Como a substância do Dimorf Bolsa age?
Resultados de Eficácia
Comprimido e Cápsula
Revisão sistemática atualizada mostra que o Sulfato de Morfina, tanto de ação imediata quanto prolongada, continua sendo o analgésico preferido para dor moderada a intensa em câncer. Foram analisados 54 estudos com 3749 pacientes. Quinze compararam formas orais de ação imediata e prolongada. Concluiu-se que há evidências suficientes da eficácia da morfina via oral.
Referência:
Wiffen PJ, McQuay HJ. Oral morphine for cancer pain. Cochrane Database Syst Rev. 2007; 17 (4): CD003868.
Exclusivo Comprimido
Estudo com 78 pacientes mostrou que o uso de Sulfato de Morfina oral controlou adequadamente a dor oncológica em 96% dos casos, com mínimos efeitos adversos.
Outro estudo com 140 pacientes demonstrou eficácia da morfina oral no controle da dor durante sessões de radioterapia, permitindo que todos completassem o tratamento.
Referência:
Murino P, et al. Role of immediate-release morphine (MIR) in the treatment of predictable pain in radiotherapy. J Pain Palliat Care Pharmacother. 2011; 25(2): 121-4.
Exclusivo Cápsula
Estudo mostrou que uso prolongado (12 meses) de morfina de liberação prolongada não interferiu na função cognitiva. Pelo contrário, melhorou o humor e qualidade de vida devido ao controle da dor.
Estudo multicêntrico mostrou eficácia e segurança da morfina de liberação controlada para dor crônica não oncológica, melhorando mobilidade, tolerância a exercícios, humor e sono.
Referência:
Tassain V, et. al. Long term effects of oral sustained release morphine on neuropsychological performance in patients with chronic noncancer pain. Pain. 2003; 389–400.
Gotas
Estudos mostraram eficácia comparável entre solução oral de morfina e comprimidos de liberação controlada no controle da dor oncológica, ambas com efeitos adversos mínimos.
Estudo em crianças demonstrou que doses orais de morfina atingiram concentrações adequadas para analgesia e foram bem toleradas.
Referência:
Dawes JM, et al. Oral morphine dosing predictions based on single dose in healthy children undergoing surgery. Paediatr Anaesth. 2016 Oct 25.
Injetável
Estudo comparando morfina e fentanil em raquianestesia mostrou que a morfina proporcionou analgesia mais prolongada (13,1h vs 7,18h), com efeitos colaterais sem diferença significativa.
| Grupo Fentanil (n=16) | Grupo Morfina (n:16) | P | |
| Coceira | 1 (6,3%) | 3 (18,8%) | 0,60 |
| Náusea e vômitos | 0 (0%) | 2 (12,5%) | 0,48 |
| Sonolência | 5 (31,3%) | 2 (12,5%) | 0,39 |
| Retenção urinária | 2 (12,5%) | 3 (18,8%) | 1,00 |
| Tempo de analgesia | 7,18 ± 1,8 | 13,1 ± 6,5 | 0,02 |
Estudo mostrou superioridade da morfina intravenosa para controle imediato de dor oncológica intensa, com segurança comparável à via oral após 24 horas.
Estudo em idosos demonstrou que administração intravenosa de morfina é segura e eficaz para dor pós-operatória, com doses e efeitos adversos semelhantes aos de pacientes jovens.
Estudo em cirurgia torácica mostrou melhor analgesia com morfina venosa ou associação venosa/epidural, usando doses menores e com menos efeitos colaterais.
Referência:
Myasi M, et al. Estudo comparativo entre morfina e fentanil em raquianestesia. Rev Bras Anestesiol, 2002.
Características Farmacológicas
O Sulfato de Morfina é um analgésico narcótico potente para controle de dor aguda que não responde a analgésicos comuns.
Age principalmente no SNC e órgãos com músculos lisos. Efeitos incluem analgesia, sonolência, euforia, redução de temperatura corporal (doses baixas), redução da respiração conforme dose, alteração na resposta ao estresse (doses altas), diminuição da resistência vascular com pouco efeito no coração e pupilas contraídas.
Age como agonista em receptores específicos no cérebro, medula e outros tecidos, alterando a percepção e resposta emocional à dor.
A redução da respiração ocorre por diminuição da resposta do centro respiratório ao gás carbônico. Náuseas resultam da estimulação de zona específica no cérebro.
A morfina age principalmente nos receptores mu, distribuídos pelo SNC.
Após uso oral, cerca de 50% atinge o sangue em 30 minutos. É metabolizada no fígado. Meia-vida de eliminação: 2-3 horas (pode ser maior em idosos). Pico de efeito oral: 1-2 horas. Duração: 4-5 horas (em não tolerantes).
Eliminação: principalmente renal (85%), com 9-12% inalterado. Eliminação biliar: 7-10%.
Exclusivo Cápsula
Cápsulas de liberação prolongada liberam o princípio ativo gradualmente por 12 horas.
Exclusivo Injetável
Via epidural ou na coluna: efeito em 15-60 minutos, duração até 24 horas.
Via venosa: pico em 20 minutos. Via muscular: pico em 10-30 minutos, duração 4-5 horas.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)