Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Trebyxan com outros remédios?
A coadministração (ao mesmo tempo) de Trebyxan com inibidores de suas enzimas metabolizadoras (enzimas que transformam o medicamento) pode resultar em maior exposição ao Trebyxane seu metabólito ativo SN-38. Médicos devem levar isso em consideração ao administrar Trebyxan com estes medicametos.
| Cetoconazol | O clearance (eliminação) do cloridrato de irinotecano é reduzido significativamente em pacientes recebendo concomitantemente cetoconazol (tipo de antifúngico), aumentando assim a exposição ao SN-38. O cetoconazol deve ser descontinuado pelo menos 1 semana antes de iniciar o tratamento com cloridrato de irinotecano e não deve ser administrado durante a terapia com cloridrato de irinotecano |
| Sulfato de atazanavir | Tem o potencial de aumentar a exposição sistêmicaao SN-38 o metabólito ativo do cloridrato de irinotecano. Médicos devem levar isto em consideração quando coadministrar estes medicamentos |
| Anticonvulsivantes | A coadministração de medicamentos anticonvulsivantes indutores do CYP3A (que induz a metabolização de outras drogas pelo fígado) (por ex.: carbamazepina, fenobarbital ou fenitoína) reduzem a exposição ao metabólito ativo SN-38. Deve-se ter cautela ao iniciar ou substituir anticonvulsivantes não indutores enzimáticos pelo menos 1 semana antes do início da terapia com cloridrato de irinotecano em pacientes que requerem tratamento com anticonvulsivantes |
| Erva de São João (Hypericum perforatum) | A exposição ao metabólito SN-38 é reduzida em pacientes recebendo a erva de São João concomitantemente. A erva de São João deve ser descontinuada pelo menos 1 semana antes do primeiro ciclo de cloridrato de irinotecano, e não deve ser administrada durante todo o tratamento com Trebyxan |
| Bloqueadores neuromusculares | A interação entre cloridrato de irinotecano e bloqueadores neuromusculares (uma classe de medicamentos que bloqueia a interação entre nervos e músculos) não pode ser descartada, uma vez que ele pode prolongar o efeito neuromuscular do suxametônio (um tipo de bloqueador neuromuscular) e antagonizar (bloquear o efeito) de outros bloqueadores neuromusculares. |
| Agentes antineoplásicos | Eventos de cloridrato de irinotecano, como a mielossupressão (diminuição da função da medula óssea, órgão responsável pela produção das células sanguíneas) e a diarreia, podem ser exacerbados (aumentados) pela associação com outros agentes antineoplásicos que causem eventos adversos semelhantes |
| Dexametasona | Foi relatada linfocitopenia (redução do número de linfócitos, células sanguíneas de defesa) em pacientes em tratamento com cloridrato de irinotecano, sendo possível que a administração de dexametasona como profilaxia (ação preventiva) antiemética possa aumentar a probabilidade de ocorrência de linfocitopenia. Contudo, não foram observadas infecções graves e nenhuma complicação foi especificamente atribuída à linfocitopenia. Foi também relatada hiperglicemia (concentração elevada de glicose no sangue) em pacientes com um histórico de diabetes mellitus ou evidência de intolerância à glicose previamente à administração de cloridrato de irinotecano. É provável que a dexametasona, aplicada como profilaxia (prevenção) antiemética, possa ter contribuído para o surgimento de hiperglicemia em alguns pacientes |
| Laxantes | É esperado que laxantes (que estimulam a eliminação das fezes) usados durante a terapia com o irinotecano piorem a incidência ou gravidade da diarreia |
| Diuréticos | Desidratação secundária a vômitos e/ou diarreia pode ser induzida pelo cloridrato de irinotecano. O médico pode considerar a suspensão do diurético (medicamento que atua no rim) durante o tratamento com o irinotecano e durante períodos ativos de vômitos e diarreia |
| Bevacizumabe | Resultados de um estudo específico de interação medicamentosa demonstraram nenhum efeito significativo do bevacizumabe (tipo de antineoplásico – anticorpo monoclonal) na farmacocinética de irinotecano e seu metabólito ativo SN-38 |
| Vacinas | A administração de vacinas vivas ou atenuadas (microrganismo mortos ou inativados) em pacientes imunocomprometidos (imunidade diminuída) por agentes quimioterápicos, incluindo cloridrato de irinotecano, pode resultar em infecções graves ou fatais. A vacinação com vacinas vivas deve ser evitada em pacientes recebendo cloridrato de irinotecano. As vacinas mortas ou inativadas podem ser administradas. Entretanto, a resposta a tais vacinas pode ser diminuída |
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)