Quais cuidados devo ter ao usar o Vepesid?
Vepesid deve ser administrado sob a supervisão de médicos especialistas e experientes no uso de medicamentos quimioterápicos. Pode ocorrer mielodepressão grave (redução na produção de células do sangue pela medula óssea, incluindo as células de defesa e as que controlam o sangramento) resultando em infecção ou hemorragia.
Mielodepressão fatal foi relatada após administração de etoposídeo. Os pacientes em tratamento com Vepesid devem ser observados com relação à mielodepressão cuidadosa e frequentemente durante e após o tratamento. A toxicidade mais significativa associada ao tratamento com Vepesid é a depressão da medula óssea (mielodepressão) limitante à dose. Os seguintes exames deverão ser realizados no início do tratamento e antes de cada dose subsequente de Vepesid : contagem de plaquetas, hemoglobina, contagem de leucócitos (células de defesa) totais e diferencial (neutrófilos, linfócitos, entre outros). Na ocorrência de uma contagem de plaquetas menor que 50.000/mm3 ou de uma contagem absoluta de neutrófilos menor que 500/mm3, é aconselhável interromper o tratamento até que a contagem sanguínea esteja suficientemente recuperada.
Os médicos deverão estar atentos à possível ocorrência de reação anafilática (reação alérgica) que se manifesta por calafrios, febre, taquicardia, broncoespasmo, dispnéia e hipotensão. O tratamento é sintomático. A administração de Vepesid deverá ser interrompida imediatamente, sendo seguida pela administração de agentes pressores, corticosteróides, anti-histamínicos ou expansores de volume, a critério médico.
O médico deve avaliar o benefício do medicamento ponderando o risco de reações adversas. A maioria das reações adversas é reversível se detectada no início da ocorrência. Se ocorrerem reações graves, o medicamento deverá ter sua dose reduzida ou suspensa. O reinício do tratamento com Vepesid deverá ser efetuado com cautela e considerando-se a necessidade da droga com atenção à possível recorrência da toxicidade. Pacientes com baixo nível de albumina sérica (proteína no sangue) podem ter um aumento do risco de toxicidades associadas ao etoposídeo.
Vepesid pode causar dano no feto quando administrado a mulheres grávidas. Vepesid demonstrou ser teratogênico (provoca danos ao feto) em camundongos e ratos. Entretanto, não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Se a droga for usada durante a gravidez ou se a paciente engravidar durante o tratamento, ela deverá estar ciente do risco potencial sobre o feto. As mulheres com potencial de engravidar devem ser aconselhadas a não fazê-lo.
Dado o potencial mutagênico de Vepesid, a contracepção efetiva é requerida para pacientes homens e mulheres durante o tratamento e até 6 meses depois do término do tratamento. Recomenda-se consulta genética para pacientes que querem ter filhos após o término do tratamento. Como Vepesid pode diminuir a fertilidade masculina, a preservação do esperma pode ser considerada para paternidade posterior ao tratamento.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Uso durante a amamentação
Não se sabe se este medicamento é excretado no leite materno; no entanto, como muitos medicamentos o são e pelo potencial de Vepesid em provocar graves reações adversas em lactentes, deve-se optar por interromper a amamentação ou o medicamento, levando-se em conta a importância do medicamento para a mãe.
Carcinogênese
Os testes de carcinogenicidade com Vepesid não foram conduzidos em animais de laboratório. Dado o seu mecanismo de ação, pode ser considerado um possível carcinógeno em seres humanos. A ocorrência de leucemia aguda com ou sem fase pré-leucêmica, foi relatada raramente em pacientes tratados com Vepesid associado com outros medicamentos antineoplásicos.
Uso em crianças
A segurança e a eficácia em crianças não foram sistematicamente estudadas.
Uso em idosos
Apesar de terem sido observadas algumas diferenças nos parâmetros farmacocinéticos em pacientes com 65 anos ou mais, estas não são consideradas clinicamente significantes.
Vacinações
O uso concomitante de Vepesid com vacinas de vírus vivo pode potencializar a replicação do vírus da vacina e/ou pode aumentar a reação adversa do vírus da vacina porque os mecanismos de defesas normais podem ser suprimidos pelo Vepesid. A vacinação com vacinas vivas em uma paciente tomando Vepesid pode resultar em infecções severas. A resposta de anticorpos do paciente a vacinas pode estar diminuída.
O uso de vacinas vivas deve ser evitado e o aconselhamento individual deve ser procurado.
Interações medicamento – medicamento
Altas doses de ciclosporina, a uma concentração acima de 2.000 ng/mL administradas juntamente com etoposídeo via oral levaram a um aumento de 80% na exposição do etoposídeo (ASC), com uma diminuição de 38% no clearance corpóreo total do etoposídeo quando comparado ao etoposídeo administrado isoladamente.
O tratamento com cisplatina concomitante é associada a um reduzido clearance corpóreo total de etoposídeo. A terapia concomitante com fenitoína está associada com o clearance aumentado e eficácia reduzida de Vepesid, e outras terapias antiepiléticas podem estar associadas com o clearance aumentado e eficácia reduzida do Vepesid.
Efeito do Vepesid em outros medicamentos
A co-administração de drogas antiepiléticas e Vepesid pode levar a um decréscimo no controle das crises devido às interações famacocinéticas entre os medicamentos. A terapia concomitante com varfarina pode resultar na elevação da razão normalizada internacional (RNI). É recomendado o monitoramento de perto da RNI.
Outras interações
Resistência cruzada entre antraciclinas e etoposídeo foram reportadas em experimentos pré-clínicos. Há um risco aumentado de doenças fatais sistêmicas de vacinas com o uso concomitante de vacinas vivas. Vacinas vivas não são recomendadas para pacientes imunossuprimidos.
Informe ao seu médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)