Como Cherry funciona?
Resultados de eficácia
Estudos clínicos com 1.655 mulheres mostraram 12 casos de gravidez em mais de 22.000 ciclos. Em 7 casos houve erros de uso, doenças ou interações medicamentosas.
Tipo de uso | Casos de gravidez | Índice de Pearl | Confiança 95% |
Uso típico | 12 | 0,698 | [0,389; 1,183] |
Uso perfeito | 5 | 0,291 | [0,115; 0,650] |
Para acne: Cherry demonstrou eficácia superior a placebo e similar a outros COCs, com melhora significativa em 64,1% das usuárias após 6 meses. Também reduziu seborreia e hirsutismo.
Benefícios adicionais
Sintomas menstruais
Estudo com 20.897 mulheres mostrou redução de: cefaleia (15,8% para 2,9%), tensão mamária (15,1% para 3%), humor depressivo (7,4% para 1,4%) e fadiga (6,1% para 1,2%) após 4 ciclos.
Cólica menstrual
61,1% das usuárias com cólicas relataram ausência de sintomas após 4 ciclos.
Libido
Estudos mostraram redução de baixo interesse sexual e aumento significativo de satisfação sexual.
Peso e metabolismo
Não alterou peso médio (63,1kg). Manteve controle glicêmico e melhorou perfil lipídico (aumentou HDL, reduziu LDL).
Referências disponíveis na bula original.
Características farmacológicas
Mecanismo de ação
Cherry inibe a ovulação, altera o muco cervical e o endométrio, prevenindo gravidez. O acetato de clormadinona tem ação antiandrogênica, bloqueando receptores de testosterona.
Farmacocinética
Acetato de clormadinona (CMA)
- Absorção: Rápida e completa após dose oral
- Pico plasmático: 1-2 horas
- Ligação proteica: >95% (albumina)
- Meia-vida: 34-39 horas
- Eliminação: Renal e fecal
Etinilestradiol (EE)
- Absorção: Rápida, mas biodisponibilidade de 40%
- Pico plasmático: 1,5 horas
- Ligação proteica: 98% (albumina)
- Meia-vida: 12-14 horas
- Eliminação: Renal (30%) e fecal (60%)
Segurança pré-clínica
Estudos em animais mostraram toxicidade baixa. Dados convencionais não indicaram riscos adicionais além dos já conhecidos.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)