Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Paxib?
Prevenção de tromboembolismo venoso: artroplastia eletiva de quadril ou de joelho
A segurança de apixabana foi avaliada em um estudo fase II e três estudos fase III, incluindo 5.924 pacientes expostos a 2,5 mg de apixabana duas vezes por dia, submetidos a grandes cirurgias ortopédicas de membros inferiores (artroplastia eletiva de quadril ou de joelho), tratados por até 38 dias.
No total, 11% dos pacientes tratados com 2,5 mg de apixabana duas vezes ao dia apresentaram reações adversas. Assim como com outros anticoagulantes, pode ocorrer sangramento durante o tratamento com apixabana na presença de fatores de risco associados, tais como lesões orgânicas susceptíveis a sangrar. Reações adversas comuns foram anemia, hemorragia, contusão e náusea. A incidência global de reações adversas como sangramento, anemia e anormalidades das transaminases (por exemplo, os níveis de alanina aminotransferase) foram numericamente menores em pacientes tratados com apixabana quando comparado com pacientes recebendo enoxaparina na fase II e III dos estudos envolvendo pacientes que foram submetidos à artroplastia eletiva de quadril ou de joelho. As reações adversas devem ser interpretadas dentro do contexto cirúrgico. Como acontece com qualquer anticoagulante, o uso de Apixabana (Substância ativa deste medicamento) pode estar associado com um risco aumentado de sangramento oculto ou aparente de qualquer tecido ou órgão, que pode resultar em anemia pós-hemorrágica. Os sinais, sintomas e gravidade variam de acordo com a localização e o grau ou extensão do sangramento.
As reações adversas em um estudo fase II e em três estudos fase III estão listadas na Tabela 16 baseados na classificação por sistema orgânico (MedDRA) e por frequência.
Tabela 16: Reações adversas em pacientes no pós-cirúrgico ortopédico.
| Comum (≥ 1/100 a < 1/10) | Incomum (≥ 1/1.000 a < 1/100) | Rara (≥ 1/10.000 a < 1/1.000) |
| Distúrbios do sangue e sistema linfático | ||
| Anemia (incluindo anemia pósoperatória e hemorrágica e os respectivos parâmetros laboratoriais) | Trombocitopenia (incluindo diminuição da contagem de plaquetas) | |
| Distúrbios do sistema imunológico | ||
| Hipersensibilidade | ||
| Distúrbios oculares | ||
| Hemorragia ocular (incluindo hemorragia conjuntival) | ||
| Distúrbios vasculares | ||
| Hemorragia (incluindo hematoma e hemorragia vaginal e uretral) | Hipotensão (incluindo hipotensão durante o precedimento cirúrgico) | |
| Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastínicos | ||
| Epistaxe | Hemoptise | |
| Distúrbios gastrintestinais | ||
| Náusea | Hemorragia gastrintestinal (incluindo hematêmese e melena), hematoquezia | Hemorragia retal, sangramento gengival |
| Distúrbios hepatobiliares | ||
| Aumentos das transaminases (incluindo a alanina | ||
| Aminotransferase aumentada e alanina aminotransferase anormal), aumento da aspartato aminotransferase, aumento da gama-glutamiltransferase, testes anormais da função hepática, aumento da fosfatase alcalina sanguínea, aumento da bilirrubina sanguínea | ||
| Distúrbios músculoesqueléticos e do tecido conjuntivo | ||
| Hemorragia muscular | ||
| Distúrbios renais e urinários | ||
| Hematúria (incluindo parâmetros laboratoriais respectivos) | ||
| Lesões, intoxicações e complicações relacionadas ao procedimento | ||
| Equimose | Hemorragia pós-procedimento (incluindo hematoma pósprocedimento, hemorragia da ferida, hematoma no local da punção no vaso e hemorragia no local do cateter), secreção na ferida, hemorragia no local da incisão (incluindo hematoma no local da incisão), hemorragia operatória | |
Prevenção de AVC e embolia sistêmica: pacientes portadores de fibrilação atrial não valvular
A segurança de apixabana foi avaliada nos estudos Aristotle e Averroes, incluindo 11284 pacientes expostos a 5 mg de apixabana duas vezes ao dia e 602 pacientes expostos a 2,5 mg de apixabana duas vezes ao dia. As exposições a apixabana foram ≥ 12 meses para 9375 pacientes e ≥ 24 meses para 3369 pacientes nos dois estudos. No estudo Aristotle, a duração média da exposição foi de 89,2 semanas com apixabana e 87,5 semanas com varfarina; o total de pacientes-anos para a exposição foi de 15534 com apixabana e 15184 com varfarina. No Averroes, a duração média da exposição foi de aproximadamente 59 semanas em ambos os grupos de tratamento; o total de pacientes-anos para a exposição foi de 3193 com apixabana e 3150 com ácido acetilsalicílico (AAS).
A taxa geral de descontinuação devida a reações adversas foi de 1,8% para apixabana e 2,6% para varfarina no estudo Aristotle e foi de 1,5% para apixabana e 1,3% para AAS no estudo Averroes. A incidência total de reações adversas relacionadas a sangramento foi numericamente menor em pacientes com apixabana comparado com varfarina no estudo Aristotle (24,3% vs. 31,0%) e foi semelhante em pacientes com apixabana comparado com AAS no estudo Averroes (9,6% vs. 8,5%).
As reações adversas nos estudos Aristotle e Averroes estão listados na Tabela 17 por classificação por sistema orgânico (MedDRA) e por frequência. As indicações de frequência na Tabela 17 são baseadas primariamente nas frequências observadas no estudo Aristotle. As reações adversas observadas no estudo Averroes foram consistentes com aquelas observadas no estudo Aristotle.
Tabela 17: Reações adversas emergentes do tratamento em pacientes com fibrilação atrial não valvular.
| Comum (≥ 1/100 a < 1/10) | Incomum (≥ 1/1.000 a < 1/100) | Rara (≥ 1/10.000 to < 1/1.000) |
| Distúrbios do sistema imunológico | ||
| Hipersensibilidade (incluindo hipersensibilidade medicamentosa, como rash cutâneo e reação anafilática, como edema alérgico) | ||
| Distúrbios do sistema nervoso | ||
| Hemorragia cerebral, outras hemorragias intracranianas ou intraespinhais (incluindo hematoma subdural, hemorragia subarracnoide e hematoma espinhal) | ||
| Distúrbios oculares | ||
| Hemorragia ocular (incluindo hemorragia conjuntival) | ||
| Distúrbios vasculares | ||
| Outras hemorragias, hematoma | Hemorragia intra-abdominal | |
| Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastínicos | ||
| Epistaxe | Hemoptise | Hemorragia do trato respiratório (incluindo hemorragia alveolar pulmonar, hemorragia laríngea e hemorragia faríngea) |
| Distúrbios gastrintestinais | ||
| Hemorragia gastrintestinal (incluindo hematemese e melena), hemorragia retal, sangramento gengival | Hemorragia hemorroidária, hematoquezia, hemorragia bucal | Hemorragia retroperitoneal |
| Distúrbios renais e urinários | ||
| Hematúria | ||
| Distúrbios do sistema reprodutivo e das mamas | ||
| Hemorragia vaginal anormal, hemorragia urogenital | ||
| Distúrbios gerais e condições no local de aplicação | ||
| Sangramento no local de aplicação | ||
| Investigações | ||
| Sangue oculto positivo | ||
| Lesões, intoxicações e complicações relacionadas ao procedimento | ||
| Contusão | Hemorragia traumática, hemorragia pós-procedimento, hemorragia do local de incisão | |
Tratamento de tromboembolismo venoso
A segurança da apixabana foi avaliada nos estudos Amplify e Amplify-EXT, incluindo 2.676 pacientes expostos à 10 mg de apixabana duas vezes ao dia, 3.359 pacientes expostos à 5 mg de apixabana duas vezes ao dia e 840 pacientes expostos à 2,5 mg de apixabana duas vezes ao dia. A duração média da exposição à apixabana foi de 154 dias e à enoxaparina/varfarina foi de 152 dias no estudo Amplify. A duração média da exposição à apixabana foi de aproximadamente 330 dias e ao placebo foi de 312 dias no estudo Amplify-EXT. No estudo Amplify, as reações adversas relacionadas ao sangramento ocorreram em 417 (15,6%) dos pacientes tratados com apixabana comparado com 661 (24,6%) dos pacientes tratados com enoxaparina/varfarina. A taxa de descontinuação devido aos eventos de sangramento foi de 0,7% nos pacientes tratados com apixabana comparada com 1,7% nos pacientes tratados com enoxaparina/varfarina no estudo AMPLIFY.
No estudo Amplify-EXT, as reações adversas relacionadas com sangramento ocorreram em 219 (13,3%) dos pacientes tratados com apixabana comparado com 72 (8,7%) dos pacientes tratados com placebo. A taxa de descontinuação devido aos eventos de sangramento foi de aproximadamente 1% nos pacientes tratados com apixabana comparado com 0,4% naqueles pacientes no grupo placebo no estudo Amplify-EXT. As reações adversas comuns (≥ 1%) foram sangramento na gengiva, epistaxe, contusão, hematúria, hematoma e menorragia.
As reações adversas nos estudos Amplify e Amplify-EXT estão listadas na Tabela 18 por classificação de sistema orgânico (MedDRA) e por frequência.
Tabela 18: Reações adversas emergentes do tratamento em pacientes em tratamento de tromboembolismo venoso.
| Comum (≥ 1/100 a < 1/10) | Incomum (≥ 1/1.000 a < 1/100) | Rara (≥ 1/10.000 a < /1.000) |
| Distúrbios do sangue e sistema linfático | ||
| Anemia hemorrágica, diátese hemorrágica, hematoma espontâneo | ||
| Distúrbios do sistema nervoso | ||
| Hemorragia cerebral, acidente | ||
| vascular cerebral (AVC) hemorrágico | ||
| Distúrbios oculares | ||
| Hemorragia conjuntiva | Hemorragia ocular, hemorragia retinal, hemorragia escleral, hemorragia vítrea | |
| Distúrbios auditivos e de labirinto | ||
| Hemorragia auditiva | ||
| Distúrbios cardíacos | ||
| Hemorragia pericárdica | ||
| Distúrbios vasculares | ||
| Hematoma | Hemorragia, hematoma intraabdominal, choque hemorrágico | |
| Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastínicos | ||
| Epistaxe | Hemoptise | Hemorragia no alvéolo pulmonar |
| Distúrbios gastrintestinais | ||
| Sangramento gengival | Hemorragia retal, hematoquezia, hemorragia hemorroidal, hemorragia gastrintestinal, hematêmese | Melena, hemorragia anal, hemorragia da úlcera gástrica, hemorragia bucal, hemorragia da parede abdominal, síndrome de Mallory-Weiss, hemorragia gástrica, hemorragia da úlcera péptica, hemorragia do intestino delgado |
| Distúrbios da pele e tecido subcutâneo | ||
| Equimose, hemorragia cutânea, prurido | Petéquia, púrpura, tendência aumentada ao sangramento, vesícula hemorrágica, hemorragia da úlcera cutânea | |
| Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo | ||
| Hemorragia muscular | ||
| Distúrbios renais e urinários | ||
| Hematúria | Hemorragia do trato urinário | |
| Distúrbios do sistema reprodutivo e das mamas | ||
| Menorragia | Hemorragia vaginal, metrorragia | Menometrorragia, hemorragia uterina, hemorragia genital, hematoma na mama, hematospermia, hemorragia pósmenopausa |
| Distúrbios gerais e condições no local de aplicação | ||
| Hematoma no local da injeção, hematoma no local da venopunção | Hemorragia no local da injeção, hematoma no local da infusão | |
| Investigações | ||
| Sangue presente na urina, positivo para sangue oculto | Sangue oculto, positivo para eritrócitos na urina | |
| Lesões, intoxicações e complicações relacionadas ao procedimento | ||
| Contusão | Hemorragia da lesão, hemorragia pós-procedimento, hematoma traumático | Hematoma periorbital, pseudoaneurisma vascular, hematoma subcutâneo, hematoma durante procedimento, hematoma pós-procedimento, hematúria pósprocedimento, hematoma extradural, hematoma renal, hemorragia subdural |
Atenção: este produto é um medicamento novo e que possui nova indicação terapêutica e nova concentração no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)