Precauções e Cuidados com o Digobal
Intoxicação pode causar arritmias semelhantes às tratadas pelo medicamento. Taquicardia atrial com bloqueio variável requer atenção especial por confusão com fibrilação atrial.
Efeitos benéficos dependem do grau de bloqueio atrioventricular. Se já houver bloqueio incompleto, pode ocorrer progressão rápida. Em bloqueio completo, o ritmo de escape pode ser suprimido.
Em distúrbios sinoatriais, pode causar ou piorar bradicardia ou bloqueio sinoatrial.
Uso após infarto do miocárdio não é proibido, mas pode aumentar demanda de oxigênio e isquemia. Estudos sugerem possível aumento de risco de morte. Pacientes hipocalêmicos pós-infarto podem desenvolver arritmias com instabilidade hemodinâmica.
Evitar em insuficiência cardíaca com amiloidose, exceto para controle de frequência em fibrilação atrial.
Raramente pode causar vasoconstrição - evitar em miocardite. Pacientes com beribéri podem não responder sem tratamento de tiamina.
Não usar em pericardite crônica, exceto para controle de frequência ou melhora da função sistólica.
Aumenta tolerância a exercícios em disfunção sistólica ventricular esquerda com ritmo sinusal. Benefícios em arritmias são mais evidentes em repouso.
Suspensão pode piorar quadro em pacientes usando diuréticos e inibidores da ECA. Doses terapêuticas podem prolongar intervalo PR e deprimir segmento ST no ECG.
Pode causar alterações falso-positivas no teste de esforço - efeito esperado, não indica toxicidade.
Se usou glicosídeos cardíacos nas últimas 2 semanas, reduza dose inicial.
Idosos ou com redução de função renal necessitam ajuste de dose. Avaliar necessidade de redução nas doses iniciais e de manutenção.
Monitorar periodicamente eletrólitos e função renal (creatinina). Frequência conforme contexto clínico.
Dosagem sérica auxilia decisões, mas outros glicosídeos podem causar falso-positivos. Pode ser necessário interromper tratamento.
Doença respiratória grave aumenta sensibilidade miocárdica.
Hipocalemia aumenta sensibilidade. Hipóxia, hipomagnesemia e hipercalcemia acentuada também aumentam sensibilidade.
Em doenças da tireoide: reduzir doses no hipotireoidismo; no hipertireoidismo pode ser necessário aumento. Após controle de tireotoxicose, reduzir dose.
Pacientes com má absorção ou cirurgias gastrointestinais podem precisar de ajuste.
Cardioversão elétrica
Risco de arritmias perigosas aumenta com intoxicação digitálica. Suspender 24h antes de procedimento eletivo. Em emergências, usar carga mínima eficaz.
Não é adequada para arritmias por glicosídeos cardíacos.
Pacientes idosos
Função renal reduzida e menor massa corporal exigem doses menores que adultos. Monitorar níveis séricos e evitar hipocalemia.
Dirigir e operar máquinas
Cuidado ao dirigir ou operar máquinas devido a possíveis distúrbios visuais e neurológicos.
Gravidez e amamentação
Não contraindicado na gravidez, mas doses podem ser imprevisíveis. Usar apenas se benefícios superarem riscos.
Sem efeitos adversos significativos no feto quando níveis maternos normais. Usado para tratar taquicardia e insuficiência cardíaca fetal.
Reações adversas fetais relatadas em intoxicação materna.
Excretado em quantidades mínimas no leite - amamentação permitida.
Categoria C de risco na gravidez.
Não use sem orientação médica durante a gravidez.
Efeitos na reprodução
Sem dados sobre teratogenicidade ou fertilidade humana.
Atenção diabéticos: contém sacarose.
Sem restrições por idade.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)