Reações Adversas - Tramaden

Bula Tramaden

Princípio ativo: Cloridrato de Tramadol

Classe Terapêutica: Analgésicos Narcóticos

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Tramaden?

Podem ocorrer freqüentemente náuseas, vômito, secura da boca, dor de cabeça, tontura e sonolência.

Reações adversas menos freqüentes podem ocorrer relacionadas à função cardiovascular:

Palpitação, sudorese, taquicardia, hipotensão postural, fadiga e sensação de colapso cardiovascular. Estas reações adversas podem ocorrer particularmente quando o paciente realiza esforços excessivos, e após administração intravenosa de tramadol.

Também podem ocorrer:

Confusão, cefaléia, constipação, irritação gastrintestinal (por exemplo, sensação de pressão no estômago), ânsia de vômito e também reações dermatológicas (prurido, urticária, eritema cutâneo e exantema).

Outras reações adversas de incidência muito rara incluem:

Diminuição da capacidade motora, alterações no apetite, incontinência urinária, distúrbios de micção (dificuldades da passagem da urina e retenção urinária) e parestesia. 

Raramente, tramadol pode determinar distúrbios de origem psíquica, que variam individualmente de intensidade e natureza do tratamento, dependendo da personalidade e da duração do tratamento. Com o uso prolongado, o risco é mais evidente.

Estes distúrbios incluem alterações de humor (geralmente euforia, ocasionalmente disforia), alterações na atividade (geralmente supressão, ocasionalmente elevação) e mudanças na capacidade cognitiva e sensorial (por exemplo, comportamento alterado, distúrbios de percepção). Também podem ser observados alucinações, distúrbios do sono, confusão e pesadelos.

Reações alérgicas (por exemplo, dispnéia, broncoespasmo, respiração ofegante, edema angioneurótico) e anafilaxia também têm sido reportadas, em casos muito raros, que podem levar ao choque, não podendo ser descartadas.

Dependendo da sensibilidade individual e da dose empregada, o cloridrato de tramadol pode levar à diferentes níveis de depressão respiratória e sedação (de ligeira fadiga à sonolência) que, entretanto, não ocorrem quando o produto é administrado por via oral nas doses recomendadas para alívio da dor moderada.

Muito raramente têm sido reportadas convulsões epileptiformes. Ocorreram principalmente após a administração de altas doses de tramadol ou após o tratamento concomitante com medicamentos que podem diminuir o limiar para ataque súbito ou induzir convulsões cerebrais (por antidepressivos ou antipsicóticos).

Raramente têm sido reportados casos de aumento na pressão arterial e bradicardia.

Também tem sido reportado agravamento da asma, embora não se tenha estabelecido uma relação causa-efeito.

Raramente, o tramadol pode produzir casos de dependência após uso prolongado, entretanto, podem ocorrer sintomas de retirada do medicamento, similares a aqueles que ocorrem durante a retirada de opióides, tais como:

Agitação, ansiedade, nervosismo, insônia, hipercinesia, tremor e sintomas gastrintestinais.

Distúrbios da visão, como visão borrada, ocorrem raramente.

Em casos isolados, observou-se aumento nas enzimas hepáticas em uma associação temporal com o uso terapêutico de cloridrato de tramadol.

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