Quais cuidados devo ter ao usar o Piportil L4?
Acidente vascular cerebral (derrame)
Piportil L4 deve ser usado com cautela se você apresenta fatores de risco para acidentes vasculares cerebrais.
Síndrome neuroléptica maligna (síndrome que surge devido ao uso de neurolépticos)
O tratamento com Piportil L4 deve ser imediatamente descontinuado caso você apresente febre inexplicada, pois a mesma pode ser um dos sinais da síndrome neuroléptica maligna descrita com o uso de neurolépticos, cujas manifestações clínicas incluem: palidez, elevação anormal da temperatura corporal e alterações do sistema nervoso autônomo.
Embora este efeito dos neurolépticos possa ser de origem idiossincrática (resposta do indivíduo não previsível), a desidratação ou danos cerebrais orgânicos são fatores predisponentes.
Em caso de febre ou infecção, é recomendável a realização de hemograma devido à possibilidade de agranulocitose (diminuição na contagem de células brancas do sangue como basófilos, eosinófilos e neutrófilos).
Deve-se iniciar o tratamento com Piportil L4 em pacientes hospitalizados com a administração de doses baixas, prosseguindo o tratamento ambulatorial apenas sob rigorosa vigilância médica.
Deve-se realizar rigorosa vigilância clínica e eventualmente eletroencefalografia em pacientes epilépticos, devido à possibilidade de diminuição do limiar epileptógeno.
Durante o tratamento com Piportil L4 é altamente desaconselhável o uso de bebidas alcoólicas.
Piportil L4 pode ser utilizado com prudência em pacientes parkinsonianos que absolutamente necessitam de terapia neuroléptica.
Neurolépticos fenotiazínicos (classe de medicamento na qual Piportil L4 está enquadrado) podem potencializar o prolongamento do intervalo QT (alteração observada em eletrocardiograma e que está relacionada aos batimentos do coração), o que aumenta o risco de ataque de arritmias ventriculares graves do tipo “torsades de pointes”, que é potencialmente fatal (morte súbita).
O prolongamento QT é exacerbado, em particular, na presença de diminuição dos batimentos do coração, diminuição de potássio no sangue e prolongamento QT congênito ou adquirido (exemplo: fármacos indutores).
Se a situação clínica permitir, avaliações médicas e laboratoriais devem ser realizadas para descartar possíveis fatores de risco antes do início do tratamento com um agente neuroléptico e conforme necessidade durante o tratamento.
Casos de tromboembolismo venoso (obstrução na veia causada por um coágulo de sangue), algumas vezes fatal, foram reportados com medicamentos antipsicóticos. Portanto, Piportil L4 deve ser utilizado com cautela se você apresenta fatores de riscos para tromboembolismo.
Aumento do açúcar no sangue ou intolerância à glicose foram relatadas em pacientes tratados com Piportil L4. Se você apresenta diagnóstico estabelecido de diabetes mellitus ou fator de risco para desenvolvimento de diabetes e está iniciando o tratamento com Piportil L4 deverá realizar monitoramento do nível de açúcar no sangue durante o tratamento.
Alterações na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas
Durante o tratamento com Piportil L4, você não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.
Gravidez
Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento com Piportil L4 ou após o seu término.
Se possível, é recomendável no final da gravidez a diminuição da dose de neurolépticos (especialmente daqueles com atividade prolongada) e antiparkinsonianos, que potencializam os efeitos atropínicos dos neurolépticos. As funções neurológicas e gastrintestinais do recém-nascido devem ser monitorizadas.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Os seguintes efeitos foram relatados (em experiência pós-comercialização) em recém-nascidos que foram expostos a fenotiazínicos durante o terceiro trimestre de gravidez:
- Diversos graus de desordens respiratórias variando de taquipneia (respiração rápida e anormal) a angústia respiratória, bradicardia (diminuição da frequência cardíaca) e hipotonia (flacidez muscular), sendo estes mais comuns quando outros medicamentos do tipo psicotrópicos ou antimuscarínicos forem concomitantemente administrados;
- Íleo meconial (obstrução intestinal do recém-nascido), retardo da eliminação do mecônio (primeiras fezes eliminadas pelo recém-nascido), dificuldades iniciais de alimentação, distensão abdominal, taquicardia (aceleração do ritmo cardíaco);
- Desordens neurológicas tais como síndrome extrapiramidal (alteração neurológica que leva a distúrbios do equilíbrio e da movimentação, hipertonia, distonia orofacial, mioclonias, trismo, opistótono, parkinsonismo), sonolência, agitação.
O monitoramento e tratamento adequado do recém-nascido de mães tratadas com Piportil L4 é recomendado. Em caso de dúvida, converse com o seu médico.
Converse com o seu médico sobre a necessidade de monitoramento e tratamento adequado do recém-nascido de mães tratadas com Piportil L4, uma vez que estes procedimentos são recomendados.
Amamentação
Na ausência de estudos sobre a passagem de pipotiazina para o leite materno, desaconselha-se a lactação durante o tratamento com Piportil L4.
Piportil L4 não deve ser utilizado durante a amamentação.
Este medicamento é contraindicado para menores de 2 anos de idade.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)