Reações Adversas - Ryfluna

Bula Ryfluna

Princípio ativo: Teriflunomida

Classe Terapêutica: Produtos para Esclerose Múltipla

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Ryfluna?

Um total de 2047 pacientes com teriflunomida (7 ou 14 mg uma vez ao dia) e 997 com placebo constituíram a população de segurança, na análise que reuniu os estudos controlados com placebo em pacientes com as formas recorrentes da esclerose múltipla (EMR).

Nos estudos clínicos, as reações adversas mais frequentes com Teriflunomida (incidência ≥ 10% e ≥ 2% maior do que no grupo placebo) nos estudos controlados com placebo foram: cefaleia, diarreia, náusea, alopecia e aumento da ALT.

A classificação utilizada na frequência dos CIOMS, quando aplicável, foi:

  • Muito comum ≥ 10%;
  • Comum ≥ 1 e < 10%;
  • Incomum ≥ 0,1 e < 1%;
  • Rara ≥ 0,01 e < 0,1%;
  • Muito rara <0,01% (não pode ser estimado pelos dados disponíveis no momento).

Tabela 4: Reações adversas encontradas nos estudos controlados com placebo (ocorrendo em ≥ 1% dos pacientes, e reportados para teriflunomida 14 mg a uma taxa ≥1% mais alta do que o reportado para o placebo)

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Teriflunomida

Classificação Primária Sistema Órgão
Termo Preferencial N(%)

Placebo (n=997)

14 mg (n=1002)

Infecções e infestações

Influenza

70 (7,0%)

88 (8,8%)

Sinusite

42 (4,2%)

53 (5,3%)

Gastroenterite viral

11 (1,1%)

24 (2,4%)

Distúrbios do sistema línfatico e sanguíneo

Neutropenia

19 (1,9%)

59 (5,9%)

Distúrbios do sistema nervoso

Parestesia

67 (6,7%)

88 (8,8%)

Cefaleia

150 (15,0%)

157 (15,7%)

Distúrbios cardíacos

Palpitações

10 (1,0%)

12 (1,2%)

Distúrbios vasculares

Hipertensão

18 (1,8%)

43 (4,3%)

Distúrbios gastrointestinais

Diarreia

75 (7,5%)

136 (13,6%)

Náusea

72 (7,2%)

107 (10,7%)

Dor no abdômen superior

36 (3,6%)

50 (5,0%)

Dor de dente

18 (1,8%)

29 (2,9%)

Distúrbios no tecido subcutâneo e pele

Alopecia

50 (5,0%)

135 (13,5%)

Rash

32 (3,2%)

45 (4,5%)

Distúrbios do tecido musculoesquelético e conjuntivo

Dor musculoesquelética

21 (2,1%)

33 (3,3%)

Artralgia

52 (5,2%)

58 (5,8%)

Mialgia

15 (1,5%)

24 (2,4%)

Distúrbios do sistema reprodutivo e mama

Menorragia

4 (0,4%)

16 (1,6%)

Investigação

Aumento da alanina aminotransferase

89 (8,9%)

150 (15,0%)

Aumento da aspartato aminotransferase

17 (1,7%)

34 (3,4%)

Aumento da gama-glutamiltransferase

9 (0,9%)

23 (2,4%)

Diminuição de peso

8 (0,8%)

24 (2,4%)

Diminuição da contagem de neutrófilos

11 (1,1%)

22 (2,2%)

Aumento da creatina fosfoquinase sanguínea

7 (0,7%)

16 (1,6%)

Diminuição contagem de glóbulos brancos

4 (0,4%)

13 (1,3%)

Polineuropatia

Nos estudos controlados com placebo, a neuropatia periférica, incluindo polineuropatia e mononeuropatia (por exemplo: síndrome do túnel do carpo), foram reportados com maior frequência nos pacientes recebendo Teriflunomida do que nos pacientes recebendo placebo. Nos estudos pivotais, controlados com placebo, a incidência de neuropatia periférica, confirmada pelos estudos de condução nervosa foi de 1,4% (13 pacientes) e 1,9% (17 pacientes), com 7 mg e 14 mg de Teriflunomida, respectivamente, comparados com 0,4% com placebo (4 pacientes). O tratamento foi descontinuado em 8 pacientes com neuropatia periférica confirmada (3 estavam utilizando teriflunomida 7 mg e 5 estavam utilizando teriflunomida 14 mg). Quatro deles se recuperaram após a descontinuação do tratamento. Nem todos os casos de neuropatia periférica foram resolvidos com o tratamento contínuo.

Experiência pós-comercialização

Na experiência pós-comercialização de Teriflunomida, as seguintes reações adversas foram identificadas:

Distúrbios do Sistema Imune
  • Reações de hipersensibilidade (imediata ou tardia), algumas das quais foram graves, como: anafilaxia e angioedema.
Distúrbios do Tecido Subcutâneo e Pele
  • Reações cutâneas graves, incluindo necrólise epidérmica tóxica, Síndrome de Stevens-Johnson e psoríase (incluindo psoríase pustular).
Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino
  • Doenças intersticiais pulmonares (DIP).
Distúrbios Gastrointestinais
  • Estomatite (tais como: aftosa ou ulcerativa);
  • Pancreatite.
Distúrbios Hepatobiliares
  • Lesão hepática induzida por fármaco (LHID).

Como estas reações são reportadas voluntariamente, a partir de uma população de tamanho incerto, não é possível estimar confiavelmente a sua frequência.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificação de Eventos Adversos a Medicamentos - VigiMed, disponível em http://portal.anvisa.gov.br/vigimed, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

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