Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Ontruzant?
Assim como os medicamentos antitumorais de modo geral, o trastuzumabe pode causar reações indesejáveis.
A Tabela 1 a seguir mostra as reações adversas que foram relatadas em associação com o uso de trastuzumabe isolado ou em combinação com quimioterapia nos estudos clínicos. Todos os termos incluídos são baseados na maior porcentagem observada nos estudos clínicos.
Considerando que o trastuzumabe é comumente utilizado com outros agentes de quimioterapia e radioterapia, geralmente é difícil confirmar a relação causal dos eventos adversos para um determinado medicamento/radioterapia.
A categoria de frequência correspondente a cada reação adversa tem como base a seguinte convenção:
- Muito comum (≥ 1/10).
- Comum (≥ 1/100 a < 1/10).
- Incomum (≥ 1/1.000 a < 1/100).
- Rara (≥ 1/10.000 a < 1/1.000).
- Muito rara (< 1/10.000).
- Não conhecida (não pode ser estimada com base nos dados disponíveis).
Dentro de cada grupo de frequência, as reações adversas são apresentadas em ordem decrescente de gravidade.
Tabela 1 Resumo das reações adversas ao medicamento que ocorreram em pacientes tratados com trastuzumabe em estudos clínicos:
| Classe do sistema orgânico | Reação adversa* | Frequência |
| Infecções e infestações | Nasofaringite | Muito comum |
| Infecção | Muito comum | |
| Influenza (gripe) | Comum | |
| Faringite | Comum | |
| Sinusite | Comum | |
| Rinite | Comum | |
| Infecção do trato respiratóriao superior | Comum | |
| Infecção do trato urinário | Comum | |
| Sepse neutropênica (infecção generalizada) | Comum | |
| Distúrbios dos sistema sanguíneo e linfático | Anemia | Muito comum |
| Trombocitopenia (redução das plaquetas, que auxiliam na coagulação do sangue) | Muito comum | |
| Neutropenia febril | Muito comum | |
| Redução da contagem de células brancas sanguíneas / leucopenia | Muito comum | |
| Neutropenia (redução de um dos tipos de glóbulos brancos, responsável pela defesa de infecções) | Muito comum | |
| Distúrbios do sistema imune | Hipersensibilidade (reações alérgicas) | Comum |
| Choque anafilático (reações alérgicas graves, com dificuldade respiratória e queda brusca da pressão arterial) | Raro | |
| Distúrbios metabólicos e nutricionais | Redução de peso | Muito comum |
| Aumento de peso | Muito comum | |
| Redução do apetite | Muito comum | |
| Distúrbios psiquiátricos | Insônia | Muito comum |
| Depressão | Comum | |
| Ansiedade | Comum | |
| Distúrbios do sistema nervoso | Tontura | Muito comum |
| Dor de cabeça | Muito comum | |
| Parestesia (sensibilidade alterada de uma região do corpo, geralmente com formigamento ou dormência) | Muito comum | |
| Hipoestesia (perda ou diminuiçao de sensibilidade em determinada região do corpo) | Muito comum | |
| Disgeusia (alteraçao do paladar) | Muito comum | |
| Hipertonia (aumento da rigidez muscular) | Comum | |
| Neuropatia periférica (distúrbio neurológico periférico) | Comum | |
| Sonolência | Comum | |
| Distúrbios oculares | Lacrimejamento (aumento) | Muito comum |
| Conjuntivite | Muito comum | |
| Distúrbios do ouvido e do labirinto | Surdez | Incomum |
| Distúrbios cardíacos | Diminuição da fração de ejeção (quantidade de sangue que o coração consegue enviar para a circulação) | Muito comum |
| + Insuficiência cardíaca (congestiva) (incapacidade do coração bombear a quantidade correta de sangue para o corpo, podendo gerar acúmulo de líquido no pulmão, abdômen e nos membros) | Comum | |
| Cardiomiopatia (distúrbio do músculo cardíaco) | Comum | |
| +1 Taquiarritmia supraventricular ( distúrbio do ritmo cardíaco que ocasiona no aumento dos batimentos cardíacos) | Comum | |
| 1Palpitação | Comum | |
| Efusão pericárdica (acúmulo anormal de fluidos entre as membranas que envolvem o coração, conhecidas como “pericárdio”) | Incomum | |
| Distúrbios vasculares | Linfedema (inchaço provocado pelo acúmulo de um líquido denominado linfa) | Muito comum |
| Fogachos | Muito comum | |
| +1 Pressão baixa | Comum | |
| Pressão alta | Comum | |
| Vasodilatação | Comum | |
| Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino | +Falta de ar | Muito comum |
| Epistaxe (sangramento nasal) | Muito comum | |
| Dor orofaríngea (dor na garganta) | Muito comum | |
| Tosse | Muito comum | |
| Rinorreia (coriza) | Muito comum | |
| Asma | Comum | |
| Distúrbio pulmonar | Comum | |
| +Efusão pleural (acúmulo excessivo de fluido entre as membranas que envolvem o pulmão) | Comum | |
| Pneumonia | Comum | |
| Pneumonite (inflamação pulmonar) | Incomum | |
| Chiado | Incomum | |
| Distúrbios gastrintestinais | Diarreia | Muito comum |
| Vômito | Muito comum | |
| Náusea | Muito comum | |
| Dor abdominal | Muito comum | |
| Dificuldade de digestão | Muito comum | |
| Constipação | Muito comum | |
| Estomatite (inflamação da cavidade bucal) | Muito comum | |
| Distúrbios hepatobiliares | Dano hepatocelular (células do fígado) | Comum |
| Icterícia (aumento de bilirrubinas que provocam coloração amarelada em pele e mucosas) | Rara | |
| Distúrbios de pele e de tecido subcutâneo | Eritema (coloração avermelhada da pele) | Muito comum |
| Rash (erupção cutânea) | Muito comum | |
| Alopecia (redução parcial ou total de pelos ou cabelos em uma determinada área de pele) | Muito comum | |
| Síndrome da eritrodisestesia palmoplantar | Muito comum | |
| Alterações nas unhas | Muito comum | |
| Acne | Comum | |
| Dermatite | Comum | |
| Pele seca | Comum | |
| Sudorese | Comum | |
| Rash maculopapular (erupção cutânea em em grande parte do corpo) | Comum | |
| Coceira | Comum | |
| Onicólise (descolamento das unhas) | Comum | |
| Urticária | Incomum | |
| Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo | Dor nas articulações | Muito comum |
| Dor muscular | Muito comum | |
| Artrite (inflamação nas articulações) | Comum | |
| Dor nas costas | Comum | |
| Dor óssea | Comum | |
| Contrações musculares involuntárias | Comum | |
| Dor no pescoço | Comum | |
| Dor nas extremidades | Comum | |
| Distúrbios gerais e condições no local de administração | Astenia (desânimo) | Muito comum |
| Dor torácica | Muito comum | |
| Calafrios | Muito comum | |
| Fadiga | Muito comum | |
| Mal-estar semelhante à gripe | Muito comum | |
| Reação relacionada à infusão | Muito comum | |
| Dor | Muito comum | |
| Febre | Muito comum | |
| Inchaço de mãos e pés | Muito comum | |
| Inflamação da mucosa | Muito comum | |
| Inchaço | Comum | |
| Indisposição | Comum | |
| Danos, intoxicação e complicações de procedimentos | Toxicidade nas unhas | Muito comum |
*As reações adversas ao medicamento são identificadas como eventos que ocorreram com, pelo menos, 2% de diferença, quando comparado ao braço controle em, pelo menos, um dos maiores estudos clínicos randomizados. As reações adversas ao medicamento foram adicionadas à categoria apropriada da classe do sistema orgânico e apresentadas em uma única tabela de acordo com a maior incidência observada em qualquer um dos maiores estudos clínicos.
+ Denota as reações adversas que foram relatadas em associação com resultado fatal.
1 Denota as reações adversas que são relatadas amplamente em associação com reações relacionadas com a infusão. Porcentagens específicas para esses eventos não estão disponíveis.
Imunogenicidade
No estudo clínico de câncer de mama inicial na neoadjuvância-adjuvância, com mediana de acompanhamento excedendo 70 meses, 10,1% (30/296) dos pacientes do braço tratado com trastuzumabe IV desenvolveram anticorpos contra trastuzumabe. Os anticorpos anti-trastuzumabe foram detectados em amostras pós nível basal em 2 de 30 pacientes do braço tratado com trastuzumabe IV.
A relevância clínica desses anticorpos é desconhecida. A farmacocinética, eficácia [determinada pela resposta patológica completa (RpC)] e sobrevida livre de doença (SLD) e segurança (determinada pela ocorrência de reações relacionadas à infusão, RRAs) do trastuzumabe IV.
Informações adicionais sobre reações adversas selecionadas.
Reações relacionadas à infusão e hipersensibilidade
As reações relacionadas à infusão, tais como calafrios e/ou febre, dispneia, hipotensão, sibilância, broncoespasmo, taquicardia, redução na saturação de oxigênio e insuficiência respiratória foram observadas em todos os estudos clínicos com trastuzumabe.
Pode ser difícil diferenciar, clinicamente, as reações relacionadas à infusão de reações de hipersensibilidade.
O índice de todas as reações relacionadas à infusão de todos os níveis variou entre os estudos dependendo da indicação, se trastuzumabe foi administrado em combinação com quimioterapia ou como monoterapia e a metodologia de coleta de dados.
No câncer de mama metastático, o índice das reações relacionadas à infusão variou de 49% a 54% no braço com trastuzumabe, em comparação com 36% a 58% no braço comparador (o qual deve incluir outra quimioterapia). Reações graves (nível 3 ou superior) variaram de 5% a 7% no braço com trastuzumabe, em comparação com 5% a 6% no braço comparador.
No câncer de mama inicial, o índice das reações relacionadas à infusão variou de 18% a 54% no braço com trastuzumabe, em comparação com 6% a 50% no braço comparador (o qual deve incluir uma outra quimioterapia). Reações graves (nível 3 ou superior) variaram de 0,5% a 6% no braço com trastuzumabe, em comparação com 0,3% a 5% no braço comparador.
No tratamento do câncer de mama inicial na neoadjuvância-adjuvância (BO22227), os índices de reações relacionadas à infusão estiveram de acordo com o descrito acima e foi de 37,2% no braço tratado com trastuzumabe IV. Reações graves do nível 3 relacionadas à infusão foi de 2,0% no mesmo braço durante o período de tratamento. Não houve reações relacionadas à infusão de nível 4 ou 5.
Reações anafilactoides foram observadas em casos isolados.
Disfunção cardíaca
Insuficiência cardíaca congestiva (NYHA Classe II-IV) é uma reação adversa comum a trastuzumabe e associada com resultados fatais. Sinais e sintomas de disfunção cardíaca, tais como falta de ar, ortopneia (dificuldade respiratória quando está na posição deitada), exacerbação da tosse, edema pulmonar, galope S3 (quando o médico na ausculta percebe três batimentos cardíacos em vez de dois, como seria o normal) ou redução na fração de ejeção ventricular (quantidade de sangue que o coração consegue enviar para a circulação), foram observados em pacientes tratados com trastuzumabe.
Câncer de mama metastático
Dependendo dos critérios utilizados para definir a insuficiência cardíaca, a incidência de sintomas nos estudos clínicos principais, realizados em pacientes com doença metastática, variou entre 9% e 12% no grupo de pacientes tratados com trastuzumabe + paclitaxel, comparado com 1% - 4% no grupo de pacientes tratados com paclitaxel isolando. Para a monoterapia com trastuzumabe, o índice foi de 6% - 9%. O índice mais elevado de disfunção cardíaca foi observado em pacientes tratados concomitantemente com trastuzumabe + antraciclina/ciclofosfamida (27%) e foi significativamente mais elevado que o do grupo tratado somente com antraciclina/ciclofosfamida (7% - 10%). Em outro estudo com monitoramento prospectivo da função cardíaca, a incidência de insuficiência cardíaca sintomática foi de 2,2% em pacientes recebendo trastuzumabe e docetaxel, comparado com 0% nos pacientes recebendo docetaxel isoladamente. A maioria dos pacientes (79%) que desenvolveram disfunção cardíaca nesses estudos apresentou melhora após receber o tratamento padrão para insuficiência cardíaca.
Câncer de mama inicial (adjuvância)
Nos três estudos clínicos principais na adjuvância com a administração de trastuzumabe em combinação com quimioterapia, a incidência de disfunção cardíaca de nível 3/4 (insuficiência cardíaca congestiva sintomática) foi similar em pacientes que estavam recebendo somente quimioterapia e em pacientes que estavam recebendo trastuzumabe sequencialmente após um taxano (0,3 a 0,4%). O índice foi maior em pacientes que estavam recebendo trastuzumabe concomitantemente a um taxano (2,0%). Em 3 anos, o índice de eventos cardíacos em pacientes recebendo AC → P (doxorrubicina mais ciclofosfamida seguidos por paclitaxel) + H (trastuzumabe) foi estimado em 3,2%, comparado com 0,8% em pacientes tratados com AC → P. Nenhum aumento na incidência cumulativa de eventos cardíacos foi observado em 5 anos de acompanhamento adicionais.
Em 5,5 anos, os índices de eventos cardíacos sintomáticos ou FEVE foram 1,0%, 2,3% e 1,1%, respectivamente, nos braços de tratamento com AC → D (doxorrubicina mais ciclofosfamida seguidos por docetaxel), AC → DH (doxorrubicina mais ciclofosfamida seguidos por docetaxel mais trastuzumabe), e DCarbH (docetaxel, carboplatina e trastuzumabe). Para insuficiência cardíaca congestiva sintomática (NCI-CTC Nível 3-4), os índices de 5 anos foram 0,6%, 1,9% e 0,4%, respectivamente, nos braços de tratamento AC → D, AC → DH e DCarbH. O risco global de desenvolvimento de eventos cardíacos sintomáticos foi baixo e similar para pacientes nos braços de tratamento com AC → D e DCarbH. Com relação aos braços de tratamento AC → D e DCarbH, houve aumento do risco de desenvolvimento de eventos cardíacos sintomáticos para pacientes do braço de tratamento AC → DH, sendo discernível por aumento contínuo no índice cumulativo de eventos cardíacos sintomáticos ou FEVE de até 2,3% em comparação com aproximadamente 1% nos dois braços comparadores (AC → D e DCarbH).
Quando o trastuzumabe foi administrado após a conclusão da quimioterapia adjuvante, insuficiência cardíaca NYHA Classe III-IV foi observada 0,6% dos pacientes no braço que receberam trastuzumabe por um ano após mediana acompanhamento de 12 meses. Após a mediana de 3,6 anos de acompanhamento, a incidência de insuficiência cardíaca congestiva grave e disfunção ventricular esquerda após a terapia com trastuzumabe permaneceu abaixo de 0,8% e 9,8%, respectivamente.
No estudo BO16348, após uma mediana de acompanhamento de 8 anos, a incidência de insuficiência cardíaca congestiva grave (NYHA Classe III-IV) no braço tratado com trastuzumabe por ano, foi de 0,8%, e o índice de disfunção ventricular esquerda assintomática e sintomática leve foi de 4,6%.
A reversibilidade da insuficiência cardíaca congestiva grave (definida como uma sequência de pelo menos dois valores consecutivos de FEVE ≥ 50% após o evento) foi evidente em 71,4% dos pacientes tratados com trastuzumabe. A reversibilidade da disfunção ventricular esquerda assintomática e sintomática leve foi demonstrada em 79,5% dos pacientes. Aproximadamente 17% dos eventos relacionados à disfunção cardíaca ocorreram após a conclusão do tratamento com trastuzumabe.
Na análise conjunta dos estudos NSAPB-B31 e NCCTG N9831, com uma mediana de acompanhamento de 8,1 anos para o grupo AC→PH (doxorrubicina mais ciclofosfamida, seguido de paclitaxel mais trastuzumabe), a incidência por paciente de um novo iníciao de função cardíaca, determinada pela FEVE, permaneceu inalterada em comparação com a análise feita no grupo AC→PH sob mediana de acompanhamento de 2,0 anos: 18,5% dos pacientes no grupo AC→PH com uma redução de FEVE de ≥ 10% a até menos que 50%. A reversibilidade da disfunção ventricular esquerda foi reportada em 64,5% dos pacientes que apresentaram ICC sintomática no grupo AC→PH, sendo assintomática no último acompanhamento, e 90,3% tento uma recuperação completa ou parcial da FEVE.
Câncer de mama inicial (neoadjuvância-adjuvância)
No estudo clínico central MO16432, o trastuzumabe foi administrado concomitantemente com quimioterapia neoadjuvante incluindo três ciclos de doxorrubicina (dose cumulativa de 180 mg/m2). A incidência de disfunção cardíaca sintomática foi de até 1,7% no braço com trastuzumabe.
No estudo clínico central BO22227, trastuzumabe foi administrado concomitantemente com quimioterapia neoadjuvante incluindo quatro ciclos de epirrubicina (dose cumulativa de 300 mg/m2); na mediana de acompanhamento excendendo 70 meses, a incidência de insuficiência cardíaca / insuficiência cardíaca congestiva foi de 0,3% no braço tratado com trastuzumabe IV.
Câncer gástrico avançado
A maioria das reduções na fração de ejeção do ventrículo esquerdo – quantidade de sangue que sai do ventrículo esquerdo (FEVE) observadas no estudo BO18255 foi assintomática, com exceção de um paciente no braço contendo trastuzumabe, cuja queda da FEVE coincidiu com insuficiência cardíaca.
Toxicidade hematológica (relacionada ao sangue)
Câncer de mama
A toxicidade hematológica é infrequente após a administração de trastuzumabe IV em monoterapia nos pacientes sob tratamento da doença metastática.
Houve aumento na toxicidade hematológica em pacientes tratados com a combinação de trastuzumabe com paclitaxel, comparados com pacientes que receberam paclitaxel isoladamente.
A toxicidade hematológica foi também aumentada em pacientes que receberam trastuzumabe e docetaxel, em comparação com docetaxel isolado. A incidência de neutropenia febril/septicemia neutropênica (diminuição de glóbulos brancos com febre/infecção generalizada com) também foi aumentada em pacientes tratados com trastuzumabe mais docetaxel.
Câncer gástrico avançado
Os eventos adversos mais frequentemente relatados de nível ≥ 3 que ocorreram com taxa de incidência de, pelo menos, 1% por tratamento clínico, os quais foram classificados sob a classe do sistema de órgânico relacionada aos distúrbios do sistema linfático e sangue, são mostrados abaixo:
Tabela 2 Eventos adversos de nível ≥ 3 frequentemente reportados nos distúrbios do sangue e do sistema linfático:
| --- | Fluoropirimidina / cisplatina (N = 290) (% de pacientes em cada braço de tratamento) | Trastuzumabe / fluoropirimidina / cisplatina (N = 294) (% de pacientes em cada braço de tratamento) |
| Neutropenia(redução de um tipo de glóbulo branco do sangue) | 30% | 27% |
| Anemia | 10% | 12% |
| Neutropenia febril (febre na vigência de redução de um tipo de glóbulo branco) | 3% | 5% |
| Trombocitopenia | 3% | 5% |
A porcentagem total de pacientes que tiveram uma reação adversa (de nível ≥ 3 NCI-CTCAE versão 3.0) que tenha sido classificada nesta classe de sistema de órgãos foi de 38% no braço FP e 40% no braço FP+H.
Em geral, não houve diferenças significativas na hematotoxicidade entre o braço de tratamento e o braço comparador.
Toxidade hepática (relacionado ao fígado) e renal
Câncer de mama
Toxicidade hepática de nível 3 ou 4, segundo os critérios da OMS, foi observada em 12% dos pacientes após a administração de trastuzumabe IV como agente único, em pacientes que receberam tratamento para a doença metastática. Essa toxicidade foi associada com a progressão da doença no fígado em 60% dos pacientes.
Toxicidade hepática de nível 3 ou 4, de acordo com os critérios da OMS, foi menos frequentemente observada em pacientes que receberam trastuzumabe IV e paclitaxel do que nos pacientes que receberam paclitaxel isoladamente (7% em comparação a 15%).
Não foi observada nenhuma toxicidade renal de nível 3 ou 4, segundo os critérios da OMS.
Câncer gástrico avançado
No estudo BO18255, não houve diferenças significativas na toxicidade hepática e renal observada entre os dois braços de tratamento.
Diarréia
Câncer de mama
Dos pacientes tratados com trastuzumabe como monoterapia para o tratamento da doença metastática, 27% apresentaram diarreia. Aumento na incidência de diarreia, especialmente de gravidade leve a moderada, também foi observado em pacientes que receberam trastuzumabe em associação com paclitaxel, em comparação com pacientes que receberam paclitaxel isoladamente.
No estudo BO16348, 8% dos pacientes tratados com trastuzumabe apresentaram diarreia durante o primeiro ano de tratamento.
Câncer gástrico avançado
No estudo BO18255, 109 pacientes (37%) que participaram do braço de tratamento contendo trastuzumabe versus 80 pacientes (28%) no braço comparador tiveram algum grau de diarreia. Com base no critério de gravidade usando NCI-CTCAE v3.0, a porcentagem de pacientes que apresentaram nível de diarreia ≥ 3 foi de 4% no braço FP versus 9% no braço de FP+H.
Infecção
Aumento na incidência de infecções, especialmente infecções leves do trato respiratório superior de pouca importância clínica, ou infecção de cateter, foi observado em pacientes tratados com trastuzumabe.
Experiência pós-comercialização
As seguintes reações adversas foram identificadas na experiência pós-comercialização com trastuzumabe.
Tabela 3 Reações adversas relatadas durante a pós-comercialização:
| Classe de sistema de órgão | Reação Adversa |
| Reação Adversa | Redução da protrombina (substância que auxilia a coagulação do sangue) |
| Trombocitopenia imune | |
| Distúrbios do sistema imune | Reações anafilactoides (reações que lembram anafilaxia, porém com mecanismo diferente, que podem cursar com inchaços, reações cutâneas, coceira, dificuldade para respirar, dores abdominais e choque) |
| Reação anafilática (reação alérgica repentina, que pode cursar com rash cutâneo, sensações de formigamento, coceira, inchaço, sibilos e dificuldade respiratória) | |
| Distúrbios metabólicos e nutricionais | Síndrome de lise tumoral (destruição de células tumorais e sua liberação no organismo que pode causar aumento de ácido úrico, potássio, fosfato e diminuição de cálcio no sangue) |
| Distúrbios oculares | Madarose (perda ou queda dos cílios) |
| Distúrbios do coração | Choque cardiogênico (pressão muito baixa, porque o coração não consegue manter a circulação) |
| Taquicardia (aumento da frequência cardíaca) | |
| Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais | Broncoespasmo (contratura da musculatura dos brônquios, causando estreitamento da luz bronquial e dificuldades para respirar) |
| Redução na saturação de oxigênio | |
| Insuficiência respiratória | |
| Doença pulmonar intersticial | |
| Infiltração pulmonar | |
| Síndrome do desconforto respiratório agudo | |
| Desconforto respiratório | |
| Fibrose pulmonar (substituição do tecido pulmonar normal por tecido cicatricial) | |
| Hipóxia (concentração reduzida de oxigênio nos tecidos) | |
| Edema de laringe (inchaço na garganta) | |
| Condições renais e urinárias | Glomerulonefropatia (doença dos glomérulos, unidade funcional dos rins) |
| Insuficiência renal (problema nos rins) | |
| Gravidez, pós-natal e distúrbios perinatais | Hipoplasia pulmonar (pulmão subdesenvolvido) |
| Hipoplasia renal (rim subdesenvolvido) | |
| Oligoidrâmnio (líquido amniótico em quantidade diminuída) |
Eventos adversos
A Tabela 4 indica os eventos adversos que foram historicamente relatados em pacientes que receberam trastuzumabe. Considerando que não há evidência da relação causal entre trastuzumabe e esses eventos, eles são considerados inesperados para fins de relatórios de segurança de Farmacovigilância.
Tabela 4 Eventos adversos:
| Classe de sistema de órgão | Evento Adverso |
| Infecções e Infestações | Meningite |
| Bronquite | |
| Distúrbios do sistema sanguíneo e linfático | Leucemia (câncer no sangue) |
| Distúrbios do sistema nervoso | Distúrbio cerebrovascular (alteração no cérebro devido a distúrbios vasculares) |
| Letargia | |
| Coma | |
| Distúrbios da orelha e labirinto | Vertigem |
| Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais | Soluço |
| Falta de ar ao realizar esforços | |
| Distúrbios gastrintestinais | Gastrite |
| Pancreatite (inflamação do pâncreas) | |
| Distúrbios músculo-esquelético e do tecido conjuntivo | Dor muscular e dor nos ossos |
| Distúrbios renais | Disúria (dor ao urinar) |
| Distúrbios do sistema reprodutivo e da mama | Dor na mama |
| Distúrbios gerais e condições no local da administração | Desconforto torácico |
Atenção: este produto é um medicamento que possui uma nova indicação terapêutica no país e ampliação de uso, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)