Como a substância age no corpo?
Resultados de Eficácia
Câncer de Mama
Esquemas combinados (ex: CMFP, FAC, CAP) alcançaram taxas de resposta de 60-80%. Em mulheres com envolvimento nodal extenso, doxorrubicina seguida por CMF foi superior à terapia alternada.
Tratamento Adjuvante
Após 15 anos de avaliação em 336 mulheres com câncer de mama estágio II:
Sobrevida livre de doença = 54% e sobrevida global = 58%. Observou-se toxicidade cardíaca em 12 pacientes, com 3 óbitos.
Estudos Clínicos
Efetividade comprovada em metanálises do EBCTCG. Regimes com doxorrubicina mantiveram pelo menos 75% do efeito histórico do CMF.
Estudo NSABP B-15:
- Nenhuma diferença significativa entre CMF e AC (doxorrubicina + ciclofosfamida) em sobrevida livre de doença ou global.
Doença Metastática
Análise de 1581 pacientes mostrou taxa de resposta completa de 16,6% e sobrevida mediana de 21,3 meses. Combinações com paclitaxel ou docetaxel mostraram melhores resultados que esquemas tradicionais.
Câncer de Pulmão
Esquema AVE (doxorrubicina, vincristina, etoposídeo) foi mais efetivo que CAV, com respostas globais de 76% vs. 61%.
Câncer de Bexiga
Terapia Neoadjuvante
MVAC pré-cirurgia aumentou sobrevida mediana para 74,7 meses vs. 43,2 meses apenas com cirurgia.
Terapia Adjuvante
Doxorrubicina intravesical após remoção do tumor reduziu recorrência (56% sem recorrência em 3 anos vs. 29% sem tratamento).
Doença Metastática
MVAC apresentou taxas de resposta completa de 30-40% e sobrevida mediana de 14,8 meses.
Câncer de Tireoide
Combinação com estreptozocina e outros agentes produziu 15% de respostas parciais e estabilização em 50% dos casos.
Câncer de Ovário
Esquema HCAP produziu resposta em 96% das pacientes, com sobrevida mediana de 45 meses.
Sarcomas Ósseos
Doxorrubicina + cisplatina apresentou resultados similares a esquemas complexos, com sobrevida de 55,2% em 5 anos.
Sarcomas de Tecidos Moles
Doxorrubicina mostrou eficácia similar à ifosfamida com menor toxicidade. Esquema MAID obteve 47% de respostas.
Linfomas
Adição de doxorrubicina à radioterapia aumentou sobrevida livre de falha em linfoma de Hodgkin (94% vs. 81% em 3 anos). Em linfoma não-Hodgkin, substituição por epirrubicina manteve eficácia.
Neuroblastoma
Tratamento intensivo multimodal alcançou sobrevida livre de eventos em 72% das crianças após 85 meses.
Tumor de Wilms
Esquema VACA é padrão para estágios II e III.
Leucemias (LLA/LMA)
Em LLA adulta, adição de doxorrubicina aumentou taxa de remissão para 90% e sobrevida para 31 meses. Em LMA, combinações obtiveram até 94% de remissão completa.
Referências: (Lista mantida conforme original)
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)