Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Oestrogel com outros remédios?
- Existe risco de redução da eficácia do estrogênio quando administrado em conjunto com indutores enzimáticos, como anticonvulsivantes (carbamazepina, fenobarbital, fenitoína e primidona), barbitúricos, griseofulvina, rifabutina e rifampicina. Embora a existência de tais interações ainda não esteja descrita com estrogênio por via percutânea, poderá ser necessário monitoramento clínico e possível ajuste na dose de estrogênio.
- Corticoides têm sua ação aumentada.
- Anticoagulantes orais têm a sua ação diminuída.
- Fármacos inibidores do citocromo CYP3A4 (eritromicina, claritromicina, cetoconazol, itraconazol e ritonavir) e suco de grapefruit podem aumentar a concentração de estrogênios e podem resultar em efeitos indesejáveis.
Interações com testes laboratoriais
- Oestrogel® pode acelerar o tempo de protrombina, o tempo parcial de tromboplastina e o tempo de agregação plaquetária, aumentar a contagem de plaquetas e alterar os fatores de coagulaçã
- Oestrogel® pode influenciar os níveis dos hormônios da tireoide na circulação total.
- Pode ocorrer elevação dos níveis de outras proteínas de ligação no sangue.
- Oestrogel® pode aumentar a concentração plasmática do colesterol HDL, HDL2 e dos triglicerídeos, além de reduzir a concentração do colesterol LDL.
Interações farmacodinâmicas
Durante os ensaios clínicos com o regime de medicamentos combinados para HCV (vírus da hepatite) ombitasvir/paritaprevir/ritonavir com e sem dasabuvir, elevações de ALT (enzima hepática) superiores a 5 vezes o limite superior do normal (LSN) foram significativamente mais frequentes em mulheres que utilizam medicamentos contendo etinilestradiol, tais como contraceptivos hormonais combinados (CHCs). Mulheres que usam medicamentos contendo estrogênios além do etinilestradiol, como o estradiol, tiveram uma taxa de elevação de ALT semelhante àquelas que não receberam estrogênios; no entanto, devido ao número limitado de mulheres que tomam estes outros estrogênios, recomenda-se cautela na coadministração com o esquema medicamentoso combinado de ombitasvir/paritaprevir/ritonavir com ou sem dasabuvir e também o esquema glecaprevir/pibrentasvir.
Na administração transdérmica, evita-se o efeito de primeira passagem no fígado, portanto a TRH com estrogênios (e progestágenos) aplicados pela via transdérmica pode ser menos afetado do que os hormônios orais devido aos indutores enzimáticos.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para sua saúde.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)