Para que serve - Vacina Raiva (Inativada) Instituto Butantan

Bula Vacina Raiva (Inativada) Instituto Butantan

Princípio ativo: Vacina Raiva (Inativada)

Classe Terapêutica: Todas As Outras Vacinas Virais

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Vacina Raiva (Inativada) Instituto Butantan, para o que é indicado e para o que serve?

A vacina raiva (inativada) é indicada para a prevenção da raiva em crianças e adultos. Esta vacina pode ser administrada antes e após a exposição, como vacinação primária ou como dose de reforço.

A vacinação pré-exposição deve ser oferecida aos indivíduos com alto risco de contaminação pelo vírus da raiva e para todos os que estão em risco permanente, como:

  • Pessoas que trabalham em laboratório de diagnóstico, de pesquisa, ou produção do vírus da raiva. Para estes indivíduos, um teste sorológico é recomendado a cada 6 meses.

A vacinação pré-exposição também deve ser considerada para indivíduos em risco frequente de exposição ao vírus da raiva, tais como:

  • Veterinários, assistentes de veterinários, tratadores de animais potencialmente expostos a animais infectados com o vírus da raiva;
  • Caçadores e guarda de caça, fazendeiros, trabalhadores florestais, taxidermistas (profissionais que preparam animais para exposição) e espeleólogos (profissionais que estudam as cavidades naturais como as cavernas);
  • Outras pessoas (especialmente crianças) que vivem ou viajam para áreas de alto risco.

Os testes de sorologia para anticorpos da raiva devem ser realizados em intervalos regulares de acordo com o risco de exposição ao vírus.

A dose de reforço deve ser administrada de acordo com o risco de exposição do indivíduo.

O tipo da lesão, o estado imunológico do paciente e estado do animal infectado irá determinar o tipo de tratamento, conforme as Tabelas 1 e 2 a seguir.

Tabela 1:

Circunstâncias

Conduta

Comentários

AnimalPaciente

Animal não disponível para avaliação – Circunstâncias suspeitas ou não suspeitas

-Levar para o centro antirrábico

O ciclo completo de tratamento(b) deve ser sempre concluído

Animal morto – circunstâncias suspeitas ou não suspeitas

Cérebro do animal enviada para um laboratório autorizado para análiseLevar para o centro antirrábico para tratamento

O tratamento(b) pode ser descontinuado em caso de resultado negativo ou deve ser continuado em caso de resultado positivo

Animal vivo – circunstâncias não suspeitas

Manter sob vigilância veterinária(a)Decisão para tratamento antirrábico adiada

O tratamento(b) será prosseguido dependendo da vigilância veterinária do animal

Circunstâncias suspeitas

Manter sob vigilância veterinária(a)Levar para o centro antirrábico

O tratamento(b) pode ser descontinuado se a vigilância invalidar as dúvidas iniciais ou, caso contrário, deve ser continuado

(a) De acordo com as recomendações da OMS, o período de observação mínima para vigilância veterinária de cachorros e gatos é de 10 dias.
(b) O tratamento é recomendado de acordo com a gravidade do ferimento: vide Tabela 2 a seguir.

Tabela 2:

Categoria da Severidade

Tipo de contato com o animalselvagem presumido ou confirmado raivoso ou um animal que não pode ser colocado sob supervisão

Tratamento Recomendado

ITocar ou alimentar os animais; lambedura na pele intacta (sem exposição)

Nenhum, se um histórico confiável do caso estiver disponívela

IIMordidas leves na pele lesada, pequenos arranhões ou arranhadura superficial sem sangramento (exposição)

Interrompa o tratamento se o animal permanecer saudável durante um período de observação de 10 diasb ou se for comprovado que ele é negativo para raiva por um laboratório confiável, usando técnicas de diagnóstico apropriadas. Trate como categoria III se houver exposição a morcegos

IIIMordedura ou arranhadura transdérmicasc únicas ou múltiplas

Administrar a vacina antirrábica imediatamente e imunoglobulina antirrábica, de preferência o mais rápido possível após o início da profilaxia pós-exposição

Contaminação das membranas mucosas ou pele lesada com saliva (através da lambedura de animais)

A imunoglobulina antirrábica pode ser injetada até 7 dias após a administração da primeira dose da vacina

Exposição devido ao contato direto com morcegos

Interrompa o tratamento se o animal permanecer saudável ao longo de um período de observação de 10 dias ou se for negativo para raiva por um laboratório confiável, usando técnicas de diagnóstico apropriadas

(a) Se um cão ou gato aparentemente saudável em/ou de uma área de baixo risco for colocado em observação, o tratamento pode ser adiado.
(b) Este período de observação aplica-se apenas a cães e gatos. Exceto para espécies ameaçadas ou em perigo, outros animais domésticos e selvagens com suspeita de raiva devem ser sacrificados e seus tecidos examinados quanto à presença de antígeno da raiva por meio de técnicas laboratoriais apropriadas.
(c) Mordidas, especialmente na cabeça, pescoço, rosto, mãos e genitais, são exposições de categoria III devido à rica inervação dessas áreas.

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