Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Tercen?
Avise seu médico o mais cedo possível se você não se sentir bem durante o tratamento com Tercen (cefdinir). Assim como todo medicamento, Tercen (cefdinir) pode provocar reações adversas, porém isso não ocorre com todas as pessoas.
De acordo com regulamentação da Agência Nacional, as reações adversas a medicamentos são classificadas em:
- Muito comum (ocorre em 10% ou mais dos pacientes que utilizam este medicamento);
- Comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento);
- Incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento);
- Rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento);
- Muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento);
- Reações de frequência desconhecida são aquelas relatadas no período de pós comercialização.
As reações adversas ao uso de cefdinir durante os estudos clínicos foram as seguintes:
Em adultos e adolescentes
- Reações muito comuns: diarreia;
- Reações comuns: infecção fúngica na vagina (monilíase vaginal), náusea, dor de cabeça, dor abdominal, vaginite;
- Reações incomuns: vermelhidão na pele, má digestão, flatulência, vômitos, fezes anormais, falta de apetite, constipação, tontura, boca seca, cansaço, insônia, corrimento vaginal, infecção por fungo em pele e mucosa, coceira, sonolência.
Em crianças
- Reações comuns: diarreia, vermelhidão na pele, vômitos;
- Reações incomuns: infecção por fungo na pele, dor abdominal, diminuição das células de defesa do sangue, infecção fúngica na vagina, vaginite, fezes anormais, má digestão, agitação, aumento de enzimas do fígado, náusea, vermelhidão na pele com pequenas bolhas.
Experiência pós-comercialização
Um resumo da experiência pós-comercialização de cefdinir conforme descrito no IP dos EUA é fornecido abaixo:
- As seguintes experiências adversas e testes laboratoriais alterados, independentemente de sua relação com cefdinir, foram relatados durante extensa experiência pós-comercialização, começando com a aprovação no Japão em 1991: choque, anafilaxia (reação alérgica com obstrução respiratória) com casos raros de fatalidade, edema (inchaço) facial e laríngeo, sensação de sufocamento, reações semelhantes à doença do soro, conjuntivite, estomatite, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica (quadros graves de alteração da pele), dermatite esfoliativa, eritema (vermelhidão) multiforme, eritema nodoso, hepatite aguda, colestase (obstrução das vias biliares), hepatite fulminante, insuficiência hepática, icterícia, aumento da amilase, enterocolite aguda, diarreia sanguinolenta, colite hemorrágica, melena, colite pseudomembranosa, diminuição das células do sangue (pancitopenia, granulocitopenia, leucopenia, trombocitopenia, púrpura trombocitopênica idiopática, anemia hemolítica), insuficiência respiratória aguda, ataque asmático, pneumonia induzida por drogas, pneumonia eosinofílica, pneumonia intersticial idiopática, febre, insuficiência renal aguda, nefropatia, tendência a sangramento, distúrbio de coagulação, coagulação intravascular disseminada, sangramento gastrointestinal superior, úlcera péptica, íleo, perda de consciência, vasculite alérgica, possível interação cefdinir-diclofenaco, insuficiência cardíaca, dor torácica, infarto do miocárdio, hipertensão, movimentos involuntários e rabdomiólise (destruição de células musculares) (Abbott Laboratórios, 2008; Sandoz, 2020a).
- Os seguintes eventos adversos e testes laboratoriais alterados foram relatados para antibióticos da classe das cefalosporinas em geral: Reações alérgicas, anafilaxia (reação alérgica com obstrução respiratória), síndrome de Stevens-Johnson (quadro grave de alteração da pele), eritema (vermelhidão) multiforme, necrólise epidérmica tóxica (quadro grave de alteração da pele), disfunção renal, nefropatia tóxica, disfunção hepática incluindo colestase (obstrução das vias biliares), anemia aplástica, anemia hemolítica, hemorragia, teste falso-positivo para glicose urinária, neutropenia, pancitopenia e agranulocitose. Os sintomas da colite pseudomembranosa podem começar durante ou após o tratamento com antibióticos (Abbott Laboratories, 2008; Sandoz, 2020a).
- Várias cefalosporinas foram implicadas no desencadeamento de convulsões, particularmente em pacientes com insuficiência renal quando a dosagem não foi reduzida. Se ocorrerem convulsões associadas à terapia medicamentosa, o medicamento deve ser descontinuado. A terapia anticonvulsivante pode ser administrada se clinicamente indicada (Abbott Laboratories, 2008; Sandoz, 2020a).
Atenção: este produto é um medicamento novo no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)