Como a substância ativa da Prednisolona Proagro age?

Resultados de estudos


Estudos em crianças com anemia de Diamond-Blackfan mostraram maior remissão com prednisolona. Em leucemia linfoblástica aguda pediátrica, sobrevida livre de eventos foi similar entre dexametasona e prednisolona. Em linfoma não-Hodgkin, taxas de resposta foram de 86% (baixo grau) e 64% (alto grau). Em mieloma múltiplo, esquema com melfalano e prednisolona mostrou sobrevida superior. Em púrpura trombocitopênica, dose baixa de prednisolona foi tão eficaz quanto dose alta, com menor tempo de internação. Em artrite reumatoide, prednisolona reduziu progressão de lesões. Em crise asmática, prednisolona oral foi tão eficaz quanto terapia parenteral. Em polipose nasal, prednisolona reduziu tamanho de pólipos e melhorou sintomas. Em tuberculose pulmonar, prednisolona acelerou resolução de sintomas. Em sarcoidose, promoveu regressão radiológica. Em uveíte, terapia oral foi mais eficaz que intravenosa. Em síndrome nefrótica, tratamento prolongado reduziu recidivas. Em colite ulcerativa, prednisolona foi superior à budesonida em escore histopatológico.

Referências Bibliográficas

Ohga, S. et al. Diamond-Blackfan anemia in Japan: clinical outcomes of prednisolone therapy and hematopoietic stem cell transplantation. International Journal of Hematology. v. 79, p. 22-30, 2004.
Igarashi, S. et al. No advantage of dexamethasone over prednisolone for the outcome of standard- and intermediate-risk childhood acute lymphoblastic leukemia in the Tokyo Children's Cancer Study Group L95-14 protocol. Journal of the American Society of Clinical Oncology, v. 23, p. 6489-6498, 2005.
Bernard, T. et al. Mitoxantrone, chlorambucil and prednisolone in the treatment of non-Hodgkin's lymphoma. Leukemia & Lymphoma, v. 15, p. 481-485, 1994.
Keldsen, N. et al. Multiple myeloma treated with mitoxantrone in combination with vincristine and prednisolone (NOP regimen) versus melphalan and prednisolone: a phase III study. Nordic Myeloma Study Group (NMSG). European Journal of Hematology, v. 51, p. 80-85, 1993.
Ohmine, K. et al. Low-dose prednisolone therapy for idiopathic thrombocytopenic purpura. Rinsho Ketsueki. The Japanese journal of Clinical Hematology, v. 41, p. 8-11, 2000.
Kirwan, J.R. et al. A randomised placebo controlled 12 week trial of budesonide and prednisolone in rheumatoid arthritis. Annals of the rheumatic diseases, v. 63, p. 688-695, 2004.
Wallace, C.A. et al. Trial of early aggressive therapy in polyarticular juvenile idiopathic arthritis. Arthritis and Rheumatism, v. 64, p. 2012-2021, 2012.
Dembla, G. et al. Oral versus intravenous steroids in acute exacerbation of asthma--randomized controlled study. The Journal of the Association of Physicians of India, v. 59, p. 621-623, 2011.
Hissaria, P. et al. Short course of systemic corticosteroids in sinonasal polyposis: a double-blind, randomized, placebo-controlled trial with evaluation of outcome measures. The Journal of Allergy and Clinical Immunology, v. 118, p.128-133, 2006.
Kirtsreesakul, V. et al. Clinical efficacy of a short course of systemic steroids in nasal polyposis. Rhinology, v. 49, p. 525-532, 2011.
Bilaceroglu, S. et al. Prednisolone: a beneficial and safe adjunct to antituberculosis treatment? A randomized controlled trial. The international journal of tuberculosis and lung disease. The Official Journal of The International Union against Tuberculosis and Lung Disease, v. 3, p. 47-54, 1999.
Eule, H. et al. Corticosteroid therapy of intrathoracic sarcoidosis stages I and II--results of a controlled clinical trial. Zeitschrift fur Erkrankungen der Atmungsorgane 149, 142-147, 1977.
Meacock, W.R. et al. Steroid prophylaxis in eyes with uveitis undergoing phacoemulsification. The British Journal of Ophthalmology, v. 88, p. 1122-1124, 2004.
Bagga, A. et al. Prolonged versus standard prednisolone therapy for initial episode of nephrotic syndrome. Pediatric Nephrology, v. 13, p. 824-827, 1999.
Lofberg, R. et al. Oral budesonide versus prednisolone in patients with active extensive and left-sided ulcerative colitis. Gastroenterology, v. 110, p. 1713-1718, 1996.

Exclusivo Solução Oral 11mg/mL

Na asma

Estudo com crianças com asma aguda mostrou que prednisolona oral permitiu alta mais rápida e reduziu necessidade de terapia adicional comparado a placebo. Outro estudo mostrou que diferentes doses (0,5mg/kg, 1mg/kg, 2mg/kg) tiveram recuperação similar.

Na artrite reumatoide

Prednisolona oral (7,5mg/dia) reduziu progressão de lesões erosivas em pacientes com artrite reumatoide. Em outro estudo, prednisolona (5mg/dia) por dois anos reduziu progressão radiológica comparado a placebo.

Referências Bibliográficas

1. Storr J, Barrel E, Barry W, et al. Effect of a single oral dose of prednisolone in acute childhood asthma. Lancet 1987; 1(8538): 879-82.
2. Langton Hewe S, Hobbs J, Reid F, et al. Prednisolone in acute childhood asthma: clinical responses to three dosages. Respir Med 1998; 92(3): 541-6.
3. Kirwan JR. The effect og glucocorticoids on joint destruction in rheumatoid arthritis. N Engl J Med 1995; 333 (3): 142-6.
4. Rau R, Wassenberg S, Zedler H. Low dose prednisolone therapy (LDPT) retards radiographically detectable destruction in early rheumatoid arthristis-preliminary results of a multicenter, randomized, parallel, double blind study. Z Rheumatol 2000; 59 Suppl 2:II/90-6.

Como o medicamento age no corpo


Prednisolona é absorvida rapidamente pelo trato digestivo. Liga-se a proteínas do sangue (70-90%). Meia-vida: 2-4 horas. Metabolizada no fígado e eliminada na urina.

É um corticosteroide sintético com ação principalmente anti-inflamatória. Pode reproduzir efeitos de hormônios adrenais naturais, mas em doses altas apresenta efeitos diferentes.

Efeitos metabólicos:

Aumenta produção de glicose; armazena glicogênio no fígado; reduz uso de glicose; diminui tolerância a carboidratos; ação anti-insulina; aumenta quebra de proteínas; estimula quebra e armazenamento de gorduras; aumenta filtração renal; aumenta perda de cálcio.

Reduz produção de eosinófilos e linfócitos; estimula produção de glóbulos vermelhos e neutrófilos. Inibe processos inflamatórios (edema, depósito de fibrina, dilatação capilar, migração de células de defesa) e fases tardias da cicatrização.

Suprime produção de ACTH, reduzindo produção de andrógenos adrenais. Pode ter atividade mineralocorticoide, causando retenção de sódio, perda de potássio e hipertensão.

O que você está sentindo?

Use o BulaBot para fins informativos.