Quais cuidados devo ter ao usar o Singestar para Cães e Gatos?
O uso de Acetato de Megestrol em outros tipos de neoplasias não é recomendado.
Acetato de Megestrol deve ser usado com cautela em pacientes com história de tromboflebite.
Monitoramento próximo e frequente é indicado para qualquer paciente tratado para câncer metastático ou recorrente.
Exacerbação de diabetes preexistente com maior necessidade de uso de insulina foi relatada com o uso associado de Acetato de Megestrol.
Carcinogênese, mutagênese e fertilidade
A administração de Acetato de Megestrol por até 7 anos em cadelas foi associada a um aumento na incidência de tumores benignos e malignos da mama. Em estudos semelhantes em ratos e macacos não foi demonstrada relação com uma maior incidência de tumores. A relação entre os tumores do cão associados ao Acetato de Megestrol para humanos é desconhecida, mas deve ser considerada ao se avaliar a razão risco-benefício ao se prescrever o Acetato de Megestrol.
Estudos de fertilidade e reprodução com altas doses de Acetato de Megestrol mostraram um efeito feminilizante reversível em alguns fetos de ratos machos.
Diversos relatos sugerem uma relação entre a exposição intrauterina a fármacos progestagênicos no primeiro trimestre da gravidez e anomalias genitais em fetos de ambos os sexos. O risco de hipospádias, 5 a 8 em cada 1000 nascimentos de bebês do sexo masculino na população geral, pode ser aproximadamente dobrado com a exposição a estes medicamentos. Não há dados suficientes para quantificar o risco da exposição a fetos do sexo feminino, porém, alguns destes medicamentos induzem à leve virilização da genitália externa destes fetos.
Gravidez e Lactação
O uso de progestagênicos durante os primeiros quatro meses de gravidez não é recomendado.
Mulheres com potencial de engravidar devem ser avisadas para evitar que isto ocorra. Se a paciente for exposta ao Acetato de Megestrol durante os quatro primeiros meses de gravidez, ou se ela engravidar enquanto estiver fazendo uso desse medicamento, deverá ser informada quanto aos riscos potenciais ao feto.
Os agentes progestagênicos têm sido empregados começando com o primeiro trimestre da gravidez com o intuito de prevenir o aborto habitual ou a ameaça de aborto. Não há evidência adequada de que tal uso seja eficaz e há evidências de dano potencial ao feto quando tais fármacos são administrados durante os quatros primeiros meses de gravidez.
O uso desses agentes, com propriedades uterino-relaxantes, em pacientes com óvulos fertilizados defeituosos, pode causar um atraso no aborto espontâneo.
A amamentação deve ser interrompida durante o tratamento com o Acetato de Megestrol, devido ao potencial de eventos adversos no recém-nascido.
Categoria D para gravidez - Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Uso Pediátrico
A segurança e a eficácia em pacientes pediátricos não foram estabelecidas.
Uso em Idosos
Não há dados suficientes de estudos clínicos com Acetato de Megestrol envolvendo pacientes com 65 anos de idade ou mais para determinar se estas respondem diferentemente das pacientes mais jovens.
Em geral, deve-se ter cuidado ao escolher a dose para um paciente idoso. Usualmente se inicia na dose mínima recomendada, devido à maior frequência nesta população de disfunção hepática, renal ou cardíaca, doenças associadas e utilização concomitante de outros medicamentos.
O Acetato de Megestrol é substancialmente excretado pelos rins e, o risco de reações tóxicas pode ser maior em pacientes com insuficiência renal. Devido a maior probabilidade de os idosos terem função renal diminuída, deve-se ter cuidado na escolha da dose e pode ser útil monitorar as funções renais.
Efeitos na habilidade de dirigir e/ou operar máquinas
Não são conhecidos os efeitos do Acetato de Megestrol com relação à habilidade de dirigir ou operar máquinas.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)