Precauções - Pediamino Tau

Bula Pediamino Tau

Princípio ativo: Poliaminoácidos

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais cuidados devo ter ao usar o Pediamino Tau?

O uso seguro e eficaz da nutrição parenteral requer conhecimento de nutrição, assim como habilidade clínica no reconhecimento e tratamento das complicações que possam ocorrer. Avaliação clínica freqiiente e determinações laboratoriais são necessárias para o monitoramento apropriado da nutrição parenteral.

Estudos devem incluir testes de glicose sanguínea, proteínas séricas, função hepática e renal, eletrólitos, hemograma, teor de dióxido de carbono, osmolalidades séricas, hemoculturas e níveis sanguíneos de amônia.

Desvios significativos das concentrações normais podem requerer o uso de suplementos adicionais de eletrólitos.

Soluções nutricionais fortemente hipertônicas podem ser administradas através de um cateter intravenoso implantado em uma veia central, preferencialmente a veia cava superior.

Administração de soluções intravenosas podem causar sobrecarga de fluido e/ou soluto resultando na diluição das concentrações séricas de eletrólitos, superidratação, estados de congestão ou edema pulmonar.

O risco de estado dilucional é inversamente proporcional as concentrações de eletrólitos das soluções. O risco de sobrecarga de soluto causando estados de congestão com edema periférico e pulmonar é diretamente proporcional às concentrações de eletrólitos nas soluções.

Doses usuais de aminoácidos devem ser administradas, orientadas pelo estado nutricional do paciente. Se houver desenvolvimento de sintomas de hiperamonemia, a administração de aminoácidos deve ser descontinuada e o estado clínico do paciente reavaliado.

Esse produto contém metabissulfito de sódio. O sulfito pode causar reações do tipo alérgicas, incluindo sintomas anafiláticos e episódios asmáticos graves ou com risco de vida em certas pessoas susceptíveis. A prevalência geral da sensibilidade ao sulfito na população em geral e desconhecida e provavelmente baixa. A sensibilidade ao sulfito é mais frequente em asmáticos do que em pessoas não asmáticas.

Deve-se tomar cuidado para evitar sobrecarga circulatória, particularmente em pacientes com insuficiência cardíaca.

Cuidado especial deve ser tomado quando se fornece dextrose hipertônica a um paciente diabético ou pré-diabético. Para prevenir hiperglicemia grave em tais pacientes, pode ser necessária a administração de insulina.

Administração de glicose à uma taxa que exceda a taxa de utilização do paciente pode conduzir a hiperglicemia, coma e morte.

Administração de aminoácidos sem carboidratos pode resultar no acúmulo de corpos cetônicos no sangue. Correção dessa cetonemia pode ser alcançada pela administração de carboidratos.

Administração periférica de Pediamino® Tau requer a diluição apropriada e provisão de calorias adequadas.

Deve-se tomar cuidado para assegurar a colocação adequada da agulha dentro do lúmen da veia. O local da punção venosa deve ser inspecionado freqüentemente para verificar sinais de infiltração. Se ocorrer trombose venosa ou flebite, descontinuar a infusão ou mudar o local de infusão e iniciar o tratamento apropriado. Em pacientes pediátricos, a solução final não deve exceder 2 vezes a osmolaridade sérica normal (718 mOsmol/L).

Perdas excepcionais de eletrólitos tais aquelas que ocorrem durante sucção nasogástrica, vômito, diarréia ou drenagem de fístula gastrintestinal podem necessitar de suplementação adicional de eletrólitos.

Acidose metabó1ica pode ser prevenida ou rapidamente controlada pela adição de uma porção de cátions na mistura de eletró1itos como sais de acetato e no caso de acidose hiperclorêmica, pela manutenção de teor total do conteúdo de cloreto da infusão em níveis mínimos.

Pediamino® Tau contém menos de 3 mEq de cloreto/L.

Pediamino® Tau não contem fósforo. Pacientes, especial mente aqueles com hipofosfatemia, podem necessitar da adição de fosfato. Para prevenir hipocalcemia, a suplementação de cálcio deve sempre acompanhar a administração de fosfato. Para assegurar a administração adequada, os níveis séricos devem ser monitorados freqüentemente.

Para minimizar o risco de possíveis incompatibilidades que surgem da mistura dessa solução com outros aditivos que podem ser prescritos, a infusão final deve ser inspecionada para verificação de turbidez ou precipitação imediatamente após a mistura, antes da administração e periodicamente durante a administração.

Use somente se a solução estiver clara, a embalagem intacta e o vácuo estiver presente.

O valor de cloridrato de cisteína encontrado pode ser inferior ao declarado, uma vez que esta substância sofre degradação.

Precauções Especiais para Nutrição Venosa Central

Administração através de cateter venoso central deve ser utilizada somente por técnicos que dominem esta técnica e suas complicações.

Nutrição Venosa Central pode estar associada com complicações que podem ser prevenidas ou minimizadas através de cuidados com todos os aspectos do procedimento, incluindo preparação da solução, administração e monitoramento do paciente. É essencial que seja seguido um protocolo cuidadosamente elaborado, baseado nas práticas médicas correntes, preferivelmente por uma equipe experiente.

Técnicas

A implantação de um cateter venoso central deve ser considerada como um procedimento cirúrgico. O medico deve dominar técnicas de inserção de cateter, assim como o reconhecimento e tratamento das complicações. As complicações conhecidas que ocorrem na implantação de cateteres venosos centrais são pneumotórax, hemotórax, hidrotórax, transecção e punção arterial, dano ao plexo brônquico, mau posicionamento do cateter, formação de fístula arterio-venosa, flebite, trombose e êmbolo (cateter e ar).

Sepse

O constante risco de sepse está presente na nutrição intravenosa.

Desde que soluções e cateteres de infusão contaminados são fontes potenciais de infecção, e imperativo que a preparação de soluções de nutrição parenteral e a colocação e cuidados com os cateteres, sejam executados sob condições assépticas controladas.

Soluções devem ser preparadas na farmácia do hospital sob câmara de fluxo laminar. O fator chave na sua preparação e técnica asséptica para evitar contaminação durante a mistura de soluções e subseqüentes a misturas.

Soluções de nutrição parenteral devem ser utilizadas prontamente após a mistura. O armazenamento deve ser sob refrigeração o menor tempo possível. O tempo de administração para um frasco e para um equipo não deve nunca exceder 24 horas.

O manuseio usual inclui a substituição da solução que está sendo administrada por uma nova solução e equipo, e com o conteúdo remanescente deve-se fazer uma cultura para verificar a contaminação por fungos e bactérias.

Se persistir a sepse e outra fonte de infecção não for identificada, o cateter é removido, faz-se uma cultura com a ponta proximal e um novo cateter é implantado quando a febre baixar. Tratamento com antibiótico profilático não-específico não é recomendável. A experiência clínica indica que o cateter provavelmente é a primeira fonte de infecção em oposição às soluções armazenadas de forma adequada e preparadas assepticamente.

Complicações Metabólicas

As seguintes complicações metabólicas tem sido relatadas: acidose metabólica, hipofosfatemia, alcalose, hiperglicemia e glicosúria, diurese osmótica e desidratação, hipoglicemia de repercussão, enzimas hepáticas elevadas, hipo e hipervitaminoses, desequilíbrio eletrolítico e hiperamonemia em crianças. A avaliação clinica e determinações laboratoriais freqüentes são necessárias, principalmente durante os primeiros dias de nutrição venosa, para prevenir ou minimizar essas complicações.

Uso em crianças, idosos e outros grupos de risco

Pacientes idosos

Não há recomendações sobre o uso de Pediamino® Tau para pacientes idosos.

Restrições a grupos de risco

Administração de aminoácidos na presença de insuficiência renal ou sangramento gastrintestinal pode aumentar um já elevado teor de nitrogênio uréico sanguíneo. Pacientes com azotemia por qualquer causa não devem ser infundidos com aminoácidos sem considerar a administração total de nitrogênio.

Administração de soluções de aminoácidos a um paciente com insuficiência hepática pode resultar em desequilíbrio plasmático de aminoácidos, hiperamonemia, azotemia pré-renal, letargia e coma.

Hiperamonemia é de especial importância em recém-nascidos já que sua ocorrência na síndrome causada por falhas metabó1icas genéticas e algumas vezes associada, embora não necessariamente em uma relação causal, com retardo mental. Essa reação parece estar relacionada e é mais provável de se desenvolver durante terapia prolongada. É essencial que a amônia sangüínea seja medida freqüentemente em crianças. Os mecanismos dessa reação não estão claramente definidos mas podem envolver falhas genéticas e insuficiência hepática subclínica ou imatura.

Gravidez

Estudos com reprodução animal não foram conduzidos com Pediamino® Tau. Não se sabe também se Pediamino® Tau pode causar dano fetal quando administrado a uma mulher grávida ou se pode afetar a capacidade de reprodução.

Categoria de risco na gravidez: categoria C.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

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