muitos pacientes inclui transfusões regulares de glóbulos vermelhos para aumentar o número de hemácias normais em circulação. No entanto, enquanto as transfusões de sangue crônicas podem reduzir a incidência de morbidade e mortalidade induzidas por células falciformes, transfusões repetidas resultam em acúmulo progressivo de ferro no sangue. Não existe uma via excretora natural para o excesso de ferro, que então se acumula nos órgãos, particularmente no fígado e nas glândulas endócrinas, gerando morbidade induzida pelo ferro e, eventualmente, causando morte prematura se não for tratada. consequentemente, muitos pacientes com DF que se submetem a transfusões crônicas requerem quelação para reduzir a sobrecarga de ferro.
O tempo médio estimado do início da ação é de 30 minutos após a ingestão do medicamento.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)