Reações Adversas - Criscy

Bula Criscy

Princípio ativo: Somatropina

Classe Terapêutica: Hormônios Do Crescimento

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Criscy?

A seguir são apresentadas as reações adversas listadas de acordo as categorias de frequência:

Reações adversas descritas na bula de Genotropin® (produto comparador)

Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)
  • Crianças com Deficiência do hormônio de crescimento: reação no local da injeção.
  • Crianças com Síndrome de Turner: artralgia (dor nas articulações).
  • Crianças PIG (pequenos para idade gestacional): não conhecido.
  • Crianças com Síndrome de Prader-Willi: não conhecido.
  • Crianças com Baixa estatura idiopática: não conhecido.
  • Adultos com Deficiência do hormônio de crescimento: artralgia (dor nas articulações) e edema periférico (inchaço nas extremidades do corpo).
Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)
  • Crianças com Deficiência do hormônio de crescimento: não conhecido.
  • Crianças com Síndrome de Turner: não conhecido.
  • Crianças PIG (pequenos para idade gestacional): erupção cutânea, urticária, reação no local da injeção.
  • Crianças com Síndrome de Prader-Willi: parestesia (dormência e formigamento), hipertensão intracraniana benigna (aumento da pressão dentro do crânio), erupção cutânea, artralgia, mialgia (dor muscular), edema periférico (inchaço nas extremidades do corpo).
  • Crianças com Baixa estatura idiopática: prurido, artralgia (dor nas articulações) e edema periférico (inchaço nas extremidades do corpo).
  • Adultos com Deficiência do hormônio de crescimento: parestesia (dormência e formigamento), mialgia (dor muscular), rigidez muscular.
Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento)
  • Crianças com Deficiência do hormônio de crescimento: leucemia, erupção cutânea, prurido, urticária, artralgia (dor nas articulações).
  • Crianças com Síndrome de Turner: não conhecido.
  • Crianças PIG (pequenos para idade gestacional): prurido, artralgia (dor nas articulações).
  • Crianças com Síndrome de Prader-Willi: não conhecido.
  • Crianças com Baixa estatura idiopática: parestesia (dormência e formigamento), urticária, reação no local de injeção.
  • Adultos com Deficiência do hormônio de crescimento: não conhecido.
Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento)
  • Crianças com Deficiência do hormônio de crescimento: não conhecido.
  • Crianças com Síndrome de Turner: não conhecido.
  • Crianças PIG (pequenos para idade gestacional): não conhecido.
  • Crianças com Síndrome de Prader-Willi: não conhecido.
  • Crianças com Baixa estatura idiopática: não conhecido.
  • Adultos com Deficiência do hormônio de crescimento: não conhecido.
Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento)
  • Crianças com Deficiência do hormônio de crescimento: não conhecido.
  • Crianças com Síndrome de Turner: não conhecido.
  • Crianças PIG (pequenos para idade gestacional): não conhecido.
  • Crianças com Síndrome de Prader-Willi: não conhecido.
  • Crianças com Baixa estatura idiopática: não conhecido.
  • Adultos com Deficiência do hormônio de crescimento: não conhecido.
Frequência desconhecida (não foi possível estimar com os dados disponíveis)
  • Crianças com Deficiência do hormônio de crescimento: diabetes tipo 2, parestesia (dormência e formigamento), hipertensão intracraniana benigna (aumento da pressão dentro do crânio), mialgia (dor muscular), rigidez muscular, edema periférico (inchaço nas extremidades do corpo), edema facial, diminuição do cortisol no sangue.
  • Crianças com Síndrome de Turner: leucemia, diabetes tipo 2, parestesia (dormência e formigamento), hipertensão intracraniana benigna (aumento da pressão dentro do crânio), erupção cutânea, prurido, urticária, mialgia (dor muscular), rigidez muscular, edema periférico (inchaço nas extremidades do corpo), edema facial, reação no local de injeção, diminuição do cortisol no sangue.
  • Crianças PIG (pequenos para idade gestacional): leucemia, diabetes tipo 2, parestesia (dormência e formigamento), hipertensão intracraniana benigna (aumento da pressão dentro do crânio), mialgia (dor muscular), rigidez muscular, edema periférico (inchaço nas extremidades do corpo), edema facial, diminuição do cortisol no sangue.
  • Crianças com Síndrome de Prader-Willi: leucemia, diabetes tipo 2, prurido, urticária, rigidez muscular, edema facial, reação no local de injeção, diminuição do cortisol no sangue.
  • Crianças com Baixa estatura idiopática: leucemia, diabetes tipo 2, hipertensão intracraniana benigna (aumento da pressão dentro do crânio), erupção cutânea, mialgia (dor muscular), rigidez muscular, edema facial, diminuição do cortisol no sangue.
  • Adultos com Deficiência do hormônio de crescimento: diabetes tipo 2, hipertensão intracraniana benigna (aumento da pressão dentro do crânio), erupção cutânea, prurido, urticária, edema facial, reação no local de injeção, diminuição do cortisol no sangue.

Na experiência pós-comercialização, casos raros de morte súbita foram relatados em pacientes portadores de síndrome de Prader-Willi tratados com Genotropin®, embora nenhuma relação causal tenha sido demonstrada.

Foram relatadas ocorrências de deslizamento da epífise femoral proximal e de síndrome de Legg-Calvé-Perthes (osteonecrose/necrose avascular, ocasionalmente associada a deslizamento da epífise femoral proximal) em crianças tratadas com hormônio de crescimento. Casos foram relatados com Genotropin®.

Reações adversas registradas no estudo de fase III (Estudo Ceres)

Ao longo do estudo, foram registrados efeitos adversos (EAs) em um total de 85 participantes, sendo a percentagem de participantes com pelo menos um EA semelhante entre os grupos de tratamento: 87,8 % no grupo Cristália e 87,5 % no grupo Genotropin®. Não se verificaram diferenças estatisticamente significantes entre os grupos face à incidência global de EAs, número mediano de EAs ou incidência de EAs com relação possível, provável ou definida com a medicação. A intensidade dos EAs foi também semelhante entre os grupos de tratamento, sendo a maioria dos EAs reportados de intensidade moderada (79,8 % no grupo Cristália e 73,3 % no grupo Genotropin®).

Apesar de uma alta incidência de EAs no presente estudo, pode observar-se que a relação causal da maioria dos EAs reportados em ambos os grupos foi classificada como "improvável" (49,4 % no grupo Cristália vs. 62,0 % no grupo Genotropin®). Adicionalmente, é de salientar que a grande maioria de EAs foram resolvidos sem sequelas (94,0 % no grupo Cristália vs. 92,0 % no grupo Genotropin®), apenas 1,7 % conduziram à hospitalização (grupo Cristália) e nenhuma morte ou descontinuação devido a EAs foram observadas durante o estudo.

Cinco EAGs (2,1 %) foram observados no grupo Cristália, sendo 3 em uma paciente com craniofaringioma em que foi relatada a progressão da porção cística do tumor em 3 ocasiões. Apesar destes relatos terem sido considerados de relação possível com a medicação, a progressão desse tumor benigno pode acontecer mesmo sem o uso concomitante do hormônio do crescimento e os dados da literatura são inconclusivos quanto à relação causal entre progressão de um craniofaringioma e uso do hormônio de crescimento.

Quanto à imunogenicidade, não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes entre os grupos de tratamento em termos da incidência de anticorpos durante o período de tratamento. Em nenhum grupo se observou a presença de anticorpos neutralizantes. 

A tabela 13 mostra as reações adversas registradas no Estudo Ceres classificadas de acordo com a classe de sistema de órgãos e frequência para crianças e adultos separadamente, usando a seguinte convenção:
  • Muito comum (≥1/10);
  • Comum (≥1/100 a <1/10);
  • Incomum (≥1/1.000 a <1/100);
  • Raro (≥ 1/10.000 a <1/1.000);
  • Muito raro (<1/10.000);
  • Não conhecido (não pode ser estimado a partir dos dados disponíveis).

Tabela 13: Reações adversas com causalidade relacionada (possível, provável ou definida) com o produto Criscy®:

Classe de sistema de órgãos

Muito comum (≥1/10)Comum (≥1/100 a <1/10)Incomum (≥1/1.000 a <1/100)Raro (≥ 1/10.000 a <1/1.000)

Muito raro (<1/10.000)

Doenças do sistema nervoso

---Cefaleia---------

Afecções musculoesqueléticas e dos tecidos conjuntivos

------Dores nas extremidades, artralgia, dor cervical, dorsalgia------

Doenças endócrinas

------Hiperglicemia------

Doenças gastrointestinais

------Náusea, dor abdominal, vômito------

Afecções oculares

---Edema palpebral---------

Perturbações gerais e alterações no local da administração

------Dor no local da aplicação------

Doenças renais e urinárias

------Infecção do trato urinário------

Doenças do sangue e do sistema linfático

------Trombocitose------

Informe seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

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