Como o Clonazepam age? Farmacologia
Eficácia
Epilepsia e convulsões
Eficaz no tratamento de crises de ausência refratárias e epilepsias sensoriais (como epilepsia fotomioclônica). Controla crises parciais complexas e pode permitir redução de outros anticonvulsivantes.
Em crianças, reduz crises em até 70% dos casos com doses de 0,05 a 0,3 mg/kg/dia.
Ansiedade
Eficaz para crises de pânico a curto prazo e fobias. Não estudado além de 9 semanas ou em menores de 18 anos.
Problemas de humor
Reduz sintomas de mania em transtorno bipolar. Associado a antidepressivos, melhora depressão ansiosa mais rapidamente.
Outras condições
Eficaz em acatisia, síndrome das pernas inquietas, tonturas e síndrome da boca ardente.
Referências Bibliográficas disponíveis na bula completa.
Como age no organismo
Mecanismo de ação
Age no sistema nervoso central potencializando o GABA (neurotransmissor inibitório), com efeitos anticonvulsivantes, calmantes e relaxantes musculares. Suprime atividade cerebral anormal em epilepsias.
Absorção e distribuição
Absorvido rapidamente (pico em 1-4h). Ligação a proteínas plasmáticas: 82-86%. Distribui-se amplamente, inclusive para o cérebro.
Metabolismo e eliminação
Metabolizado no fígado. Meia-vida: 30-40 horas. Eliminado principalmente pela urina como metabólitos inativos.
Grupos especiais
Idosos: efeitos podem ser mais intensos. Crianças: farmacocinética similar a adultos. Problemas hepáticos: requer ajuste de dose.
Estudos pré-clínicos
Sem evidências de carcinogenicidade ou mutagenicidade. Em animais, altas doses reduziram fertilidade e causaram malformações em coelhos.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)