Quais cuidados devo ter ao usar o Ralxfem?
Acidente vascular cerebral (AVC)
O equilíbrio risco/benefício no uso de Cloridrato de Raloxifeno em mulheres na pós-menopausa com histórico de acidente vascular cerebral (AVC) ou outros fatores de risco significantes de AVC, como acidente isquêmico transitório ou fibrilação atrial, deve ser considerado quando Cloridrato de Raloxifeno for prescrito. Em um estudo com mulheres na pósmenopausa com histórico de doença cardíaca coronariana ou com alto risco de eventos coronarianos fazendo uso de Cloridrato de Raloxifeno, a incidência de AVC, infarto do miocárdio, hospitalização por síndrome coronariana aguda (SCA), mortalidade por causa cardiovascular ou todas as mortalidades foram comparáveis ao placebo. Entretanto, houve um aumento na mortalidade devido ao AVC. A incidência de mortalidade por AVC foi de 1,5/1.000 mulheres por ano para o grupo recebendo placebo versus 2,2/1.000 mulheres por ano para o grupo recebendo Cloridrato de Raloxifeno.
Eventos tromboembólicos venosos
Cloridrato de Raloxifeno está associado a um risco maior de desenvolver evento tromboembólico venoso, que é semelhante ao risco relacionado com a terapia de reposição hormonal. Deve-se levar em conta a relação risco/benefício em todas as pacientes com risco de eventos tromboembólicos venosos de qualquer etiologia. O tratamento com Cloridrato de Raloxifeno deve ser interrompido no caso de doença ou condição que leve a um período prolongado de imobilização. A magnitude do risco parece ser semelhante ao risco relatado associado à utilização da terapia de reposição hormonal. A interrupção do tratamento deve ser feita o mais rápido possível no caso de doença ou 3 dias antes da imobilização ocorrer. A terapia não deve ser reiniciada até que a condição inicial tenha sido resolvida e a paciente esteja plenamente móvel.
Insuficiência hepática
VISTA é metabolizado primariamente no fígado. A eficácia de Cloridrato de Raloxifeno não foi estudada em pacientes com insuficiência hepática. Cloridrato de Raloxifeno foi estudado em dose única em pacientes com cirrose (Child-Pugh Classe A), com bilirrubina sérica variando na faixa de 0,6 a 2,0 mg/dL. As concentrações plasmáticas de Raloxifeno foram aproximadamente 2,5 vezes mais altas do que o grupo controle e relacionadas à concentração total de bilirrubina.
O uso de Cloridrato de Raloxifeno não é recomendado nesta população de pacientes. Bilirrubina sérica total, gama-glutamil transferase, fosfatase alcalina, TGO e TGP devem ser monitoradas durante o tratamento se forem observados valores elevados.
Insuficiência renal
Não é recomendado o uso de Cloridrato de Raloxifeno em pacientes com insuficiência renal grave. Em pacientes com insuficiência renal moderada e leve, seu uso deve ser feito com cautela.
Uso na pré-menopausa
Não há indicação para o uso de Cloridrato de Raloxifeno na pré-menopausa.
Uso concomitante com terapia hormonal sistêmica
Informação de segurança sobre o uso concomitante de Cloridrato de Raloxifeno e terapia hormonal sistêmica (estrógeno com ou sem progestina) é limitada e, consequentemente, o uso concomitante de Cloridrato de Raloxifeno com estrógeno sistêmico não é recomendado.
Endométrio
Cloridrato de Raloxifeno não está relacionado com proliferação endometrial. Qualquer sangramento uterino/vaginal inesperado durante a terapia com Cloridrato de Raloxifeno deve ser bem investigado.
Hipertrigliceridemia induzida por estrógeno
Em pacientes com uma história de hipertrigliceridemia induzida por estrógeno oral (> 5,6 mmol/L) Cloridrato de Raloxifeno pode estar associado a um aumento nos triglicérides séricos. Pacientes com esta história médica devem ser monitoradas quanto aos triglicérides séricos quando estiverem usando Cloridrato de Raloxifeno.
Limitações na redução do risco de câncer de mama
Não há dados disponíveis sobre os efeitos de Cloridrato de Raloxifeno na incidência de câncer de mama invasivo em mulheres com mutações hereditárias (BRCA1, BRCA2) que justifiquem a indicação e a eficácia nestes casos. Cloridrato de Raloxifeno também não é indicado para redução do câncer de mama não invasivo, tratamento do câncer de mama invasivo ou redução do risco de recorrência.
Vasodilatação
Cloridrato de Raloxifeno não é eficaz na redução de vasodilatação (ondas de calor) ou outros sintomas da menopausa associados com deficiência de estrógeno.
Carcinogênese, mutagênese, danos à fertilidade
Em um estudo de carcinogenicidade de 2 anos em ratas, foi observado um aumento na incidência de tumores ovarianos de origem nas células teca-granulosas de fêmeas que receberam 279 mg/Kg/dia. A exposição sistêmica (AUC) de Raloxifeno nesse grupo foi aproximadamente 400 vezes maior do que as mulheres na pósmenopausa que receberam uma dose de 60 mg. Em um estudo de carcinogenicidade de 21 meses em camundongos, houve um aumento na incidência de tumores das células intersticiais testiculares, de adenomas e de adenocarcinomas prostáticos nos machos que receberam 41 ou 210 mg/Kg, e leiomioblastoma prostático nos machos que receberam 210 mg/Kg. Em ratas que receberam de 9 a 242 mg/Kg (0,3 a 32 vezes a AUC em humanos), houve um aumento na incidência de tumores ovarianos benignos e malignos derivados das células teca-granulosas e tumores benignos de origem nas células epiteliais. Os roedores fêmeas nesses estudos foram tratadas durante o seu ciclo reprodutivo quando os ovários estavam ativos e altamente responsivos à estimulação hormonal. Ao contrário dos ovários altamente responsivos neste modelo de roedores, o ovário humano após a menopausa é relativamente não responsivo à estimulação de hormônios reprodutores.
O Raloxifeno não foi genotóxico em nenhum dos sistemas de testes convencionais de rotina in vivo ou in vitro.
Não ocorreram gestações quando Raloxifeno (> 5 mg/Kg) foi administrado a ratos machos e fêmeas antes e durante o acasalamento. Nas ratas fêmeas, em doses administradas de 0,1 a 10 mg/Kg/dia, Raloxifeno interrompeu o ciclo estral durante o tratamento, mas os acasalamentos férteis não foram retardados após o término do tratamento, apesar de ter ocorrido redução marginal no tamanho da ninhada, aumento na duração da gestação e alteração no tempo de desenvolvimento neonatal. O tratamento durante o período de pré-implantação de ratas fêmeas acasaladas retardou e/ou interrompeu a implantação embrionária, resultando em gestação prolongada e redução no tamanho da ninhada, mas o desenvolvimento da ninhada até o desmame não foi afetado. Estes efeitos reprodutivos são consistentes com o perfil farmacológico de Cloridrato de Raloxifeno.
Foram realizados estudos de teratologia em coelhas e ratas. Em coelhas observaram-se abortos e um baixo índice de defeitos do septo ventricular (> 0,1 mg/Kg) e hidrocefalia (> 10 mg/Kg). Em ratas, ocorreu atraso no desenvolvimento fetal, alterações nas paredes e cavidades do rim (> 1 mg/Kg).
Cloridrato de Raloxifeno é um potente anti-estrógeno no útero das ratas e preveniu o crescimento de tumores mamários estrógeno-dependentes em camundongos fêmeas e ratas.
Uso durante a gravidez e lactação
Cloridrato de Raloxifeno não deve ser tomado por mulheres com potencial para engravidar. Cloridrato de Raloxifeno pode causar dano fetal quando administrado a uma mulher grávida.
Se essa droga for usada durante a gravidez ou se a paciente ficar grávida enquanto estiver tomando esta droga, a paciente deve ser informada do dano potencial para o feto.
Cloridrato de Raloxifeno não deve ser usado por mulheres lactantes. Não se sabe se Raloxifeno é excretado no leite humano. Cloridrato de Raloxifeno pode afetar o desenvolvimento do bebê.
Uso pediátrico
A eficácia e segurança não foram estabelecidas em pacientes menores de 18 anos.
Seu uso não é indicado para homens.
Efeito na capacidade de dirigir e operar máquinas
Cloridrato de Raloxifeno tem pouca ou nenhuma influência sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas.
Este medicamento pode causar doping.
Este medicamento contém lactose. Portanto, deve ser usado com cautela em pacientes que apresentem intolerância à lactose.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)