Quais cuidados devo ter ao usar o Solução para Diálise Peritonial com Glicose Beker?
A diálise peritonial deve ser realizada de forma cuidadosa, principalmente, em pacientes com rompimento da membrana peritonial ou diafragma causado por cirurgia ou trauma, áreas de aderências extensas (irritação e inflamação do tecido de um órgão na região abdominal que propicia sua aderência ao tecido do órgão localizado ao lado), distensão intestinal, doença abdominal não diagnosticada, infecção de parede abdominal, hérnias ou queimaduras, fístula fecal (comunicação do órgão com o meio abdominal ou com outro órgão) ou colostomia (exteriorização do intestino grosso através da parede abdominal, para eliminação de gases ou fezes), ascite tensa (acúmulo de líquido na cavidade peritonial, formada por uma membrana que recobre os órgãos abdominais abaixo do diafragma, denominada peritôneo), obesidade e rins policísticos. Ao avaliar a diálise peritonial como o modo de terapia em tais situações extremas, os benefícios para o paciente devem ser avaliados em relação às possíveis complicações.
Deve ser mantido um registro preciso do balanço de fluído e um monitoramento do peso do paciente a fim de evitar o excesso ou a falta de hidratação do paciente, o que pode levar a consequências graves, incluindo insuficiência cardíaca congestiva (estado em que o coração é incapaz de bombear sangue a uma taxa satisfatória às necessidades dos tecidos), hipovolemia (diminuição do volume do plasma sanguíneo) e choque (situação de insuficiência circulatória, onde o sistema circulatório não consegue exercer suas funções de fornecer nutrientes, retirar substñacias nocivas e manter o equilíbrio dos gases sanguíneos).
Em pacientes com insuficiência renal aguda, as concentrações de eletrólitos do plasma devem ser monitoradas periodicamentes durante o procedimento. Os pacientes que realizam diálise peritoneal de manutenção devem fazer uma avaliação periódica para análise química do sangue e fatores hematológicos, bem como os outros indutores do estado do paciente. Não deve ser utilizado para tratamento de acidose láctica.
O potássio foi excluído da solução de diálise peritoneal, pois o procedimento de diálise peritoneal é realizado para correção da hiperculemia (concentrações elevada de potássio no plasma). A adição de cloreto de potássio pode ser realizada após avaliação criteriosa das concentrações total e plasmática de potássio e com o acompanhamento do médico.
Se for necessária a adição de medicamentos e o sítio de aditivação estiver faltando ou parcialmente removido, não use o produto.
Depois de retirar o invólucro, aperte firmemente a bolsa para verificar se há vazamento.
Se houver vazamento, não utilize a solução, pois sua esterilidade pode estar comprometida.
Técnicas assépticas devem ser utilizadas durante o procedimento e no seu término, a fim de reduzir a possibilidade de contaminação.
Não use se houver turvação, depósito ou violação do recipiente.
Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco
Adultos e crianças
O volume e a velocidade de infusão deverão ser ajustados conforme orientação médica.
Não há recomendações especiais de administração para estes grupos de pacientes.
Gravidez e lactação
Não foram realizados estudos em animais e nem em mulheres grávidas.
Categoria de risco: C.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Idosos
Podem ser necessários um volume e uma velocidade de infusão reduzidos para evitar a sobrecarga circulatória, especialmente em pacientes com insuficiência cardíaca e renal.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)