Reações Adversas - Tremfya

Bula Tremfya

Princípio ativo: Guselcumabe

Classe Terapêutica: Antipsoríase Sistêmicos

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Tremfya?

Resumo do perfil de segurança

A reação adversa medicamentosa mais comum foi infecção do trato respiratório superior (a partir de aproximadamente 8% dos pacientes nos estudos de colite ulcerativa até 15% dos pacientes nos estudos clínicos de psoríase e atrite psoriásica).

O perfil geral de segurança em pacientes tratados com Tremfya® foi similar para pacientes com psoríase, artrite psoriárica e colite ulcerativa.

Lista tabulada de reações adversas

Experiência dos estudos clínicos em pacientes adultos com psoríase e artrite psoriásica

O perfil de segurança de Tremfya® é baseado nos dados dos estudos Fase 2 (PSO2001, PSA2001, estudo QUASAR de indução de variação de dose) e Fase 3 (VOYAGE 1, VOYAGE 2, NAVIGATE, ORION, ECLIPSE, DISCOVER 1, DISCOVER 2, estudo de indução QUASAR (IS) e estudo de manutenção QUASAR (MS)) em 4837 pacientes, incluindo 2711 com psoríase em placas,1229 pacientes com artrite psoriásica, e 897 pacientes com colite ulcerativa. A duração da exposição à Tremfya® é apresentada na Tabela 1.

Tabela 1: Exposição a longo prazo de Tremfya® em estudos de Fase 2 e Fase 3

Duração da exposição

Número de pacientes

≥ 1 ano

3731a

≥ 2 anos

1953b

≥ 3 anos

1482c

≥ 4 anos

1393c

≥ 5 anos

950c

a Estudos de psoríase em placas, artrite psoriásica e colite ulcerativa.
b Estudos de psoríase em placas e artrite psoriásica. 
c Estudos de psoríase em placas.

A Tabela 2 fornece uma lista das reações adversas dos estudos clínicos de psoríase e artrite psoriásica, doença de Crohn e colite ulcerativa bem como da experiência de pós-comercialização. As reações adversas são classificadas pelo MedDRA System Organ Class (Grupos Sistêmicos do Dicionário Médico para Atividades Regulamentares) e a frequência, utilizando a seguinte convenção:

  • Muito comum (≥ 1/10);
  • Comum (≥ 1/100 a < 1/10);
  • Incomum (≥ 1/1.000 a < 1/100);
  • Rara (≥ 1/10.000 a < 1/1.000);
  • Muito rara (< 1/10.000);
  • Desconhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).

Tabela 2: Lista de reações adversas

Classe de sistema de órgãos

Frequência

Reações Adversas

Infecções e infestações

Muito comum

Infecção do trato respiratório

Incomum

Infecções por herpes simples

Incomum

Infecções por Tinea sp.

Incomum

Gastroenterite

Investigações

Comum

Aumento das transaminase

Incomum

Diminuição da contagem de neutrófilos

Distúrbios do sistema imunológico

Rara

Hipersensibilidade

Rara

Anafilaxia

Distúrbios do sistema nervoso

Comum

Cefaleia (dor de cabeça)

Distúrbios gastrointestinais

Comum

Diarreia

Distúrbios da pele e do tecido cutâneo e subcutâneo

Incomum

Urticária

Comum

Erupção cutânea

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conectivo

Comum

Artralgia (dor nas articulações)

Distúrbios gerais e condições do local de administração

Incomum

Reações no local da aplicação

Descrição de reações adversas selecionadas

Aumento das Transaminases

Em dois estudos clínicos de Fase 3 de artrite psoriásica, durante o período controlado por placebo, eventos adversos de aumento das transaminases (alanina aminotransferase [ALT], aspartato aminotransferase [AST], enzima do fígado, teste de unção do fígado e hipertransaminasemia) foram relatados com mais frequência no grupo tratado com Tremfya® (8,6% no grupo de 100 mg subcutâneo a cada 4 semanas e 8,3% no grupo de 100 mg subcutâneo a cada 8 semanas) do que no grupo placebo (4,6%). Ao longo de 1 ano, eventos adversos de aumento de transaminases (como os descritos acima) foram relatados em 12,9% dos pacientes no grupo recebendo Tremfya® a cada 4 semanas e 11,7% no grupo recebendo Tremfya® a cada 8 semanas.

Nos estudos clínicos de psoríase, ao longo de 1 ano o perfil de aumento das transaminases (ALT e AST) para o grupo recebendo Tremfya® a cada 8 semanas foi similar ao observado para o grupo recebendo Tremfya® a cada 8 semanas nos estudos clínicos de artrite psoriásica, e ao longo de 5 anos a incidência de elevação das transaminases não aumentou por ano de tratamento com recebendo Tremfya®.

Na maioria dos casos, o aumento das transaminases foi transiente e não levou à descontinuação do tratamento.

Diminuição da contagem de neutrófilos

Em dois estudos clínicos de Fase 3 de artrite psoriásica, durante o período controlado por placebo, o evento de diminuição da contagem de neutrófilos foi relatada com mais frequência no grupo tratado com Tremfya® (0,9%) do que no grupo placebo (0%). Na maioria dos casos, a diminuição da contagem de neutrófilos no sangue foi leve, transitória, não associada à infecção e não levou à descontinuação do tratamento.

Gastroenterite

Nos estudos clínicos, gastroenterite ocorreu mais frequentemente no grupo tratado com Tremfya® (1,1%) do que no grupo placebo (0,7%). Até a Semana 264, 5,8% de todos os pacientes tratados com Tremfya® relataram gastroenterite. Reações adversas de gastroenterite não foram graves e não causaram descontinuação de Tremfya® até a Semana 264. As taxas de gastroenterite observadas nos estudos clínicos de artrite psoriásica durante o período controlado por placebo foram semelhantes às observadas nos estudos clínicos de psoríase.

Reações no local de injeção

Nos estudos clínicos até a Semana 48, 0,7% das injeções de Tremfya® e 0,3% das injeções de placebo foram associadas a reações no local da injeção. Até a Semana 264, 0,4% das injeções de Tremfya® foram associadas a reações no local da injeção. Reações no local de injeção foram, em geral, leves a moderadas em intensidade, nenhuma foi grave e causou a descontinuação de Tremfya®. Em dois estudos clínicos de fase III para artrite psoríasica, ao longo da Semana 24, o número de pacientes que reportaram 1 ou mais reações no local de injeção foi baixa e um pouco mais alto nos grupos Tremfya® do que no grupo placebo; 5 (1,3%) pacientes do grupo Tremfya® a cada 8 semanas, 4 (1,1%) pacientes no grupo Tremfya® a cada 4 semanas, e 1 (0,3%) paciente no grupo placebo. Um paciente descontinuou Tremfya® por conta de uma reação no local de injeção durante o período controlado por placebo dos estudos clínicos de artrite psoriásica. Ao longo de 1 ano, a proporção de pacientes relatando uma ou mais reação no local de injeção foi 1,6% e 2,4% no grupo recebendo Tremfya® a cada 8 semanas e a cada 4 semanas, respectivamente. No geral, a taxa de injeções associadas com reações no local de injeção observadas nos estudos clínicos de artrite psoriásica ao longo do período controlado por placebo foi semelhante às taxas observadas nos estudos clínicos de psoríase.

No estudo clínico de manutenção de Fase III da colite ulcerativa até a Semana 44, a proporção de pacientes que relataram 1 ou mais reações ao guselcumabe no local da injeção subcutânea foi de 7,9% (2,5% das injeções) no grupo de guselcumabe 200 mg subcutâneo a cada 4 semanas e nenhuma injeção no grupo grupo guselcumabe 100 mg subcutâneo a cada 8 semanas. A maioria das reações no local da injeção foram leves e nenhuma foi grave.

Imunogenicidade

Em estudos clínicos, 5% dos pacientes tratados com Tremfya® desenvolveram anticorpos antidroga em até 52 semanas de tratamento. Dos pacientes que desenvolveram anticorpos antidroga, aproximadamente 8% apresentaram anticorpos que foram classificados como neutralizantes, o que equivale a 0,4% de todos os indivíduos tratados com Tremfya®. Nas análises agrupadas de fase III em pacientes com psoríase, aproximadamente 15% dos pacientes tratados com Tremfya® desenvolveram anticorpos antidroga em até 264 semanas de tratamento. Dos pacientes que desenvolveram anticorpos antidroga, aproximadamente 5% tiveram anticorpos que foram classificados como neutralizante, equivalente a 0,76% de todos os participantes tratados com Tremfya®. Os anticorpos antidroga não foram associados com diminuição de eficácia ou desenvolvimento de reações no local da injeção.

Nas análises agrupadas de Fase II e III em pacientes com colite ulcerativa, aproximadamente 12% (n=58) dos pacientes tratados com guselcumabe por até 56 semanas desenvolveram anticorpos antidroga. Dos pacientes que desenvolveram anticorpos antidroga, aproximadamente 16% (n=9) apresentaram anticorpos classificados como neutralizantes, o que equivale a 2% de todos os pacientes tratados com guselcumabe. Os anticorpos antidroga não foram associados a uma menor eficácia ou ao desenvolvimento de reações no local da injeção.

Atenção: este produto é um medicamento que possui uma nova indicaçao terapêutica no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

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