Reações Adversas - Eligard

Bula Eligard

Princípio ativo: Acetato de Leuprorrelina

Classe Terapêutica: Análogos Hormonais De Liberação De Gonadotrofinas Citostáticos

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Eligard?

Como todos os medicamentos, Eligard® (acetato de leuprorrelina) pode causar reações adversas, embora nem todas as pessoas as apresentem.

Eligard® (acetato de leuprorrelina) causa na primeira semana de tratamento um aumento temporário nas concentrações de testosterona (hormônio sexual masculino) no sangue.

Durante as primeiras semanas de tratamento você poderá apresentar piora dos sintomas da doença ou poderá apresentar novos sinais e sintomas, incluindo dor óssea, neuropatia (problemas no Sistema Nervoso), hematúria (presença de sangue na urina) ou obstrução do trato urinário.

O agravamento dessas condições pode levar a problemas neurológicos como fraqueza, parestesia (sensação de formigamento) dos membros inferiores (pernas) ou piora dos sintomas urinários.

Foram observados casos isolados de obstrução da uretra e/ou compressão da medula espinhal, que podem contribuir para a paralisia (com ou sem complicações fatais).

Poderá ocorrer dor no local da injeção reação como queimação, mais raramente prurido (coceira), endurecimento do local e ulceração (lesão na pele).

Alterações na densidade óssea também foram relatadas.

No tratamento com Eligard® (acetato de leuprorrelina) 7,5 mg, 22,5 mg e 45 mg utilizado no tratamento do câncer de próstata avançado foram relatadas as seguintes reações adversas:

Frequência das Reações Adversas7,5 mg122,5 mg245 mg3
Reação muito comum: ocorre em 10% ou mais dos pacientes que utilizam este medicamentoMal-estar, fadiga (cansaço), calores e sudorese (transpiração)Calores e sudoreseCalores, sudorese e fadiga
Reação comum: (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)Tontura, atrofia testicular (diminuição dos testículos), gastroenterite inflamação do estômago e intestino), colite (inflamação do cólon)Fadiga (cansaço), aumento da frequência de micções (aumento da frequência urinária), náusea, prurido (coceira), artralgia (dor nas articulações)Fraqueza, atrofia testicular, ginecomastia, suores noturnos, mialgia (dor muscular) e dor nos membros

Outras reações, relatadas em menos de 2% dos pacientes: insônia, síncope (desmaio), flatulência (gases), obstipação (prisão de ventre), redução da contagem de eritrócitos (células vermelhas do sangue), hematócritos (volume total de eritrócitos) e hemoglobina (veículo do oxigênio no sangue), ganho de peso, tremores, dor nas costas, dor articular, distúrbios de olfato e paladar, depressão, vertigem (tontura), alopecia (queda de cabelo), sensibilidade testicular, impotência, redução da libido (diminuição do desejo sexual), ginecomastia (aumento das glândulas mamárias no homem), sensibilidade mamária.
Outras reações, relatadas em menos de 2% dos pacientes: dispepsia (dificuldade de digestão), tremores, fraqueza, letargia (sonolência / lentidão), dificuldades ao urinar, dor ao urinar, micção curta, espasmos vesicais (contrações na bexiga), hematúria (presença de sangue na urina), retenção urinária (impossibilidade de urinar), maior sensibilidade mamária, atrofia testicular (diminuição dos testículos), dor testicular, ginecomastia (aumento das glândulas mamárias no homem), impotência, suores noturnos, hipertensão (pressão alta) e hipotensão (pressão baixa).
Outras reações, relatadas em menos de 2% dos pacientes: dispepsia (dificuldade de digestão), sonolência, impotência sexual, desejo de urinar durante o sono, bem como aumento da frequência urinária durante o sono e perda de desejo sexual. 

No tratamento com Eligard® (acetato de leuprorrelina) 45 mg utilizado no tratamento de Puberdade Precoce Central foram relatas as seguintes reações adversas:

Frequência das Reações Adversas

45 mg
Reação muito comum: ocorre em 10% ou mais dos pacientes que utilizam este medicamentoFebre, nasofaringite, dor de cabeça, tosse
Reação comum: ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamentoDor abdominal, náusea, constipação, vômito, infecção do trato respiratório superior, faringite, faringite estreptocócica, sinusite, bronquite, broncoespasmos, tosse produtiva, rubor

As reações no local de injeção relacionadas ao tratamento que ocorreram dentro de 2 semanas após a administração de Eligard® (acetato de leuprorrelina) incluíram:

  • Dor no local da injeção (26.6%) e eritema no local da injeção (9,4%).

Essas reações foram consideradas menores e foram resolvidas em poucos dias.

Outras reações relatadas em menos de 2% dos pacientes:

  • Desordens emocionais (1,6%) e irritabilidade (1,6%).

Experiência pós-comercialização

As seguintes reações adversas foram observadas no período pós-aprovação de medicamentos que contêm acetato de leuprorrelina. Estas reações foram reportadas voluntariamente por uma população de tamanho incerto, então não é sempre possível estimar a frequência ou estabelecer a relação entre a causa e a exposição ao medicamento. O acetato de leuprorrelina possui diversas indicações, assim como atinge diferentes populações de pacientes, então alguns eventos adversos podem não ser aplicáveis a todos os pacientes.

  • Reações Alérgicas: anafilaxia, rash, urticaria e reações fotossensíveis;
  • Desordens gastrointestinais: náusea, dor abdominal e vômito;
  • Desordens gerais e do local de administração: dor no peito, reações no local de aplicação incluindo endurecimento e abcesso;
  • Investigações: diminuição de glóbulos brancos, aumento de peso;
  • Desordem de nutrição e metabolismo: diabetes mellitus;
  • Desordens musculoesqueléticas e Distúrbio do tecido conjuntivo: sintomas do tipo tenossinovite;
  • Desordens psiquiátricas: instabilidade emocional como choro, irritabilidade, impaciência, raiva e agressão foram observadas em pacientes após o uso de agonistas do hormônio liberador de gonadotrofinas, incluindo Eligard®. Depressão, incluindo raros relatos de ideações suicidas e tentativas de suicídios, foram reportadas para esta classe de medicamentos. Muitos, mas não todos, destes pacientes possuíam histórico prévio de doenças psiquiátricas com aumento de risco de depressão;
  • Desordens do Sistema Nervoso Central: neuropatia periférica, convulsão, fratura espinhal/paralisia;
  • Distúrbios da pele e tecido subcutâneos: rubor, hiperidrose (aumento do suor).
  • Desordens vasculares: Hipertensão, hipotensão;
  • Sistema respiratório: doença pulmonar intersticial;
  • Apoplexia de hipófise: Durante a pós-comercialização, casos raros de apoplexia de hipófise (uma síndrome clínica secundária ao infarto da hipófise) foram reportados após a administração de agonistas do hormônio liberador de gonadotrofinas. Na maioria desses casos, foi diagnosticado um adenoma hipofisário, com a maioria dos casos de apoplexia hipofisária ocorrendo dentro de 2 semanas após a primeira dose e alguns na primeira hora. Nesses casos, a apoplexia hipofisária se apresentava com dor de cabeça súbita, vômito, alterações visuais, oftalmoplegia (paralisia do musculo do olho), estado mental alterado e, às vezes, colapso cardiovascular.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

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