Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Rybrevant?
As seguintes reações adversas são discutidas nas outras seções desta bula:
- Reações Relacionadas à Infusão (vide “Quais cuidados devo ter ao usar o Rybrevant?”).
- Doença Pulmonar Intersticial/Pneumonite (vide “Quais cuidados devo ter ao usar o Rybrevant?”).
- Reações Adversas Dermatológicas (vide “Quais cuidados devo ter ao usar o Rybrevant?”).
- Toxicidade Ocular (vide “Quais cuidados devo ter ao usar o Rybrevant?”).
Experiência dos Estudos Clínicos
Como os estudos clínicos são conduzidos em condições amplamente variáveis, as taxas de reações adversas observadas nos estudos clínicos de um medicamento não podem ser comparadas diretamente às taxas dos estudos clínicos de outro medicamento e podem não refletir as taxas observadas na prática.
A população de segurança descrita em “Quais cuidados devo ter ao usar o Rybrevant?” reflete a exposição ao Rybrevant® como agente único no estudo CHRYSALIS em 302 pacientes com CPNPC localmente avançado ou metastático que receberam uma dose de 1050 mg (para pacientes <80 kg) ou 1400 mg (para pacientes ≥80 kg) uma vez por semana durante 4 semanas e, em seguida, a cada 2 semanas. Entre os 302 pacientes que receberam Rybrevant®, 36% foram expostos por 6 meses ou mais e 12% foram expostos por mais de um ano. Na população de segurança, as reações adversas mais frequentes (≥ 20%) foram erupção cutânea, reação relacionada à infusão, lesões na unha (paroníquia), dor musculoesquelética, falta de ar (dispneia), náusea, inchaço (edema), tosse, fadiga, lesões na boca (estomatite), constipação, vômitos e prurido. As anormalidades laboratoriais de Grau 3 a 4 mais comuns (≥ 2%) foram diminuição dos linfócitos, diminuição do fosfato, diminuição da albumina, aumento da glicose, aumento da gama glutamil transferase, diminuição do sódio, diminuição do potássio e aumento da fosfatase alcalina.
Os dados descritos abaixo refletem a exposição ao Rybrevant® na dosagem recomendada em 129 pacientes com CPNPC localmente avançado ou metastático com mutações de inserção do Exon 20 do EGFR cuja doença progrediu durante ou após a quimioterapia à base de platina. Entre os pacientes que receberam Rybrevant®, 44% foram expostos por 6 meses ou mais e 12% foram expostos por mais de um ano.
A mediana de idade foi de 62 anos (variação: 36 a 84 anos); 61% eram mulheres; 55% eram asiáticos, 35% eram brancos e 2,3% eram negros; e 82% tinham peso corporal basal <80 kg.
Reações adversas graves ocorreram em 30% dos pacientes que receberam Rybrevant®. As reações adversas graves em ≥ 2% dos pacientes incluíram embolia pulmonar, pneumonite/DPI, dispneia, dor musculoesquelética, pneumonia e fraqueza muscular. Reações adversas fatais ocorreram em 2 pacientes (1,5%) devido a pneumonia e 1 paciente (0,8%) devido a morte súbita.
A descontinuação permanente de Rybrevant® devido à uma reação adversa ocorreu em 11% dos pacientes. As reações adversas que resultaram na descontinuação permanente de Rybrevant® em ≥1% dos pacientes foram pneumonia, RRI, pneumonite/DPI, dispneia, derrame pleural e erupção cutânea.
As interrupções da dose de Rybrevant® devido a uma reação adversa ocorreram em 78% dos pacientes. Reações relacionadas à infusão (RRI) que necessitaram interrupções da infusão ocorreram em 59% dos pacientes. As reações adversas que exigiram interrupção da dose em ≥5% dos pacientes incluíram dispneia, náusea, erupção cutânea, vômito, fadiga e diarreia.
Reduções de dose de Rybrevant® devido a uma reação adversa ocorreram em 15% dos pacientes. As reações adversas que necessitaram redução da dose em ≥ 2% dos pacientes incluíram erupção cutânea e paroníquia.
As reações adversas mais comuns (≥ 20%) foram erupção cutânea, RRI, paroníquia, dor musculoesquelética, dispneia, náusea, fadiga, edema, estomatite, tosse, obstipação e vômitos. As anormalidades laboratoriais de Grau 3 a 4 mais comuns (≥ 2%) foram diminuição dos linfócitos, diminuição da albumina, diminuição do fosfato, diminuição do potássio, aumento da glicose, aumento da fosfatase alcalina, aumento da gama-glutamil transferase e diminuição do sódio.
A Tabela 6 resume as reações adversas no CHRYSALIS.
Tabela 6: Reações adversas (≥ 10%) em pacientes com CPNPC com mutações de inserção do Exon 20 cuja doença progrediu durante ou após quimioterapia à base de platina e que receberam Rybrevant® no CHRYSALIS
| Reações Adversas | Rybrevant® (N=129) | |
| Todos os Graus (%) | Graus 3 ou 4 (%) | |
| Distúrbios de pele e tecidos subcutâneos | ||
| Rasha | 84 | 3,9 |
| Prurido | 18 | 0 |
| Pele seca | 14 | 0 |
| Distúrbios gerais e condições no local da administração | ||
| Reação relacionada à infusão | 64 | 3,1 |
| Fadigab | 33 | 2,3 |
| Edemac | 27 | 0,8 |
| Febre (pirexia) | 13 | 0 |
| Infecções e Infestações | ||
| Lesões na unha (paroníquia) | 50 | 3,1 |
| Pneumoniad | 10 | 0,8 |
| Distúrbios muscoloesqueléticos e do tecido conectivo | ||
| Dor musculoesqueléticae | 47 | 0 |
| Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais | ||
| Falta de ar (dispneia)f | 37 | 2,3 |
| Tosseg | 25 | 0 |
| Distúrbios gastrointestinais | ||
| Náusea | 36 | 0 |
| Lesões na boca (estomatite)h | 26 | 0,8 |
| Constipação | 23 | 0 |
| Vômito | 22 | 0 |
| Diarreia | 16 | 3,1 |
| Dor abdominali | 11 | 0,8 |
| Distúrbios vasculares | ||
| Hemorragiaj | 19 | 0 |
| Distúrbios do metabolismo e nutrição | ||
| Diminuição do apetite | 15 | 0 |
| Distúrbios do sistema nervoso | ||
| Neuropatia periféricak | 13 | 0 |
| Tontura | 12 | 0,8 |
| Dor de cabeçal | 10 | 0,8 |
a Erupção cutânea: acne, dermatite, dermatite acneiforme, eczema, eczema asteatótico, síndrome eritrodisestésica palmo-plantar, erupção cutânea perineal, erupção cutânea, erupção cutânea eritematosa, erupção cutânea maculopapular, erupção cutânea papular, erupção cutânea vesicular, esfoliação cutânea, necrólise epidérmica tóxica.
b Fadiga: astenia, fadiga.
c Edema: edema palpebral, edema facial, edema generalizado, edema labial, edema, edema periférico, edema periorbital, edema periférico.
d Pneumonia: pneumonia atípica, infecção do trato respiratório inferior, pneumonia, aspiração de pneumonia e sepse pulmonar.
e Dor musculoesquelética: artralgia, artrite, dor nas costas, dor óssea, dor musculoesquelética no peito, desconforto musculoesquelético, dor musculoesquelética, mialgia, dor no pescoço, dor torácica não cardíaca, dor nas extremidades, dor na coluna.
f Dispneia: dispneia, dispneia de esforço.
g Tosse: tosse, tosse produtiva, síndrome da tosse das vias aéreas superiores.
h Estomatite: úlcera aftosa, queilite, glossite, ulceração da boca, inflamação da mucosa, inflamação da faringe, estomatite.
i Dor abdominal: desconforto abdominal, dor abdominal, dor abdominal inferior, dor abdominal superior e desconforto epigástrico.
j Hemorragia: epistaxe, sangramento gengival, hematúria, hemoptise, hemorragia, hemorragia bucal, hemorragia mucosa.
k Neuropatia periférica: hipoestesia, neuralgia, parestesia, neuropatia sensorial periférica.
l Dor de cabeça: dor de cabeça, enxaqueca.
As reações adversas clinicamente relevantes em <10% dos pacientes que receberam Rybrevant® incluíram toxicidade ocular, DPI/pneumonite e necrólise epidérmica tóxica (NET).
A Tabela 7 resume as anormalidades laboratoriais no CHRYSALIS.
Tabela 7: Anormalidades laboratoriais selecionadas (≥ 20%) que pioraram desde o início em pacientes com CPNPC metastático com mutações de inserção do Exon 20 do EGFR cuja doença progrediu durante ou após quimioterapia à base de platina e que receberam Rybrevant® no CHRYSALIS
| Anormalidades Laboratoriais | Rybrevant®+ (N=129) | |
| Todos os Graus (%) | Graus 3 ou 4 (%) | |
| Química | ||
| Diminuição de albumina | 79 | 8 |
| Aumento de glicose | 56 | 4 |
| Aumento de fosfatase alcalina | 53 | 4,8 |
| Aumento de creatinina | 46 | 0 |
| Aumento de alanina aminotransferase | 38 | 1,6 |
| Diminuição de fosfato | 33 | 8 |
| Aumento de aspartato aminotransferase | 33 | 0 |
| Diminuição de magnésio | 27 | 0 |
| Aumento de gama-glutamil transferase | 27 | 4 |
| Diminuição de sódio | 27 | 4 |
| Diminuição de potássio | 26 | 6 |
| Hematologia | ||
| Diminuição de linfócitos | 36 | 8 |
+ O denominador usado para calcular a taxa foi de 126 com base no número de pacientes com um valor basal e pelo menos um valor pós-tratamento.
Imunogenicidade
Tal como acontece com todas as proteínas terapêuticas, existe potencial para imunogenicidade. A detecção da formação de anticorpos é altamente dependente da sensibilidade e especificidade do ensaio. Além disso, a incidência observada de positividade de anticorpos (incluindo anticorpos neutralizantes) em um ensaio pode ser influenciada por vários fatores, incluindo metodologia do ensaio, manuseio da amostra, tempo de coleta da amostra, medicamentos concomitantes e doença subjacente. Por estas razões, a comparação da incidência de anticorpos nos estudos descritos abaixo com a incidência de anticorpos em outros estudos ou com outros medicamentos com amivantamabe pode ser errônea.
No CHRYSALIS, 3 dos 286 (1%) pacientes que foram tratados com Rybrevant® e avaliados quanto à presença de anticorpos antidroga (AAD), testaram positivo para anticorpos anti-amivantamabe emergentes do tratamento (um em 27 dias, um em 59 dias e um em 168 dias após a primeira dose) com títulos de 1:40 ou menos. Não há dados suficientes para avaliar o efeito de AAD na farmacocinética, segurança ou eficácia do Rybrevant®.
Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu medico ou cirurgião-dentista.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)