Interação Medicamentosa - Rifaldin

Bula Rifaldin

Princípio ativo: Rifampicina

Classe Terapêutica: Rifampicinas E Rifamicinas

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Rifaldin com outros remédios?

Quando Rifaldin é administrado concomitantemente com a combinação de saquinavir/ritonavir (medicamentos usados para inibir o vírus do HIV), o potencial para hepatotoxicidade é aumentado. Portanto, o uso concomitante de Rifaldin com saquinavir/ritonavir é contraindicado.

Quando Rifaldin é administrado concomitantemente tanto com halotano (medicamento usado para induzir anestesia geral) como com isoniazida (antibiótico usado para tratar tuberculose), o potencial para hepatotoxicidade (dano no fígado causado por substâncias químicas) é aumentado. O uso concomitante de Rifaldin e halotano deve ser evitado. Pacientes recebendo tanto Rifaldin como isoniazida devem ser rigorosamente monitorizados para hepatotoxicidade.

O uso concomitante de rifampicina com outros antibióticos causadores de coagulopatia dependente de vitamina K, como a cefazolina (ou outras cefalosporinas com cadeia lateral de N-metil-tiotetrazol) deve ser evitado, uma vez que pode levar a distúrbios de coagulação severos, que podem resultar em desfecho fatal (especialmente com doses elevadas).

Medicamento-medicamento

Efeito de Rifaldin em outros medicamentos

Indução de Enzimas Metabolizadoras e Transportadores de Fármacos

Rifaldin é um indutor potente e bem caracterizado de enzimas metabolizadoras e transportadores de fármacos. As enzimas e transportadores conhecidos por serem afetados por Rifaldin incluem citocromos P450 (CYP) 1A2, 2B6, 2C8, 2C9, 2C19 e 3A4, UDP-glucuroniltransferases (UGT), sulfotransferases, carboxilesterases e transportadores incluindo P-glicoproteína (P-gp) e proteína 2 associada à resistência a múltiplos medicamentos (MRP2). A maioria dos medicamentos são substratos para uma ou mais dessas vias enzimáticas ou transportadores, e essas vias podem ser induzidas por Rifaldin simultaneamente. Portanto, Rifaldin pode acelerar o metabolismo e diminuir a atividade de certos medicamentos coadministrados ou aumentar a atividade de um pró-fármaco coadministrado (quando a ativação metabólica é necessária), e apresentar potencial para perpetuar interações medicamentosas clinicamente importantes contra muitos medicamentos e em muitas classes de medicamentos. Para manter níveis sanguíneos terapêuticos ótimos, as doses dos medicamentos podem requerer ajustes quando a administração for iniciada ou interrompida concomitantemente com Rifaldin.

Efeito da coadministração de rifampicina com medicamentos ou classes de medicamentos

  • Medicamentos antirretrovirais (por exemplo, zidovudina, saquinavir, indinavir, efavirenz): diminuição da exposição do antirretroviral.
  • Medicamentos antiviral para hepatite C (por exemplo, daclatasvir, simeprevir, sofosbuvir, telaprevir): diminuição da exposição do medicamento antiviral para hepatite C.
  • Contraceptivos hormonais sistêmicos, incluindo estrogênios e progestinas: diminuição da exposição do contraceptivo.
  • Mifepristona: diminuição da exposição à mifepristona.
  • Enalapril: diminuição da exposição do metabolito ativo do enalapril.
  • Anticonvulsivantes (por exemplo, fenitoína): diminuição da exposição da fenitoína.
  • Antiarrítmicos (por exemplo, disopiramida, mexiletina, quinidina, propafenona, tocainida): diminuição da exposição dos fármacos antiarrítmicos.
  • Antiestrógenos (por exemplo, tamoxifeno, toremifeno): diminuição da exposição do tamoxifeno e do toremifeno.
  • Antipsicóticos (por exemplo, haloperidol): diminuição da exposição do haloperidol.
  • Lurasidona: diminuição da exposição de lurasidona quando esta é administrada concomitantemente com um indutor da enzima CYP3A4, como a rifampicina.
  • Anticoagulantes orais (por exemplo, varfarina): diminuição da exposição da varfarina.
  • Antifúngicos (por exemplo, fluconazol, itraconazol, cetoconazol): diminuição da exposição do antifúngico.
  • Barbitúricos: diminuição da exposição do barbitúrico.
  • Beta bloqueadores: diminuição da exposição do beta bloqueador.
  • Benzodiazepinas (por exemplo, diazepam): diminuição da exposição do diazepam.
  • Medicamentos relacionados à benzodiazepina (por exemplo, zopiclona, zolpidem): diminuição da exposição da zopiclona e do zolpidem.
  • Bloqueadores dos canais de cálcio (por exemplo, diltiazem, nifedipino, verapamil): diminuição da exposição do bloqueador de canais de cálcio.
  • Cloranfenicol: diminuição da exposição do cloranfenicol.
  • Claritromicina: diminuição da exposição da claritromicina.
  • Corticosteroides: diminuição da exposição dos corticosteroides.
  • Glicosídeos cardíacos: diminuição da exposição dos glicosídeos cardíacos.
  • Clofibrato: diminuição da exposição do clofibrato.
  • Dapsona: diminuição da exposição da dapsona, pode causar metemoglobinemia (diminuição do oxigénio no sangue causada por alterações nos glóbulos vermelhos).
  • Doxiciclina: diminuição da exposição da doxiciclina.
  • Fluoroquinolonas: diminuição da exposição da fluoroquinolona.
  • Agentes hipoglicemiantes orais (sulfonilureias): diminuição da exposição das sulfonilureias.
  • Agentes imunossupressores (por exemplo, ciclosporina, tacrolimo): diminuição da exposição da ciclosporina e do tacrolimo.
  • Irinotecano: diminuição da exposição do metabolito ativo do irinotecano.
  • Levotiroxina: diminuição da exposição da levotiroxina.
  • Losartana: diminuição da exposição da losartana e dos metabolitos ativos.
  • Analgésicos narcóticos: diminuição da exposição dos analgésicos narcóticos.
  • Metadona: diminuição da exposição da metadona.
  • Praziquantel: diminuição da exposição do praziquantel.
  • Quinina: diminuição da exposição da quinina.
  • Antagonistas seletivos do receptor 5-HT3 (por exemplo, ondansetrona): diminuição da exposição da ondansetrona.
  • Estatinas metabolizadas pela CYP3A4 (por exemplo, sinvastatina): diminuição da exposição da sinvastatina.
  • Telitromicina: diminuição da exposição da telitromicina.
  • Teofilina: diminuição da exposição da teofilina.
  • Tiazolidinedionas (por exemplo, rosiglitazona): diminuição da exposição da rosiglitazona.
  • Antidepressivos tricíclicos (por exemplo, nortriptilina): diminuição da exposição da nortriptilina.
  • Clopidogrel: aumento da exposição dos metabolitos ativos.

Os anticoncepcionais orais podem não ser eficazes durante o tratamento, portanto, utilize outro método para evitar a gravidez. Evite tomar bebidas alcoólicas durante o tratamento. A rifampicina pode causar coloração avermelhada da urina, escarro e lágrimas.

Efeitos de outros medicamentos sobre Rifaldin

A administração concomitante de antiácidos (medicamentos usados para neutralizar o ácido do estômago) pode reduzir a absorção de Rifaldin. A administração diária de Rifaldin deve ser no mínimo uma hora antes da ingestão de antiácidos.

O uso concomitante de paracetamol com rifampicina pode aumentar o risco já conhecido de hepatotoxicidade (um dano ao fígado causado por substâncias químicas, dentre elas os medicamentos) em relação a cada droga.

Outras interações medicamentosas com Rifaldin

Foi observada redução nas concentrações de atovaquone (medicamento usado para eliminar protozoários) e elevação nas concentrações de rifampicina quando estes fármacos foram administrados concomitantemente.

Medicamento-alimento

A absorção de Rifaldin é reduzida quando o mesmo é ingerido com alimentos.

Medicamento-exame laboratorial

Níveis terapêuticos de Rifaldin têm demonstrado inibir os testes microbiológicos padrões para folato sérico e vitamina B12. Portanto, devem ser considerados métodos alternativos de doseamento. Tem-se observado também elevação transitória de bilirrubina sérica. Rifaldin pode prejudicar a excreção biliar do meio de contraste utilizado para a visualização da vesícula biliar, devido à competição pela excreção biliar. Portanto, estes testes devem ser realizados antes da administração da dose matinal de Rifaldin. Reação cruzada e teste falso-positivo de triagem da urina para opioides têm sido relatados em pacientes recebendo rifampicina quando utilizado o método KIMS (interação cinética de micropartículas em solução). Testes confirmatórios, tais como cromatografia a gás/espectrofotometria de massa, distinguirão rifampicina de opioides.

Informe ao seu médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

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