Como usar o Plasmafundin?
Via de administração exclusivamente intravenosa. Administrar conforme orientação médica.
Se for necessária medicação suplementar, seguir as instruções descritas a No preparo e administração das Soluções Parenterais (SP), devem ser seguidas as recomendações da Comissão de Controle de Infecção em Serviços de Saúde quanto a: desinfecção do ambiente e de superfícies, higienização das mãos, uso de EPIs e desinfecção de ampolas, frascos, pontos de adição dos medicamentos e conexões das linhas de infusão.
- Fazer a assepsia da embalagem primária utilizando álcool 70%. Retirar o lacre de um dos sítios de administração da tampa.

- Introduzir a ponta perfurante do equipo até o final, sem realizar movimentos giratórios.

- Durante a introdução do equipo, a pinça rolete e a entrada de ar, se houver, devem estar fechadas.

- Pendurar o frasco ampola Ecoflac® plus pela sua alça de sustentação, ajustar o nível da solução na câmara gotejadora e realizar o preenchimento do equipo.

- Consultar as instruções de uso do equipo para mais informações.
- Conectar o equipo de infusão ao acesso do paciente. Abrir a pinça rolete e administrar a solução por gotejamento contínuo, conforme prescrição médica.

Para adição de medicamentos
Atenção: Verificar se há incompatibilidade entre o medicamento e a solução e, quando for o caso, se há incompatibilidade entre os medicamentos.
Apenas as embalagens que possuem dois sítios, um sítio para o equipo e um sítio próprio para a administração de medicamentos, poderão permitir a adição de medicamentos nas soluções parenterais.
Risco de uso por via de administração não recomendada:
Não há estudos dos efeitos de Plasmafundin® caso seja administrado por vias não recomendadas. Portanto, para segurança e eficácia deste medicamento, a administração deve ser realizada somente por via intravenosa.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Posologia do Plasmafundin
A dosagem deve ser ajustada de acordo com as necessidades específicas de cada paciente.
Adultos, idosos, adolescentes e crianças
A dosagem depende da idade, condições clínicas e biológicas dos pacientes e terapia concomitante.
Dosagem (todas as indicações)
Adultos, idosos e adolescentes
O requerimento de fluido de adultos geralmente é atendido com volumes de 30 a 40 mL / kg de peso corporal / dia. Além disso, perdas anormais de volume, por exemplo, causada por vômitos, diarreia e sudorese excessiva devem ser considerados, ao determinar fluido e terapia eletrolítica.
População pediátrica
As recomendações para dosagem de manutenção dos requerimentos de fluidos em crianças estão representadas na tabela abaixo:
| Manutenção dos requerimentos de fluidos | |
| Peso corporal | Requerimento diário de fluidos |
| 0-10 kg | 4 mL/kg peso corporal /hora |
| 10-20 kg | 40 mL/h + 2 mL/kg peso corporal /hora acima 10 kg |
| >20 kg | 60 mL/h + 1 mL/kg peso corporal /hora acima 20 kg |
As recomendações acima indicadas devem ser geridas pela administração de líquidos isotônicos. Além disso, recomenda-se que um plano de gerenciamento de fluido para qualquer criança deve abordar três questões fundamentais: qualquer déficit de fluido presente, os requisitos de manutenção de fluidos e quaisquer perdas decorrentes de cirurgia, por exemplo, perda de sangue, as perdas de espaço. A hipovolemia deve ser corrigida com um bolus de fluido inicial de 10-20 mL / kg de peso corporal de um fluido isotônico (por exemplo, solução salina isotônica, solução de Hartmann / solução de Ringer).
Reposição de líquidos intraoperatória
As estratégias de fluido intraoperatório prevalecentes pode implicar na administração de 10-18 mL/kg de peso corporal/hora. De 12-15 mL / kg peso corporal durante a primeira hora e 6-10 mL/kg de peso corporal para as próximas 2 horas. O fluido é administrado para manter a produção de urina em 1ml/kg de peso corporal/hora ou de 50-100mL/kg de peso corporal/hora para uma operação maior da terceira hora em diante. As anormalidades preexistentes, fluidos e eletrólitos, devem ser corrigidas antes da operação, a administração de fluido deve manter o volume de urina entre 0,5 e 1mL/ kg de peso corporal /hora. A estabilidade renal e cardiovascular é muito melhor quando cristaloides são dados a uma taxa de 10-15 mL/ kg de peso corporal /hora intraoperatória.
Em estado de choque hemorrágico e condições clínicas que exigem transfusão de sangue rápida
A quantidade estimada de líquido necessário para a reposição é de 3 mL para cada 1 mL de perda de sangue, porque parte do fluido administrado é perdido para o espaço intersticial e espaço intracelular.
A dosagem de Plasmafundin® depende da idade, peso, condições biológicas e clínicas do paciente e da terapia concomitante. Recomenda-se um máximo de 40 mL / kg de peso corporal / dia para adultos. No entanto, no tratamento da deficiência aguda de volume, doses mais elevadas podem ser aplicadas. A taxa máxima de infusão depende das necessidades do paciente em relação ao fluido e eletrólitos, seu peso, sua condição clínica e seu estado biológico. Uma dose máxima de 500 mL a 3 litros por 24 horas, observando-se a velocidade de infusão máxima de 126mL/h. A duração do tratamento dependerá das necessidades do paciente, segundo avaliação médica.
Em pacientes pediátricos, taxas de infusão especificadas nessa faixa etária variam com a idade; 6-8 mL / kg de peso corporal / hora para bebês, 4-6 mL / kg de peso corporal / h para crianças pequenas, e 2-4 mL / kg de peso corporal / h crianças em idade escolar.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)