Precauções - Oxcord

Bula Oxcord

Princípio ativo: Nifedipino

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais cuidados devo ter ao usar o Oxcord?

No início do tratamento, a mudança de doses ou a ingestão simultânea de bebidas alcoólicas podem reduzir a capacidade de dirigir ou de controlar máquinas.

Gravidez e lactação

Oxcord® (nifedipino) não é recomendado durante a gravidez e lactação.

Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término.

Informar ao médico se está amamentando.

Não se recomenda o uso de Oxcord® (nifedipino) durante a gestação e puerpério, devido ao risco potencial de teratogenicidade (estudos em animais).

O nifedipino foi associado a uma variedade de efeitos embriotóxicos, placentotóxicos e fetotóxicos em animais, incluindo lábio leporino, parada de desenvolvimento (rato, camundongo, coelho), deformidades nas costelas, subdesenvolvimento de placenta, mortes fetais e embriônicas, diminuição da sobrevida neonatal. Com base em mg/kg, todas as doses associadas com efeitos teratogênicos ou embriotóxicos foram maiores (3,5 a 42 vezes) que a dose máxima recomendada para humanos (120 mg/dia).

Não existem estudos bem controlados em mulheres grávidas.

No tratamento da hipertensão durante gravidez e puerpério, demonstrou-se que o nifedipino pode ser efetivo no controle de episódios agudos de hipertensão grave, embora existam relatos de hipotensão grave materna com sofrimento fetal, particularmente com nifedipino sublingual.

Oxcord® (nifedipino) deve ser utilizado durante a gravidez somente se o potencial benefício justificar o potencial risco ao feto.

Pacientes com infarto agudo do miocárdio, angina progressiva e angina pós-infarto

Nestes casos, alguns pacientes, particularmente aqueles acometidos de doença arterial coronariana grave, têm desenvolvido de forma bem documentada, aumento na freqüência, duração e na severidade da angina ou do infarto durante a introdução do tratamento com nifedipino ou quando se aumenta a sua dosagem. O mecanismo destes efeitos ainda não está bem estabelecido.

Na estenose aórtica significativa o uso de nifedipino, assim como o uso de qualquer vasodilatador arterial, deve ser evitado e pode levar a quadros de insuficiência cardíaca.

O nifedipino de curta duração não está indicado para o tratamento a longo prazo da hipertensão arterial.

Embora na maior parte dos pacientes o efeito hipotensor seja bem tolerado, ocasionalmente alguns pacientes podem apresentá-lo de forma mais intensa. Esta resposta, quando ocorre, é geralmente observada no início do tratamento ou quando a dose é aumentada. Pode ser mais provável em pacientes recebendo concomitantemente um betabloqueador.

Uso nas crises hipertensivas

Embora o uso sublingual do nifedipino (comprimido explotável da formulação de 10 mg) possa proporcionar uma rápida resposta hipotensora, esta queda dos níveis pressóricos não obedece um padrão previsível ou controlado, podendo ocasionar uma resposta hipotensora acima do desejado.

Nesta ocasião, já foram descritos episódios de isquemia cerebral, infarto do miocárdio e até mesmo óbito. Portanto, o uso sublingual da nifedipino para o controle das crises hipertensivas não é, pelo acima exposto, recomendado.

Ainda que o “efeito rebote” não tenha sido relatado com a suspensão abrupta do nifedipino, é recomendada a redução gradual da sua dosagem.

O início do tratamento, a mudança de doses ou a ingestão simultânea de bebidas alcoólicas podem reduzir a capacidade de dirigir ou de controlar máquinas.

Há relatos ocasionais de aumento da angina com a descontinuação de betabloqueadores e a introdução do nifedipino de ação rápida. Se possível, é importante reduzir gradativamente a dose dos betabloqueadores, ao invés de interromper abruptamente sua administração, antes de começar com nifedipino de ação rápida.

Pacientes idosos

Em geral, deve-se iniciar com a menor dose e aumentar, se necessário.

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